A "Maratona de Revezamento Bertioga-Maresias" (que, pelos meus cálculos, é uma ultramaratona) não é lá uma prova muito com a minha cara.
Ela é rápida e plana demais pro meu gosto, tem uma logística de transporte um pouco pentelha e acaba saindo com um preço que foge um pouco do meu orçamento. Maasss, quando os amigos convidam você para integrar a equipe deles, você aceita, né? Tudo em nome da farra. rs
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terça-feira, 24 de maio de 2016
domingo, 22 de novembro de 2015
Relato: Endurance 25km (Ultramaratona Dizzy Endurance Ano II) #VocêTemCoragem?
Quem nos acompanha há algum tempo (ou mesmo quem clicou no blog pela primeira vez hoje) sabe que o que nos motiva mesmo é o contato com a natureza. Correr na trilha, no lamaçal, nas pedras, atravessando riachos, bosques, pastos, montanhas... ahhh, não há nada melhor!
Todavia, 2015 tem sido um ano de experimentos. No mês passado, por exemplo, experimentamos colocar nossa filhota de 4 patas para correr nas trilhas conosco, experimentamos correr uma prova de asfalto depois de anos afastados, passamos a treinar distâncias um pouco maiores e num ritmo menos intenso, entre outros testes. Afinal, para manter a paixão pelo esporte acesa, é importante variar constantemente o estímulo.
Desse modo, quando ficamos sabendo que a Ultramaratona Dizzy Endurance iria abrir vagas para os 25km em pista de atletismo, bateu certa curiosidade.
Todavia, 2015 tem sido um ano de experimentos. No mês passado, por exemplo, experimentamos colocar nossa filhota de 4 patas para correr nas trilhas conosco, experimentamos correr uma prova de asfalto depois de anos afastados, passamos a treinar distâncias um pouco maiores e num ritmo menos intenso, entre outros testes. Afinal, para manter a paixão pelo esporte acesa, é importante variar constantemente o estímulo.
Desse modo, quando ficamos sabendo que a Ultramaratona Dizzy Endurance iria abrir vagas para os 25km em pista de atletismo, bateu certa curiosidade.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Relato: Meia Maratona da Disney 2014 - Yes, we did it!
Se você acompanhou nosso instagram (@seelacorreeucorro) ou nossa fanpage do facebook - ou mesmo se leu os últimos posts desse blog - você viu que resolvemos trocar as montanhas paulistas pela montanha encantada (ou pelas montanhas russas, como queira).
Depois de um ano correndo apenas nas trilhas (pelo menos no meu caso, pois a Cris ainda correu uma ou outra prova de rua nesse intervalo), abrimos uma exceção e voltamos para o asfalto para um evento especial: nosso debut nos 21km, na Meia Maratona da Disney.
É difícil explicar em poucas palavras o que achamos dessa experiência... tentando resumir ao máximo diria que foi DUCA!!! rsrs
Mas comecemos do começo. Em maio de 2013 definimos como próxima meta correr uma Meia Maratona, e juntando o útil ao agradável (época das nossas férias e calendários de provas), a Disney caiu como uma luva.
Escolhemos então passar o Réveillon na Disney e continuar lá até a data da prova.
Claro que não consideramos como passar esses 15 dias fora, com alimentação desregrada, pouco sono, muito tempo em pé nos parques e etc. poderia influenciar nosso rendimento. Mas, convenhamos, seria nossa primeira prova de 21km, seria na Disney... quem estava ligando para rendimento?! (rs) Até mesmo em razão das minhas lesões... Graças a elas, não consegui correr mais do que 12km em treino específico para a estreia na Meia Maratona, e não sabia nem mesmo se iria conseguir correr na data da prova. Logo, o foco era o passeio e concluir a prova.
Com relação ao turismo (parques, passeios, compras, etc. etc.), não há nem o que falar. Fenomenal.
Com relação a treinos, pra quem tiver pique, existem diversas opções: muitos dos resorts e lodges possuem pistas de cooper, e resta ainda a opção de correr nas calçadas, SEMPRE VAZIAS (pedestre é um conceito meio desconhecido por lá...rs).
