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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Há uma luz no fim do túnel

Bem amigos da rede globo, voltamos com os acontecimentos mais recentes no front "edema ósseo x Meia da Disney".

Depois de mais uma semana com o humor oscilando mais que joão-bobo e mudando de ideias como quem muda de roupas ("ah, vou tentar andar os 21km abaixo do tempo de corte"; "quer saber, não vou nem pisar na linha de largada"; "nhé, vou correr de qualquer forma e se quebrar, quebrou"), a Cris me convenceu a procurar uma segunda opinião médica.

A consulta foi bem extensa e foi além do padrão "lê o laudo da ressonância, pergunta se dói aqui ou ali e tchau, passar bem".



Conversamos bastante com o médico e ele disse estar confiante na minha recuperação até a data da prova (recuperação, no caso, deve ser entendido simplesmente como "ficar sem dor", já que um quadro de edema como o meu pode levar até 3 meses para ser completamente curado).

Claro que até lá eu não poderei fazer qualquer exercício que envolva carga ou impacto na área afetada (aliás, vendo o CD da ressonância, o médico percebeu que estou com edema NAS DUAS pernas; não apenas na esquerda), então mesmo as minhas caminhadas sub 9min/km estão fora de cogitação.

Preciso arrumar um jeito de administrar os prejuízos cardiorrespiratórios (piscina, que seria a melhor opção, em SP não rola $$)...

Resumindo, é isso... o estrago está feito, não existe remedinho milagroso, fisioterapia/fortalecimento/alongamento não auxiliam em nada nesse momento, então o negócio é descansar as pernas e torcer para estar sem dor até o dia 11/01/14 - o que o médico acredita ser possível (de fato, o médico está tão otimista que pediu para que eu envie a ele uma foto com a medalha e ao lado dos mascotes da Disney. Aí está uma recomendação médica que pretendo seguir! rs).

Se tudo der certo e eu estiver sem dores na véspera da prova, aí é partir pro abraço e tentar trotar gloriosamente os 21km do percurso, independentemente de pace, tempo-alvo e etc., já que nessa história toda não consegui fazer um só treino focado em meia maratona.

O importante é que meu humor está melhor, estou mais otimista e acredito que pensando positivo posso acelerar minha recuperação.

Continuem torcendo e mandando vibrações positivas!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Disney 2014: O sonho acabou?

Querido diário...

Faltando exatos 31 dias, 12 horas e 2 minutos para o que seria minha estreia na meia maratona, está na hora de encarar a realidade...
Depois de reclamar de dores nas pernas por diversas vezes aqui (desde setembro, veja só), eis que hoje a bomba me foi entregue. Estou com um edema ósseo da diáfise tibial do terço médio da perna esquerda (muito embora minha perna direita sempre tenha doído MUITO mais que a esquerda).

E aí que meus planos para a estreia na meia maratona da Disney escorrem agora pelo ralo diante dos meus olhos.
Os planos já vinham sendo modificados de tempos em tempos, mas agora - ao que tudo indica - não tem mais jeito... No início, minha meta era fechar minha primeira meia em torno de 1h45... aí fiquei um mês sem treinar e percebi que era melhor mudar a meta para algo em torno de 1h50, depois comecei a me contentar com a perspectiva de fechar a prova abaixo de 2h... bom, depois da última consulta médica, qualquer esperança de correr (pura e simplesmente correr) dentro de um mês foi sepultada.

Oooopppssss... fail.


A vontade que dá é de "xingar muito no twitter", gritar impropérios aos quatro ventos, maldizer o destino e deitar em posição fetal repetindo diversas vezes "porque só comigo???". Mas nada disso vai adiantar, não é mesmo? O estrago já está feito.

Preciso é criar coragem, encontrar motivação e adaptar meus planos mais uma vez. Nessa era do "#desafiofulanadetal", "#projetobeltrana" e "#colaemmimefaçaoqueeudigo", tá na hora de eu criar meu próprio desafio, engolir o choro e administrar os prejuízos.
Lanço aqui o meu #Desafio21kmCaminhandoSemSerCortado ou #MeiaMaratonadeCaminhadadaDisney...ou alguma palhaçada do gênero.

