Translate

Mostrando postagens com marcador Revezamento Bertioga-Maresias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revezamento Bertioga-Maresias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de maio de 2016

Relato: Bertioga-Maresias 2016 - Trio

A "Maratona de Revezamento Bertioga-Maresias" (que, pelos meus cálculos, é uma ultramaratona) não é lá uma prova muito com a minha cara.



Ela é rápida e plana demais pro meu gosto, tem uma logística de transporte um pouco pentelha e acaba saindo com um preço que foge um pouco do meu orçamento. Maasss, quando os amigos convidam você para integrar a equipe deles, você aceita, né? Tudo em nome da farra. rs


terça-feira, 8 de julho de 2014

Relato: Desafio 28 Praias de Revezamento - Aloha Run

Depois de todo o tempo que fiquei 'de molho' em razão de lesões, passei a perceber melhor que, para mim, o que realmente importa não é o quão rápido ou quão longe você corre, mas sim o quanto você se diverte correndo.

Como diversão é um assunto que eu gosto de levar a sério (hein?), não me fiz de rogado e fui pra Ubatuba para dar bastante risada com os amigos e, se as pernas permitissem, correr um pouquinho também!

Mas comecemos do começo...

Após subirmos juntos ao pódio do ranking da Copa Paulista de Corridas de Montanha (categoria 25-29 anos) em novembro, Gustavo, Willian e eu decidimos que seria uma ideia interessante formarmos um trio para correr a famosa Bertioga-Maresias - esperada para acontecer em maio desse ano.
No final, a prova não existiu (virou Revezamento Peruíbe-Praia Grande e vai acontecer em agosto) e deixamos o plano um pouco de lado.

Nesse meio tempo, a Cris havia feito inscrição para o Desafio 28 Praias, num quarteto com as amigas. 
Eu nem dei atenção para essa prova até que os meninos foram lá em casa para a gente botar o papo em dia, acabamos enchendo o caneco enquanto assistíamos Unbreakable: The Western States 100 e, no dia seguinte, ao acordar levemente de ressaca, encontrei um boleto de inscrição no meu email!

Entre a inscrição (fim de abril) e a prova, muitas surpresinhas aconteceram... pra começar, a Cris rompeu os ligamentos do tornozelo e teve que abrir mão da prova... o Gustavo ficou afastado dos treinos graças a uma tendinite no joelho e eu continuava de molho por conta dos edemas ósseos nas tíbias... Faltando três semanas para a prova, f i n a l m e n t e, fui liberado pelo médico a voltar a treinar (mas num ritmo beeeeemmmmm leve: no máximo 30 minutos intercalando 1 de trote e 1 de caminhada).

Na semana da prova tivemos alguns perrengues-zicas-urucubacas que ameaçaram a saúde e integridade de cada um dos integrantes da equipe, e o destino do nosso trio só foi definido mesmo aos 42' do segundo tempo - por exemplo, o Gustavo só conseguiu confirmar que ia conseguir correr o trecho dele na noite de sábado, véspera da prova!

Ainda está meio nebuloso na minha mente como tudo se desenrolou, mas sei que no final de semana do dia 06 de julho estávamos em Ubatuba prontos para encarar os 40km do Desafio 28 Praias em um trio batizado de Aloha Run e com uniforme inspirado no Anton Krupicka! rsrs

Nossa inspiração

E aí, Tony, curtiu a homenagem?

Às 7h40 da manhã de domingo 3 malucos devidamente paramentados com camisas e colares havaianos estavam postados nas praias de Tabatinga, Caçandoca e Lagoinha esperando a festa começar! 
Por sorte, também estávamos com óculos escuros para nos proteger dos olhares fulminantes e julgadores de muitos corredores... hehehe
Na praia de Caçandoca (PC2), esperando o Gus
Da minha parte da prova, propriamente dita, nem tenho muito o que falar. 
O Gustavo chegou ao PC2, gritamos 'Aloha!', peguei o chip e parti para 5,7km de estrada de terra com leve aclive e declive, seguidos de menos de 6km de praia, entre areia dura e fofa, até encontrar o Will, gritar "Aloha!", passar o chip pra ele e o ver sair em disparada para os próximos 15km de percurso, entre single track, estrada e praias. 


Aloha!
Saber rir de si mesmo, uma virtude! kkkk

A Cris que, impossibilitada de correr, virou a nossa capitã da equipe de apoio, prontamente me resgatou para que pudéssemos aguardar a chegada do Will.