Ficamos hospedados no Disney's All Star Sports Resort e de lá dava pra correr uns 10km pelas calçadas, tranquilamente.
A Cris conseguiu treinar duas vezes por lá e eu me aventurei uma vez. Depois de tanto tempo sem correr, saí para um trotinho pra testar os equipamentos que usaria na corrida. Aguentei correr 5km apenas, senti dor em tudo quanto era músculo (mas ao menos as tíbias não chiaram... não durante o treino, pelo menos...) e fiquei mais feliz que pinto no lixo (seja lá qual é a explicação por trás dessa expressão).
Na sexta feira fomos à feira do evento, retirar os kits da prova. A feira - super bem organizada, como não poderia deixar de ser - ficou com nossos últimos trocos. Passamos mais de 3 horas lá testando e experimentando tudo o que era possível.
Estávamos quase indo embora quando resolvi testar a tal da Kinesio Tape (KT). Peguei a fila e alguns minutos depois lá estava de cambitos raspados e com as fitas devidamente coladas nas canelas.
Agora era separar os equipamentos e controlar a ansiedade para tentar dormir mais cedo, pois teríamos de acordar antes das 3h00 para termos tempo de tomar café da manhã antes de embarcar no ônibus que nos levaria do hotel até a área da largada, programada para as 5h30.
Minha baia de largada era a C e a da Cris era a J (as baias - de A a P - seriam separadas por um intervalo de 2min entre as largadas), mas resolvi largar com a Cris, já que ainda não sabia se ia conseguir correr ou se teria de caminhar para completar o percurso, e pelo menos teria a companhia dela como incentivo por um tempo.
A cada 2 minutos o anfitrião do evento, Pato Donald, fazia a contagem regressiva e, ao chegar ao zero, fogos de artifício anunciavam a largada. Emocionante!
Finalmente chegou a vez da baia J e lá fomos nós. Começamos bem conservadores, devagar e desviando da multidão que já largava caminhando. Aliás, do início ao fim da prova, vê-se MUITA gente caminhando (alguns por estarem inscritos nos Desafios do Dunga ou do Pateta, outros sabe-se lá porque).
Eu não botava muita fé na KT, mas devo confessar que fui positivamente surpreendido. Antes da aplicação eu ainda sentia um certo incômodo mesmo ao caminhar e não tinha nem coragem de trotar. Depois de aplicar a fita parei de sentir dores e corri os primeiros quilômetros com segurança (e nos demais quilômetros eu nem lembrava mais dos edemas) - efeito placebo?
De fato, por volta do 3ºkm eu estava me sentindo tão bem que resolvi me separar da Cris e tentar achar meu próprio ritmo na corrida.
O percurso da Meia sai do Epcot, vai até o Magic Kingdom (com direito a passar por dentro do Castelo da Cinderela e tudo mais) e retorna para o Epcot.
Apesar de a largada ser ainda no escuro e de o percurso envolver muitos kms de estrada, ele é tudo menos monótono. O slogan da prova é bem verdadeiro: Every mile is magic!
Muitos postos de hidratação, muitos voluntários aplaudindo e gritando frases de incentivo, público oferecendo High five, personagens espalhados pelo caminho, 'fanfarras', carros de som e até mesmo um navio pirata no meio da estrada! Demais!
A energia da prova é fantástica! E quando eu vi, já estava no km 16! Aproveitei que estava me sentindo bem, apesar da falta de condicionamento, e apertei o ritmo com a meta de cruzar a linha de chegada abaixo de 2h de prova.
Eu havia pego uma pulseirinha com os splits milha a milha para quem queria concluir a prova em 2h e vi que se recuperasse 3 minutos daria pra bater a meta.
Quilômetro a quilômetro eu ia tirando a diferença. Mal pude acreditar quando cruzei a linha com o tempo de 1h59:28!