Como a inscrição já foi feita mesmo, para não sentir que joguei meu dinheiro no lixo (tá, eu sinto isso assim mesmo), meu novo objetivo é completar a meia maratona caminhando (marcha atlética?) sem ser "recolhido" pelo ônibus da organização da prova (que vai retirar da pista todos os corredores que não conseguirem manter o pace mínimo de 16min/milha).

Pensando bem, o pace de corte é bem alto... normalmente eu caminho a 9:15min/km mesmo e, teoricamente, daria pra concluir a prova inteira andando. A questão é que nunca caminhei 21km em ritmo acelerado e constante... Sem contar que caminhar por muito tempo é chato pra burro! rs

Será que vai dar certo?

Por enquanto, o que me resta é me conformar com essa nova realidade, adaptar-me a ela da melhor forma possível e tentar usar esse novo objetivo como motivação... Não vai ser fácil. Conto com o apoio e a torcida de vocês!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Notas curtas: Sobre o novíssimo tênis de R$1.832,00 que eu TENHO que comprar


É só abrir uma página qualquer da internet para ver pipocando banners de propaganda de tênis e outros equipamentos de corrida.

Enquanto ficamos ali babando nos anúncios e "namorando" os produtos é praticamente impossível não pensar em como tal ou qual equipamento alteraria nossa performance, não é mesmo?

O novíssimo tênis ultra-über-blaster tecnológico de R$1.832,00: 


O que eu acho que ele fará por mim:





O que ele realmente pode fazer por mim:




Ideia chupinhada na cara larga do excelente http://whatisultra.tumblr.com




sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Celebrando a amizade - São Bento do Sapucaí

Com a Etapa São Bento do Sapucaí da Copa Paulista de Corridas de Montanha, encerrei meu ciclo de competições de 2013.

Nesse quase um ano correndo fora do asfalto aprendi e vivenciei muito mais experiências do que sequer imaginava. Subi ao pódio pela primeira vez,  comecei a treinar com uma verdadeira família (e, desde então, meu rendimento só melhorou!), fiquei manquitola por algumas etapas graças a uma síndrome do trato iliotibial, me afastei um pouco das corridas por um mês (apenas fisicamente, pois a cabeça estava sempre nas trilhas), experimentei correr uma prova inteira ao lado da minha companheira de aventuras, percebi que ela era mesmo uma companheira para todos os momentos e decidi oficializar nossa relação, e fiz amigos. Muitos amigos.

De todas as conquistas e experiências 'esportivas' desse ano, posso afirmar com toda a franqueza que o melhor prêmio foi a expansão de meu círculo de amizades. Foi a constatação de que eu posso ser louco e fanático por corridas, posso ser "mono-assunto", mas eu não estou sozinho nessa!

Não repare no tamanho dos pratos rs

E justamente por isso foi tão importante para mim a conquista do 3º lugar no ranking da Copa Paulista na faixa etária 25-29 anos, pois eu queria subir ao pódio com meus amigos. Dividir a experiência com quem se importa com você e torce por você tem outro valor, outro sabor.
Subindo juntos e com o pé direito!
E pensar que no começo do campeonato a gente se xingava em pensamentos! hahahaha

O troféu é bonito, claro, mas o que ele simboliza no íntimo de cada um é o que realmente importa. A celebração não é pela posição no ranking (que é algo passageiro e não significa - por si só - nada). O valor do troféu está em saber que os objetivos que foram traçados lá atrás foram devidamente atingidos; está em saber que você melhorou não só como atleta, mas como pessoa; está em saber que, apesar de uma série de variáveis, você se superou e foi buscar o que queria; está em saber que existem pessoas com quem você pode contar (ok, chega, isso aqui não é cerimônia de entrega do Oscar! rs).
A Cris também garantiu o dela!

Por tudo isso, digo que a melhor parte da Copa Paulista, para mim, foi a cerimônia de encerramento com o jantar no restaurante Sabor da Serra.



Que oportunidade excelente para confraternizar com as pessoas que dividiram conosco as trilhas, os sofrimentos, as alegrias, os perrengues - e dessa vez vestido de gente grande, com roupas e tênis limpos, rs!

Grande ocasião também para ouvir histórias e casos de pessoas mais experientes, de traçar planos para o futuro e de enfiar o pé na jaca! hahaha

Conversar com a Tomiko, ouvir suas histórias e suas dicas... uma honra!

Apesar das dores, preferi deixar pra começar a tomar os remédios prescritos pelo ortopedista após o jantar, porque naquela noite eu queria mesmo era comemorar o término desse ciclo!