Minnie, a mascote oficial, usando seus sentidos aguçados para localizar o Willian



Algum tempo depois, avistamos um maluco correndo com camisa aberta e colar havaiano, só podia ser ele. Eu e o Gustavo corremos ao encontro do terceiro elemento para cruzarmos o pórtico de chegada juntos e bradando nosso tradicional-desde-hoje-cedo "Aloha". hehe





Ain't no place for haoles here!!!

A verdade é que se alguns corredores torciam o nariz quando viam um de nós 3 fantasiados, o público em geral nos recepcionou muito bem! rs
Sempre que cruzava com carros no caminho alguém buzinava ou gritava uma frase de incentivo e, após concluirmos a prova e nos agruparmos na área de chegada para aguardar as outras equipes de amigos (só na nossa casa havia 4 equipes!!), diversas pessoas vieram elogiar nosso uniforme e nosso bom humor.

A nossa parte estava feita – fomos, corremos e nos divertimos bastante. Essa era a ideia!
De resto, era só esperar as outras equipes da nossa casa e confraternizar com os amigos e conhecidos que sempre encontramos nesses tipos de prova, e depois partir para o churrasco!

Não conhecia as provas da RunnerSP, mas devo dizer que minha experiência foi bastante positiva de uma forma geral. A logística foi tranquila, a organização postou os resultados rapidamente, as áreas de pós-prova estavam bem abastecidas, etc.

Por fim, qual não foi nossa surpresa ao checar a lista de resultados e encontrar o Aloha Run no quarto lugar entre os trios masculinos e 30º lugar na Classificação Geral! hahahaha Só rindo mesmo! rs


Aloha Run + Capitã da equipe de apoio + Mascote oficial

2 duplas, 1 trio, 1 quarteto e a preciosa equipe de apoio! É festa!!!
Vejam só!! Três patetas, sendo que dois deles estavam voltando de lesão e sem ritmo algum de treino, vestidos de havaianos (vou te falar que aquela camisa esquentava bagarái!), correndo de ressaca e só pela diversão e conseguimos ir relativamente bem! Certeza que o Will carregou o trio nas costas! hahahaha
Na próxima a gente se esforça mais! Ou não, pois o que importa mesmo é se divertir!




ALOHA!!! E até o próximo ano!


Quem precisa de verão com um inverno desses?!



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Relato: Bertioga-Maresias 2: O Retorno

Sabadão, sol de rachar desde cedo, partimos em direção à Bertioga para mais uma etapa do Revezamento Bertioga-Maresias (75km). Seria a nossa segunda participação no evento.

Em maio fizemos uma equipe mista (6 meninos e 2 meninas) e para outubro tivemos quórum para dois octetos: um masculino e um feminino. 
Ambas as equipes com gente nova nas corridas e ambas com corredores reclamando de dores desde antes da prova rs. 
Nosso objetivo: Curtir o rolê enquanto tentávamos concluir a prova abaixo de 9h - tempo limite para podermos receber as medalhas de participação! hahaha

O legal dessa prova é que ela é quase uma corrida de aventura ou caça ao tesouro: você tem que correr, navegar pela planilha, chegar aos PC's no tempo determinado, cumprir tarefas (deixa fulano, pega ciclano, avança até dois PC's à frente, tenta achar um banheiro, tenta achar algo para comer/beber, etc.,). Desse jeito, o dia passa bem rápido!


Bom, se com uma só equipe de corredores a logística já é um pandemônio, imagine como é para duas equipes!! A todo instante a gente tinha a sensação de que ia esquecer alguém para trás! rsrs

Outra preocupação era que os mesmos carros de apoio levariam os homens e as mulheres, e achávamos que ao longo do percurso os homens abririam uma vantagem muito grande sobre as mulheres, dificultando ainda mais a logística.