A Cris chegou pouco depois, com 2h16:08 de prova. E agora podemos dizer que somos meia maratonistas!
No dia seguinte, acordamos andando como pinguins e pegamos um ônibus para o Hollywood Studios, para aproveitar nosso último ingresso de parque. Acontece que a maratona ainda estava rolando, e o ônibus parava bem ao lado do percurso. Acabamos ficando por ali mesmo, para retribuir a energia que recebemos durante a nossa corrida.
Ficamos das 10h30 às 13h aplaudindo, distribuindo High Fives e encorajando os corredores que passavam por nós (Good job, Nice Work, Keep it up). Só saímos quando o último corredor passou por nós e desbloquearam a via. Foi uma experiência muito gratificante, com toda a certeza!
Recomendamos essa prova para todo mundo. A energia é inigualável e a organização é impecável! Se tiverem a oportunidade, não deixem de ir!
Maassss, caso seu objetivo seja performance, não faça como fizemos... deixe pra chegar à Orlando em uma data mais próxima da prova e vá passear só depois de correr. Pode não parecer, mas vários dias acordando cedo, ficando o dia inteiro em pé nas filas de brinquedos, indo dormir tarde e comendo só porcaria cansa bastante e pode influenciar negativamente no seu tempo final.
É isso! Começamos 2014 com tudo e esperamos que o ano continue assim, com toda essa energia e vibração que teve a Meia Maratona da Disney!
Depois de um ano correndo apenas nas trilhas (pelo menos no meu caso, pois a Cris ainda correu uma ou outra prova de rua nesse intervalo), abrimos uma exceção e voltamos para o asfalto para um evento especial: nosso debut nos 21km, na Meia Maratona da Disney.
É difícil explicar em poucas palavras o que achamos dessa experiência... tentando resumir ao máximo diria que foi DUCA!!! rsrs
Mas comecemos do começo. Em maio de 2013 definimos como próxima meta correr uma Meia Maratona, e juntando o útil ao agradável (época das nossas férias e calendários de provas), a Disney caiu como uma luva.
Escolhemos então passar o Réveillon na Disney e continuar lá até a data da prova.
Claro que não consideramos como passar esses 15 dias fora, com alimentação desregrada, pouco sono, muito tempo em pé nos parques e etc. poderia influenciar nosso rendimento. Mas, convenhamos, seria nossa primeira prova de 21km, seria na Disney... quem estava ligando para rendimento?! (rs) Até mesmo em razão das minhas lesões... Graças a elas, não consegui correr mais do que 12km em treino específico para a estreia na Meia Maratona, e não sabia nem mesmo se iria conseguir correr na data da prova. Logo, o foco era o passeio e concluir a prova.
Com relação ao turismo (parques, passeios, compras, etc. etc.), não há nem o que falar. Fenomenal.
Ficamos hospedados no Disney's All Star Sports Resort e de lá dava pra correr uns 10km pelas calçadas, tranquilamente.
A Cris conseguiu treinar duas vezes por lá e eu me aventurei uma vez. Depois de tanto tempo sem correr, saí para um trotinho pra testar os equipamentos que usaria na corrida. Aguentei correr 5km apenas, senti dor em tudo quanto era músculo (mas ao menos as tíbias não chiaram... não durante o treino, pelo menos...) e fiquei mais feliz que pinto no lixo (seja lá qual é a explicação por trás dessa expressão).
Na sexta feira fomos à feira do evento, retirar os kits da prova. A feira - super bem organizada, como não poderia deixar de ser - ficou com nossos últimos trocos. Passamos mais de 3 horas lá testando e experimentando tudo o que era possível.
Estávamos quase indo embora quando resolvi testar a tal da Kinesio Tape (KT). Peguei a fila e alguns minutos depois lá estava de cambitos raspados e com as fitas devidamente coladas nas canelas.
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| Kits na mão! Quem segura a ansiedade??? |
Minha baia de largada era a C e a da Cris era a J (as baias - de A a P - seriam separadas por um intervalo de 2min entre as largadas), mas resolvi largar com a Cris, já que ainda não sabia se ia conseguir correr ou se teria de caminhar para completar o percurso, e pelo menos teria a companhia dela como incentivo por um tempo.