A todos os envolvidos, muito obrigado por tudo (pelo apoio, pelo incentivo, pela palavra amiga, pela alegria, pela foto, por testemunhar momentos importantes para mim, pela torcida, pela preocupação... enfim, muito obrigado!).

Acho que a gente se empolgou nesse papo de comemorar... literalmente fechamos as portas do restaurante, sabe-se lá que horas da madrugada! 

Ano que vem tem mais!

A gente se tromba nas trilhas! ;-)


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Relato: Apoteose na Sapucaí - Corridas de Montanha São Bento do Sapucaí

Apoteose? Sapucaí?


Palma, palma, não priemos cânico! 
Apesar de o texto conter as palavras "apoteose", "Sapucaí" e de eu ter sapateado mais que mestre-sala na lama, não estou aqui pra falar de samba!
Apoteose, em uma de suas definições, corresponde ao ponto final de uma cena que decorre de maneira espetacular... algo um pouco mais dramático, inesperado e espetacular que o final de uma novela mexicana. Explicado o título, voltemos à nossa programação normal:

Cenário
São Bento do Sapucaí, ensopada e imersa nas brumas! A neblina era tanta, que parecia que estávamos no filme "Os Outros". Em alguns momentos, não era possível ver o corredor que estava 10 metros à nossa frente! Além da chuva que caiu em SP ao longo da semana, choveu praticamente o final de semana inteiro em São Bento. Resumindo o cenário: lama, muita lama, bastante lama mesmo, neblina e mais um pouquinho de lama.



Lama.
Enredo
Como vocês devem se lembrar, há algum tempo venho sofrendo de canelite (que, talvez nem seja canelite... vamos aguardar os resultados dos exames). Para me recuperar, resolvi ficar um tempinho sem correr e, desde a Etapa Serra da Cantareira, não corri nem atrás de ônibus, por medo de me machucar ainda mais... Deixei inclusive de correr uma prova para a qual havia feito inscrição.
Maaaasss, São Bento do Sapucaí era a última etapa da Copa Paulista de Corridas de Montanha, e eu queria fazer bonito na pontuação para o Ranking anual. 
Na verdade, a pontuação no ranking nunca foi uma pretensão minha. Tanto foi assim, que nas primeiras etapas eu perdia bastante tempo "panguando" e apreciando a paisagem...rsrs... Acontece que ao longo das provas, criamos um círculo de amizades que contava com 2 pessoas da minha categoria (Gustavo e Willian). E seria muito bacana se conseguíssemos encerrar o ano os três juntos no pódio!
Só que essa missão não seria tão simples. Na pontuação para o ranking, feito o descarte de provas e a matemática toda do regulamento, descobri que se eu quisesse subir ao pódio com meus amigos na premiação do Ranking anual na faixa etária 25-29 anos, teria que concluir essa prova no mínimo 2 min à frente de determinado corredor.
Não bastasse a complexidade da prova, eu teria de lidar com o fato de que havia praticamente um mês que eu não corria (zero condicionamento!) e com minhas dores (além da preocupação com as consequências de correr machucado e agravar a lesão). Some a isso o fator psicológico de ter de correr dependendo não apenas do meu resultado, mas também do resultado do meu concorrente, e você terá uma ideia da bucha que me aguardava.

Na semana da prova fui a um ortopedista que disse existir suspeita de fratura por estresse na tíbia. Tremendo balde de água fria, não? Após essa consulta, ficava oscilando entre correr a prova mesmo assim ou deixar pra lá... 
Quando publicaram a lista de inscritos para a prova, na véspera do evento, corri pra ver se minha nêmesis constava da relação (rs) e fiquei feliz ao constatar que aquele nome não estava na lista, pois assim eu poderia deixar de correr e ainda assim garantir a 'premiação'.