Percurso e Altimetria da Bertioga-Maresias (esse é o percurso anterior a 2012, antes de criarem o trecho de 14,2km)

No final, tudo deu certo e ninguém se perdeu: no primeiro trecho (10,8km) a diferença dos Canas que Voam para as Canas que Arrasam foi de aproximadamente 5 minutos; no segundo trecho (5,6km) as que Arrasam recuperaram os 5 min e acrescentaram mais 1:30 de vantagem; no terceiro trecho (6,8km) elas continuavam à nossa frente; no quarto trecho (6,2km), sob minha responsabilidade, elas largaram aproximadamente 05:35 antes de os meninos trocarem o chip. Assim que o Victor chegou, peguei o chip da mão dele e disparei. Como o trecho era muito monótono - 6 imutáveis quilômetros de praia - eu precisava achar achar alguma "missão" pra ocupar a cabeça, então estabeleci que minha missão era alcançar a Andressa! Quase quebrei! rs 

Fiz o primeiro km em ritmo de tiro (quando o celular me informou o pace do 1º km eu quase caí pra trás! Resolvi segurar um pouco a onda). Por volta do 2ºkm consegui alcançá-la e defini que o pontinho azul correndo lááááá na frente era meu próximo alvo, continuei em ritmo forte e fui diminuindo a distância... depois mirei num corredor acompanhado por um ciclista e fui buscá-lo, e assim os km foram se passando. O sol estava castigando bastante, o cenário não mudava nunca e meu primeiro km muito forte começou a me cobrar seu preço... a cada km eu ficava de 10 a 15s mais lento. Por sorte a praia chegou ao fim e foi só correr mais uns 150/200m até o PC4 e passar a bola pro Guilherme fazer o trecho 5 (14,2km). Finalizei o trecho 4 (6,2km) em aproximadamente 27min50!


Se eu reclamei do calor, imagina o Guilherme e a Carol, que tiveram de fazer os 14,2km sob o sol do meio dia! Bom, dali para a frente os homens conseguiram manter uns 20 minutos de vantagem sobre as mulheres - nada que atrapalhasse a logística dos carros de apoio. 

No PC 5 tivemos uma surpresa ruim... quebraram o vidro de um dos carros de apoio e levaram as malas de 3 membros do grupo... F#d*
Isso, obviamente, desanimou a todos, mas todo mundo ali foi guerreiro, engoliu a decepção e descontou a raiva nas areias das praias, pisando forte pra não ter que bater em alguém.

Recebemos a notícia enquanto aguardávamos no PC 7, e começamos a suspeitar de tudo e de todos... cada "malandro" que passava olhando para dentro dos carros era um marginal em potencial para nós... sensação muito ruim. 

A essa altura do campeonato, a Cris começou a passar mal, talvez o calor e a falta de alimentação adequada tenham feito a pressão dela cair. Ficamos com receio de ela encarar sozinha a serra de Maresias (trecho 8 - 10,9km) naquelas condições, então resolvi que iria acompanhá-la naquela aventura!

Apesar de eu ter passado a semana anterior à prova sem treinar, por causa de dores nas pernas, eu estava me sentindo muito bem naquele instante. Nem parecia que eu tinha acabado de bater meus recordes para 1km e 5km (além do mais, sejamos francos, todo mundo fala MUITO desse trecho, e eu estava bem curioso pra ver se o bicho era tão feio quanto o pintavam)!

Combinei então com a Cris que eu ficaria o percurso inteiro atrás dela, para ela não se sentir pressionada e, quando a hora chegou, assim fizemos.

O trajeto já começa num leve aclive, seguido de uma descida curta e rápida até a praia de Boiçucanga. A seguir temos aproximadamente 1,5km no plano antes da famosa Serra! Por sorte, o sol deu uma trégua.

Engatamos a primeira marcha e começamos a longa subida (aproximadamente 3km subindo sem parar). Mantive minha promessa e permaneci atrás da Cris o tempo todo e mesmo quando ela passava a caminhar eu permanecia trotando-quase-sem-sair-do-lugar atrás dela (em determinados momentos a caminhada seria mais eficiente que o trote, mas quis trotar o caminho inteiro só para ver se eu era capaz de "zerar" a Serra).

Altimetria da Serra de Maresias
Durante a subida muitos carros passavam buzinando e gritando frases de incentivo (Força! Vamos lá! Parabéns!). Parece bobeira, mas aquilo dá uma injeção de ânimo muito legal! Imagino como os Survivors (Solo nos 75km) deveriam se sentir com a calorosa recepção que tinham em cada um dos PC's. [Um dia, quem sabe...]

Da metade da subida até o início da descida fomos "apostando corrida" com dois dos nossos carros de apoio, mas o trânsito estava tão intenso que acabamos os deixando para trás e só fomos encontrar o pessoal de novo uns 15 minutos após cruzarmos a linha de chegada!