A cada 2 minutos o anfitrião do evento, Pato Donald, fazia a contagem regressiva e, ao chegar ao zero, fogos de artifício anunciavam a largada. Emocionante!
| Valendo!!! |
Finalmente chegou a vez da baia J e lá fomos nós. Começamos bem conservadores, devagar e desviando da multidão que já largava caminhando. Aliás, do início ao fim da prova, vê-se MUITA gente caminhando (alguns por estarem inscritos nos Desafios do Dunga ou do Pateta, outros sabe-se lá porque).
Eu não botava muita fé na KT, mas devo confessar que fui positivamente surpreendido. Antes da aplicação eu ainda sentia um certo incômodo mesmo ao caminhar e não tinha nem coragem de trotar. Depois de aplicar a fita parei de sentir dores e corri os primeiros quilômetros com segurança (e nos demais quilômetros eu nem lembrava mais dos edemas) - efeito placebo?
De fato, por volta do 3ºkm eu estava me sentindo tão bem que resolvi me separar da Cris e tentar achar meu próprio ritmo na corrida.
O percurso da Meia sai do Epcot, vai até o Magic Kingdom (com direito a passar por dentro do Castelo da Cinderela e tudo mais) e retorna para o Epcot.
Apesar de a largada ser ainda no escuro e de o percurso envolver muitos kms de estrada, ele é tudo menos monótono. O slogan da prova é bem verdadeiro: Every mile is magic!
Muitos postos de hidratação, muitos voluntários aplaudindo e gritando frases de incentivo, público oferecendo High five, personagens espalhados pelo caminho, 'fanfarras', carros de som e até mesmo um navio pirata no meio da estrada! Demais!
| À direita, um navio pirata e uma fila de gente para tirar foto. No centro, eu com cara de quem vai espirrar. |
A energia da prova é fantástica! E quando eu vi, já estava no km 16! Aproveitei que estava me sentindo bem, apesar da falta de condicionamento, e apertei o ritmo com a meta de cruzar a linha de chegada abaixo de 2h de prova.
Eu havia pego uma pulseirinha com os splits milha a milha para quem queria concluir a prova em 2h e vi que se recuperasse 3 minutos daria pra bater a meta.
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| Já nos metros finais (o GPS já tinha acusado 21km há algum tempo, mas a bendita chegada não aparecia! rs) |
Quilômetro a quilômetro eu ia tirando a diferença. Mal pude acreditar quando cruzei a linha com o tempo de 1h59:28!
A Cris chegou pouco depois, com 2h16:08 de prova. E agora podemos dizer que somos meia maratonistas!
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| Asas nos tênis (pra ficar mais leve) e gelo nos joelhos para administrar os danos |
No dia seguinte, acordamos andando como pinguins e pegamos um ônibus para o Hollywood Studios, para aproveitar nosso último ingresso de parque. Acontece que a maratona ainda estava rolando, e o ônibus parava bem ao lado do percurso. Acabamos ficando por ali mesmo, para retribuir a energia que recebemos durante a nossa corrida.
Ficamos das 10h30 às 13h aplaudindo, distribuindo High Fives e encorajando os corredores que passavam por nós (Good job, Nice Work, Keep it up). Só saímos quando o último corredor passou por nós e desbloquearam a via. Foi uma experiência muito gratificante, com toda a certeza!
Recomendamos essa prova para todo mundo. A energia é inigualável e a organização é impecável! Se tiverem a oportunidade, não deixem de ir!
Maassss, caso seu objetivo seja performance, não faça como fizemos... deixe pra chegar à Orlando em uma data mais próxima da prova e vá passear só depois de correr. Pode não parecer, mas vários dias acordando cedo, ficando o dia inteiro em pé nas filas de brinquedos, indo dormir tarde e comendo só porcaria cansa bastante e pode influenciar negativamente no seu tempo final.
