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terça-feira, 3 de maio de 2016

Relato - Estreando na Maratona: 4º Desafio 28 Praias de Ubatuba - Por ELA



O Desafio 28 Praias é uma prova que está no meu coração, ainda mais por conta de, em sua primeira edição em Julho/2014, eu participar somente como apoio logístico, pois estava em recuperação do meu entorse no tornozelo - tendo que ser substituída às pressas no quarteto feminino - e, em 2015, finalmente matar a lombriga e correr em trio com a Karol e a Milena.



2014: Pé esquerdo em recuperação semi apoiado no chão

2015: Trio Feminino
Ao contrário do Gabriel, desde que comecei a correr, não sentia a menor vontade de participar de uma maratona. Não me sentia preparada física e nem psicologicamente pra isso, mas em novembro de 2015, quando foi anunciada a 4ª edição da prova e já havíamos feito alguns treinos longos, tanto em distância como por muitas horas em atividade, somados à participação de apoio/pacer da BR135+, ele me convenceu de que estava na hora de estrearmos a distância e o Desafio 28 Praias seria o cenário perfeito.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Traquinagens de outubro (e uma enxurrada de fotos)


Após nosso retorno oficial às provas, no finalzinho de setembro, eis o que aprontamos no mês do Halloween, com muitas travessuras e muitas gostosuras:

Quem nos acompanha no Instagram já sabe que a Minnie costuma sair para trotar com a Cris de vez em quando.


Mas dessa vez surgiu a oportunidade de, finalmente, levarmos nossa filhota de 4 patas para estrear nas trilhas! Foram 13km de bastante lama e árvores caídas, e apesar de ter sido um pouco difícil para a Minnie assimilar os obstáculos (afinal, ela foi criada na Capital, empinando pipa no ventilador rs), ela se divertiu bastante! O vídeo abaixo não me deixa mentir:

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Relato: Corrida dos Eucaliptos 2015 #ForçaRenato

Voltamos à nossa programação normal! rs

Esse final de semana retornamos às provas, após um hiato de mais de 4 meses desde a última competição.

A prova escolhida foi a Corrida dos Eucaliptos, organizada pela ZBRClama, do nosso amigo Renato Cavallieri.

Percursos e altimetria
A proposta era simples: madrugar no domingão, pegar a estrada por 1h30 até Santa Branca e sentar o sarrafo nas estradas de terra da Fazenda Santa Branca. rsrs

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O que temos feito nos últimos meses (e algumas fotos)

Salve, salve, montanheiros!

Cá estamos novamente após um longo inverno.


Você disse 'inverno'?
Nossa última publicação foi em maio, após o levemente frustrado EC Agulhas Negras, mas isso não significa que deixamos de experimentar aventuras desde então.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Relato: Desafio 28 Praias de Revezamento - Aloha Run

Depois de todo o tempo que fiquei 'de molho' em razão de lesões, passei a perceber melhor que, para mim, o que realmente importa não é o quão rápido ou quão longe você corre, mas sim o quanto você se diverte correndo.

Como diversão é um assunto que eu gosto de levar a sério (hein?), não me fiz de rogado e fui pra Ubatuba para dar bastante risada com os amigos e, se as pernas permitissem, correr um pouquinho também!

Mas comecemos do começo...

Após subirmos juntos ao pódio do ranking da Copa Paulista de Corridas de Montanha (categoria 25-29 anos) em novembro, Gustavo, Willian e eu decidimos que seria uma ideia interessante formarmos um trio para correr a famosa Bertioga-Maresias - esperada para acontecer em maio desse ano.
No final, a prova não existiu (virou Revezamento Peruíbe-Praia Grande e vai acontecer em agosto) e deixamos o plano um pouco de lado.

Nesse meio tempo, a Cris havia feito inscrição para o Desafio 28 Praias, num quarteto com as amigas. 
Eu nem dei atenção para essa prova até que os meninos foram lá em casa para a gente botar o papo em dia, acabamos enchendo o caneco enquanto assistíamos Unbreakable: The Western States 100 e, no dia seguinte, ao acordar levemente de ressaca, encontrei um boleto de inscrição no meu email!