Por via das dúvidas, no sábado à tarde me dirigi até o local da prova devidamente trajado e preparado para correr, afinal, imprevistos acontecem. Eis que, a 2 minutos da largada o Willian grita meu nome e faz um aceno de cabeça na direção do murinho lateral, na concentração para a largada. É... não ia ter jeito, o cara estava lá, e eu teria de correr. Mal deu tempo de digerir a ideia e soou a buzina!
Coração na boca e lá fomos nós!
Fóóóóóóóómmmmm (buzina)

Nos primeiros 300m, em paralelepípedo e bloquete, cada passo era uma pequena punhalada nas pernas... tentei acompanhar o grupinho (15/20 pessoas) que estava liderando, mas fiquei com medo de a dor piorar a ponto de eu não conseguir mais correr. Por sorte, logo em seguida começou A subida. Sim, com "a" maiúsculo. Foram aproximadamente 5km subindo sem parar, escorregando muito, andando muito, ofegando muito e vendo pouco, já que a chuva e a neblina diminuíam a visibilidade.
Como eu não sentia dor para andar, engatei a reduzida e avancei aos trancos e barrancos, sem parar pra respirar. Quando surgia um espacinho onde dava pra encaixar 3 ou 4 passos mais rápidos, eu trotava. Tentei ganhar o máximo de terreno possível durante a subida, pois sabia que na descida eu não teria condições de correr forte. Não ousei olhar para trás nenhuma vez.


Caminhe que o mundo é grande... (o tênis, ainda limpo)

Finda a aparentemente infindável subida, seguiu-se um curto e igualmente escorregadio single track e continuei forçando além do que costumo fazer e muito além do que minhas canelas gostariam. Eu tinha certeza que, chegando a descida, qualquer diferença que eu tivesse aberto durante a subida seria prontamente diminuída.

Mais neblina, uma porteira de fazenda, um pequeno atoleiro e... uma estranha sensação de vácuo. 'Silêncio ensurdecedor', visibilidade de não mais que 5m. O corredor que eu estava usando como ponto de referência simplesmente sumiu do meu campo de visão. 
E assim deu-se início a um tobogã de lama e esterco que nos levaria até os 500m finais da prova. Isso mesmo, praticamente 6km esquiando, sambando, sapateando ou qualquer outra coisa que não correndo, ladeira abaixo. 


Essa era a parte "seca" da prova

Mais ou menos nessa altura, cruzamos caminho com o pessoal do percurso curto. Festival de tombos! Uns caíam de frente, outros de lado, outros caíam sentados, e segue o jogo! rs



Consegui me segurar em pé o tempo todo, mas haja propriocepção, viu!




Novamente, tive sorte. Se a ladeira não estivesse tão escorregadia e lamacenta, a descida seria muito rápida e o impacto seria além do que eu poderia suportar.

Tá acabando!

Quilômetro final, terreno plano e pavimentado, era hora de dar o sangue, partir pro tudo ou nada, aumentar o ritmo. Acontece que eu já estava dando o sangue desde a largada. Quando a buzina soou, eu já havia partido para o tudo ou nada. E com um mês sem treinar, meu corpo (cardiorrespiratório, pernas, lombar, ombros) estava sofrendo muito para me levar onde minha cabeça queria. Tentei dar um tiro e não consegui manter o ritmo nem por 100m.
Coloquei na minha cabeça que eu estava sendo caçado e que, se eu tinha me forçado até ali, não podia jogar todo aquele esforço no lixo justo no finalzinho da prova. Comecei a encaixar uns 10 passos de "bonito" (correndo com técnica e mantendo a postura, como me ensinaram na JVM) com 5 passos de zigue-zague-acho-que-esse-cara-vai-desmaiar (como aprendi sozinho naquela hora) e assim segui até a linha de chegada, onde fui recepcionado pela staff mais simpática do mundo, com o copo d'água mais gostoso que me lembro de ter tomado!

Reencenando minha chegada, para a Lígia poder fotografar! rs

A minha parte estava feita. Agora era só esperar o cronômetro girar mais longos 120 segundos para saber se aquele lugar no ranking seria ou não meu no final do dia.
30s, e nada... 60s, não, não é ele... 90s... ufa, achei que era o cara... 120s, é isso mesmo, já deu o tempo? Vou continuar aqui... 180s... nada ainda, mas vamos esperar mais um pouco... 240s... ok acho que agora posso comemorar! \o/
Outra alegria eu senti quando meus parceiros Willian e Gustavo cruzaram a linha de chegada, quase juntos! Comemoramos bastante o término do campeonato! Nossas pernas estavam pedindo descanso há muito tempo! rs

Acabooooouuuuuuuu!!!!!!!!

Só faltava aguardar a Cris chegar sã e salva e tudo estaria certo! 