É isso! Começamos 2014 com tudo e esperamos que o ano continue assim, com toda essa energia e vibração que teve a Meia Maratona da Disney!
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Há uma luz no fim do túnel
Bem amigos da rede globo, voltamos com os acontecimentos mais recentes no front "edema ósseo x Meia da Disney".
Depois de mais uma semana com o humor oscilando mais que joão-bobo e mudando de ideias como quem muda de roupas ("ah, vou tentar andar os 21km abaixo do tempo de corte"; "quer saber, não vou nem pisar na linha de largada"; "nhé, vou correr de qualquer forma e se quebrar, quebrou"), a Cris me convenceu a procurar uma segunda opinião médica.
A consulta foi bem extensa e foi além do padrão "lê o laudo da ressonância, pergunta se dói aqui ou ali e tchau, passar bem".
Conversamos bastante com o médico e ele disse estar confiante na minha recuperação até a data da prova (recuperação, no caso, deve ser entendido simplesmente como "ficar sem dor", já que um quadro de edema como o meu pode levar até 3 meses para ser completamente curado).
Claro que até lá eu não poderei fazer qualquer exercício que envolva carga ou impacto na área afetada (aliás, vendo o CD da ressonância, o médico percebeu que estou com edema NAS DUAS pernas; não apenas na esquerda), então mesmo as minhas caminhadas sub 9min/km estão fora de cogitação.
Preciso arrumar um jeito de administrar os prejuízos cardiorrespiratórios (piscina, que seria a melhor opção, em SP não rola $$)...
Resumindo, é isso... o estrago está feito, não existe remedinho milagroso, fisioterapia/fortalecimento/alongamento não auxiliam em nada nesse momento, então o negócio é descansar as pernas e torcer para estar sem dor até o dia 11/01/14 - o que o médico acredita ser possível (de fato, o médico está tão otimista que pediu para que eu envie a ele uma foto com a medalha e ao lado dos mascotes da Disney. Aí está uma recomendação médica que pretendo seguir! rs).
Se tudo der certo e eu estiver sem dores na véspera da prova, aí é partir pro abraço e tentar trotar gloriosamente os 21km do percurso, independentemente de pace, tempo-alvo e etc., já que nessa história toda não consegui fazer um só treino focado em meia maratona.
O importante é que meu humor está melhor, estou mais otimista e acredito que pensando positivo posso acelerar minha recuperação.
Continuem torcendo e mandando vibrações positivas!
Depois de mais uma semana com o humor oscilando mais que joão-bobo e mudando de ideias como quem muda de roupas ("ah, vou tentar andar os 21km abaixo do tempo de corte"; "quer saber, não vou nem pisar na linha de largada"; "nhé, vou correr de qualquer forma e se quebrar, quebrou"), a Cris me convenceu a procurar uma segunda opinião médica.
A consulta foi bem extensa e foi além do padrão "lê o laudo da ressonância, pergunta se dói aqui ou ali e tchau, passar bem".
Conversamos bastante com o médico e ele disse estar confiante na minha recuperação até a data da prova (recuperação, no caso, deve ser entendido simplesmente como "ficar sem dor", já que um quadro de edema como o meu pode levar até 3 meses para ser completamente curado).
Claro que até lá eu não poderei fazer qualquer exercício que envolva carga ou impacto na área afetada (aliás, vendo o CD da ressonância, o médico percebeu que estou com edema NAS DUAS pernas; não apenas na esquerda), então mesmo as minhas caminhadas sub 9min/km estão fora de cogitação.
Preciso arrumar um jeito de administrar os prejuízos cardiorrespiratórios (piscina, que seria a melhor opção, em SP não rola $$)...
Resumindo, é isso... o estrago está feito, não existe remedinho milagroso, fisioterapia/fortalecimento/alongamento não auxiliam em nada nesse momento, então o negócio é descansar as pernas e torcer para estar sem dor até o dia 11/01/14 - o que o médico acredita ser possível (de fato, o médico está tão otimista que pediu para que eu envie a ele uma foto com a medalha e ao lado dos mascotes da Disney. Aí está uma recomendação médica que pretendo seguir! rs).