Estávamos subindo a serra tão rápido que os fotógrafos nem conseguiam focalizar! Ou foi isso, ou foi a emoção em nos ver que deixou as fotos tremidas rsrs
A subida foi cansativa, claro, mas a descida foi DOLORIDA! 
Mais ou menos 3km de descida sem fim, castigando os quadríceps, os joelhos, os pés... sem contar o medo de cair... enfim, sem dúvidas preferi a subida! Além disso, na descida a Cris liga o motorzinho e vai embora, e eu tenho que fazer força para acompanhar! 

Ao final da ladeira entramos numa viela e desembocamos na praia, onde corremos na linha d'água para evitar a areia fofa. Com 1h12:43, cruzamos a linha de chegada. Estava concluída a 2ª Etapa do Revezamento Bertioga-Maresias 2013 para os Canas que Voam e para as Canas que Arrasam! Hora de matar quem queria nos matar (a fome!) e celebrar os feitos das equipes!

Valeu, equipe!


Aproveito a oportunidade para agradecer aos nossos 'patrocinadores' pelo apoio nessa gincana meninos vs. meninas!



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Revezamento Bertioga Maresias Maio 2013

Após o desafio em Campos do Jordão confirmamos algo que já suspeitávamos há algum tempo: nosso treino estava aquém das exigências que as provas em montanha faziam de nossos corpos.

Assim, pouco tempo depois, resolvemos começar a treinar com a JVM Trail Run. Quer dizer, a Cris começou a treinar... eu, com meu andar "ponto e vírgula", não conseguia seguir à risca um só treino da minha planilha, e todo dia tinham que modificá-la pra mim.

Galera da JVM brincando onde mais gosta!

Disse a mim mesmo que iria parar para descansar um pouco, mas porém contudo no entanto todavia, adivinhe só, eu já estava inscrito para o Revezamento Bertioga-Maresias (18.05.13) e não podia deixar a equipe na mão, né!

Eu faria o trecho 6 (9,7km e com subidinha) e a Cris faria o trecho 5 (14km em areia dura, no plano). Do resto da equipe, eu só conhecia o Léo, que iria encarar a Serra.
Acontece que "alinhamento de pensamentos/mentes semelhantes se atraem/química/ou o nome que você quiser dar pra isso" é algo que ocorre mesmo, viu. A equipe se conheceu na véspera do revezamento (antes disso o único contato era por email/whatsapp) e o entrosamento foi instantâneo! O santo bateu e isso foi muito legal!

Como a equipe (Canas que Voam) não tinha espírito combativo-sanguenozóio-competitivo, fiquei mais à vontade de correr num ritmo menos forte, para não agravar ainda mais a lesão. 

A equipe foi passando PC a PC dentro do esboço que havia feito do tempo de cada um, e deu tudo certo. Ninguém teve de esperar horrores pelo companheiro pra trocar a pulseira ou coisa do tipo.


A Cris concluiu seu trecho de 14km em 1h28:48 (pace de 6:19), eu peguei a pulseira e saí correndo.
Meus 5 primeiros km eram relativamente planos e me mantive num ritmo confortável (+/- 5:10 min/km), então veio uma subida curta e íngreme, que eu ataquei sem dó (enquanto subia trotando, pensava "estou em casa!"), seguida de uma descida curta e grossa, na qual quis sentar a bota e acabei sentindo a famosa dor na lateral externa do joelho direito, de novo!
Mas como ainda faltavam quase 3km, assumi que a dor era minha amiga, abracei-a e a levei comigo até o próximo PC. 
Esses 3km finais, na praia, no plano, sem mudar a paisagem nunca, pareciam intermináveis... ficava pensando "imagina a Cris, que acabou de correr 14km nesse cenário imutável, que porre!" rsrs


Air Salonpas e eu: ninguém separa (sorte que a Cris não tem ciúmes!)

Canas que Voam e Apoio (Paulo, Fernanda, Milena, Ale, Ciro, Andressa, Léo, Carol, Cris, Eu, Carol e Gui)


Cheguei ao PC praticamente ao mesmo tempo que o Alê, que ia assumir dali em diante. Parei o cronômetro em 50min36 (pace médio de 5:13). Só esqueci de passar a pulseira do chip no tapete! =S

Enfim, encaramos o trânsito interminável até Maresias e chegamos em tempo de ver o Léo cruzando o pórtico. Todos felizes e sorridentes. Hora de consolidar a amizade recém formada com um belo churrasco (e muito gelo no meu joelho)!!