Uns 50min depois e lá estava ela, toda sorridente!
Depois disso, era só cada um se limpar como era possível (deixar a chuva fazer o serviço, usar uma mangueira ou se lavar nas poças d'água), aguardar a premiação da prova e partir pro restaurante Sabor da Serra para a cerimônia de encerramento da Copa Paulista e a premiação do ranking - muito boa, por sinal, mas isso fica pra outro post. ;-)



Evolução: 5km de subida extremamente íngreme e totalmente escorregadia, com ganho de elevação de 800m (!!!) +/- 1km de plano e/ou leve declive, +/- 500m de subida leve e 6km de descida esquiando na lama. 
Percurso  (sem altimetria) de  São Bento do Sapucaí

Que prova dura!! Só para servir de parâmetro, com mais de 3h de prova, ainda era possível ver corredores chegando (inclusive do percurso curto!!!). Não consigo nem imaginar como foi para os guerreiros do endurance, que encararam 50km naquelas condições! Sem contar quem correu os 50km e, não contente, ainda participou dos 13km/9km!
Creio que foi a prova mais dura que já corri. E com certeza a prova em que mais me superei. 
Nos primeiros 6km, fiz uma média de 10min/km! Pura caminhada!
Apesar de todas as recomendações serem no sentido de poupar energia no começo para descontar no final, tive de me adaptar à situação e às minhas características mais fortes e forçar do começo ao fim. Se não tivesse feito isso, não teria conseguido o 23º geral/ 2º na faixa etária/ 3º no ranking!


Deixar de comparecer à premiação NÃO agrega valor ao espírito esportivo. rs

terça-feira, 12 de novembro de 2013

D N S - Mountain Do Campos do Jordão

Neste sábado (09.11.13) foi disputado o Mountain Do de Campos do Jordão, com distâncias para todos os gostos (4km, 9km, 18km).

A Cris, eu e mais váááários amigos estávamos inscritos para correr os 9km, enquanto outros amigos da JVM iriam correr os 18km. Ao todo, a JVM levou 40 atletas para Campos do Jordão. A festa era garantida... não fosse a minha inseparável dor nas pernas.

Faz praticamente dois meses que venho me queixando de dores na região das tíbias - a famosa canelite - e ao invés de pegar leve, continuo me inscrevendo em tudo quanto é prova... isso, por óbvio, em nada tem ajudado a minha recuperação.

Depois da prova que disputei em Mairiporã não corri mais. Fiquei só no gelo, pomada e fortalecimento... e mesmo assim a dor não me abandona.

A Cris me disse que se fosse para eu correr o Mountain Do, a gente deveria repetir o que fizemos em Monteiro Lobato (eu estava voltando de lesão e corremos a prova inteira lado a lado, para que eu não me empolgasse e saísse desembestado pelas trilhas, certamente prejudicando minhas pernas). Mas na véspera da prova eu percebi que o melhor mesmo para a minha saúde seria não correr.

Decisão dolorida e difícil de se tomar... Mas acredito que foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.
Com saúde não se brinca e temos apenas um corpo. De nada adianta querer correr todas as provas do calendário desse ano e arriscar não poder correr nos próximos meses - ainda mais quando tenho grandes planos para a próxima temporada.

Afinal, o que é melhor? Correr um ano a 4min/km ou a vida inteira a 6min/km? Correr mal e com dor 20 provas num intervalo de 9 meses ou correr apenas 6 provas, mas muito bem corridas? A resposta parece óbvia, mas colocar em prática não é tão fácil.

Resumindo, o final de semana foi assim: ponderei bastante e concluí que a atitude mais madura e saudável era escrever um DNS (Did Not Start) ao lado do meu nome na lista de inscritos para a prova e tentar não parecer tão azedo e frustrado por não poder correr.


(...)

Pra não dizer que minha viagem foi perdida, fiquei na reta final desde a largada até o último atleta da JVM cruzar o pórtico, fotografando a alegria de cada um deles ao concluir seu percurso.

Sobre a prova em si, vamos ver se a Cris nos presenteia com um relato mais tarde! rs


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Update: depois de publicar o post, lembrei-me desse excelente texto de um parceiro de assessoria e não tive como não o relacionar com o processo mental que culminou em minha decisão de não correr a prova: http://www.papodeesteira.com.br/blogs/queimando-a-sola/onde-voce-vai-estar-daqui-a-20-anos/