Se tudo der certo e eu estiver sem dores na véspera da prova, aí é partir pro abraço e tentar trotar gloriosamente os 21km do percurso, independentemente de pace, tempo-alvo e etc., já que nessa história toda não consegui fazer um só treino focado em meia maratona.
O importante é que meu humor está melhor, estou mais otimista e acredito que pensando positivo posso acelerar minha recuperação.
Continuem torcendo e mandando vibrações positivas!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Se ela corre: Simulado do percurso da corrida de todo Santo dia 31/Dezembro
No feriado de 12/outubro estava marcado o simulado do percurso oficial da SS, alguns amigos da JVM estavam comentando que iriam, mas eu, sinceramente, já estava declinando ao primeiro convite.
Na sexta feira cheguei tarde do trabalho, cansada, só queria comer algo, banho e cama. O Gabriel já havia dito que não iria treinar no sábado porque estava com dor na canela e, como a Bertioga-Maresias seria no sábado seguinte, achou melhor poupar esforço e evitar uma lesão que, com certeza comprometeria o rendimento do seu trecho no revezamento. Apesar de termos ido deitar tarde, deixei a roupa de treino e a camiseta vermelha separados!
Na sexta feira cheguei tarde do trabalho, cansada, só queria comer algo, banho e cama. O Gabriel já havia dito que não iria treinar no sábado porque estava com dor na canela e, como a Bertioga-Maresias seria no sábado seguinte, achou melhor poupar esforço e evitar uma lesão que, com certeza comprometeria o rendimento do seu trecho no revezamento. Apesar de termos ido deitar tarde, deixei a roupa de treino e a camiseta vermelha separados!
O celular despertou às 6h15 e levantei logo, afinal o Gabriel iria fazer day off e eu acabaria nem treinando...
Vesti a roupa separada na noite anterior, calcei meu tênis mais confortável, meu xodó Asics Nimbus 13, comi um lanchinho leve e rápido, separei os dois litros de leite que o organizador do simulado, Eder, pede pra cada participante, dei o habitual beijinho de tchau no Gabriel e subi pra Paulista a pé.
No caminho, descobri que uma amiga que tinha me confirmado sua presença com o marido não iria mais, mas como eu já estava na rua, acabei indo mesmo assim.
Cheguei meio tímida, falei um bom dia coletivo pra umas doze pessoas que já estavam por ali e entreguei os leites pra uma pessoa que estava organizando a doação em caixas.
Não conhecia ninguém, mas puxei um “Você já fez esse simulado antes?”, “Costuma aparecer muita gente?” Como eu estava vestindo uma camiseta da prova de montanha de Rio Grande da Serra, então uma das pessoas soltou um “Pela sua camiseta a gente já sabe qual o seu perfil!” e o clima já ficou um pouco mais descontraído!
Pouco depois, chegou a Rinara, irmã de uma amiga da JVM que eu já conhecia, então acabei me sentindo um pouco mais à vontade. Coincidentemente nem eu e nem ela tínhamos a intenção de ir ao simulado, mas ela acabou acordando cedo como eu e decidiu ir!
Após alguns minutos foi chegando mais gente. Em seguida, sob o vão do MASP, todos em um grande círculo, começou o alongamento geral liderado por um dos organizadores. Estima-se que havia umas 45 pessoas.
Após os alongamentos e breve aquecimento, finalmente, a “largada”!!
Fizemos o percurso todo juntas. Ainda na Rua Major Natanael o grupo começou a se dispersar, os mais rápidos foram desaparecendo à nossa frente, mas ainda tinha alguns gatos pingados atrás de nós, mas fomos de boa, sem pressa.
Na Av. Duque de Caxias fizemos um trechinho seguindo algumas moças, e, como não tínhamos levado a “cola” do percurso, demos uma erradinha, mas nada que fizesse diferença no percurso total.
Ao descer o Viaduto Dona Paulina, de onde já se via a Brigadeiro, a Rinara quis comprar água na loja de conveniência de um posto de combustível. Como eu sempre levo minha hidratação, ainda tinha o suficiente até completar o percurso e sei que, nessa altura, se parar dá preguiça de continuar, ofereci minha água e a incentivei a não parar!!
No começo da Brigadeiro a subida é bem suave e, da metade pra frente, a subida se faz notar para os que estão pouco acostumados. Como em toda subida de montanha, mantive o passinho curto e movimentando bem os braços pra frente e pra trás e disse à ela para fazer o mesmo e que ajudaria bastante para não precisar andar.
Ao avistar o hipermercado, o alívio do fim da subida! Viramos à direita na Av. Paulista e foi só correr até o MASP, onde o pessoal que já tinha terminado o percurso estava se reunindo novamente.
Tiramos algumas fotos, convidei-a para juntar-se à nossa equipe feminina no revezamento Bertioga-Maresias e nos despedimos.
Resultado do Simulado: 45 pessoas, 80 litros de leite arrecadados para doação para as crianças do instituto COTIC, muitas fotos, rever amigos e fazer amigos!
Balanço final: leve dor atrás do joelho direito, um pouco de cansaço, afinal o total de 16km estava totalmente fora do planejado, mas fizemos em 1 minuto a mais do que concluí na prova oficial, em Dezembro/2012. Considerando que o tráfego estava normal, que em alguns trechos tivemos que esperar para atravessar a rua, aguardar nossa vez no sinal de pedestres, fizemos em um tempo ótimo!!
Pra quem se interessou, dias 03 e 15/Novembro tem mais Simulado da SS!!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Apresentação
Devo confessar que tinha certo preconceito com a comunidade corredora. Eu tinha a impressão de que esse grupo era apaixonado demais pela corrida (como se isso fosse um defeito! rs) e que só sabia falar desse assunto e isso me deixava com o pé atrás com relação à corrida.
Então a Cris, minha namorada noiva, ganhou uma inscrição para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento 2010, foi, correu, gostou e começou a dar sinais da paixonite por corrida. Acabou passando, "ufa", pensei.
Passado um ano, ela conseguiu me convencer a correr na equipe dela na edição 2011 daquela prova. Aceitei o desafio, mas resolvi não treinar. No dia da prova, meu objetivo era apenas concluir meu trecho (5km) sem andar. Quando eu pensava em andar, lá vinha um senhorzinho da famosa equipe Vovôcops e me ultrapassava sorrindo, dando-me uma injeção de ânimo. Concluí meu trecho em 30min, sem parar para andar em momento algum e sentindo uma felicidade que eu não conseguia explicar.
Pronto, ali estava mais uma pessoa mordida pelo "bichinho da corrida", mais um corredor "Mono-assunto", enfim, mais um chato apaixonado por corridas!
Comecei a participar de provas (em média, uma por mês), ainda sem treinar... até que a sinovite nos dois joelhos me ensinou (ou tentou me ensinar) a importância de preparar o corpo para as atividades físicas.
No final daquele ano, corremos 10km na San Silvestre Vallecana, no inverno madrileño!
Passou-se mais um ano (e nesse ano corremos 11 provas, incluindo minha primeira prova sub 50min nos 10km) corremos os 15km da São Silvestre paulistana.
Então vieram as férias e, na França, tive meu primeiro contato com o universo Trail Run (experiência fantástica... qualquer dia escrevo sobre aquela prova). Foi um caminho sem volta. Paixão fulminante. Amor à primeira escorregada na lama!
De volta ao Brasil, tive de retribuir o favor e apresentar à Cris esse mundo de lama, tombos, arranhões, dores lancinantes, subidas e descidas intermináveis, respiração ofegante e muita solidariedade e camaradagem, que é o mundo das corridas de montanha/cross country. Felizmente, ela abraçou a ideia com tanto fervor quanto eu, e hoje somos felizes montanheiros!
Mas essa já é outra história...
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