Entre a inscrição (fim de abril) e a prova, muitas surpresinhas aconteceram... pra começar, a Cris rompeu os ligamentos do tornozelo e teve que abrir mão da prova... o Gustavo ficou afastado dos treinos graças a uma tendinite no joelho e eu continuava de molho por conta dos edemas ósseos nas tíbias... Faltando três semanas para a prova, f i n a l m e n t e, fui liberado pelo médico a voltar a treinar (mas num ritmo beeeeemmmmm leve: no máximo 30 minutos intercalando 1 de trote e 1 de caminhada).

Na semana da prova tivemos alguns perrengues-zicas-urucubacas que ameaçaram a saúde e integridade de cada um dos integrantes da equipe, e o destino do nosso trio só foi definido mesmo aos 42' do segundo tempo - por exemplo, o Gustavo só conseguiu confirmar que ia conseguir correr o trecho dele na noite de sábado, véspera da prova!

Ainda está meio nebuloso na minha mente como tudo se desenrolou, mas sei que no final de semana do dia 06 de julho estávamos em Ubatuba prontos para encarar os 40km do Desafio 28 Praias em um trio batizado de Aloha Run e com uniforme inspirado no Anton Krupicka! rsrs

Nossa inspiração

E aí, Tony, curtiu a homenagem?

Às 7h40 da manhã de domingo 3 malucos devidamente paramentados com camisas e colares havaianos estavam postados nas praias de Tabatinga, Caçandoca e Lagoinha esperando a festa começar! 
Por sorte, também estávamos com óculos escuros para nos proteger dos olhares fulminantes e julgadores de muitos corredores... hehehe
Na praia de Caçandoca (PC2), esperando o Gus
Da minha parte da prova, propriamente dita, nem tenho muito o que falar. 
O Gustavo chegou ao PC2, gritamos 'Aloha!', peguei o chip e parti para 5,7km de estrada de terra com leve aclive e declive, seguidos de menos de 6km de praia, entre areia dura e fofa, até encontrar o Will, gritar "Aloha!", passar o chip pra ele e o ver sair em disparada para os próximos 15km de percurso, entre single track, estrada e praias. 


Aloha!
Saber rir de si mesmo, uma virtude! kkkk

A Cris que, impossibilitada de correr, virou a nossa capitã da equipe de apoio, prontamente me resgatou para que pudéssemos aguardar a chegada do Will.


Minnie, a mascote oficial, usando seus sentidos aguçados para localizar o Willian



Algum tempo depois, avistamos um maluco correndo com camisa aberta e colar havaiano, só podia ser ele. Eu e o Gustavo corremos ao encontro do terceiro elemento para cruzarmos o pórtico de chegada juntos e bradando nosso tradicional-desde-hoje-cedo "Aloha". hehe





Ain't no place for haoles here!!!

A verdade é que se alguns corredores torciam o nariz quando viam um de nós 3 fantasiados, o público em geral nos recepcionou muito bem! rs
Sempre que cruzava com carros no caminho alguém buzinava ou gritava uma frase de incentivo e, após concluirmos a prova e nos agruparmos na área de chegada para aguardar as outras equipes de amigos (só na nossa casa havia 4 equipes!!), diversas pessoas vieram elogiar nosso uniforme e nosso bom humor.

A nossa parte estava feita – fomos, corremos e nos divertimos bastante. Essa era a ideia!
De resto, era só esperar as outras equipes da nossa casa e confraternizar com os amigos e conhecidos que sempre encontramos nesses tipos de prova, e depois partir para o churrasco!

Não conhecia as provas da RunnerSP, mas devo dizer que minha experiência foi bastante positiva de uma forma geral. A logística foi tranquila, a organização postou os resultados rapidamente, as áreas de pós-prova estavam bem abastecidas, etc.

Por fim, qual não foi nossa surpresa ao checar a lista de resultados e encontrar o Aloha Run no quarto lugar entre os trios masculinos e 30º lugar na Classificação Geral! hahahaha Só rindo mesmo! rs


Aloha Run + Capitã da equipe de apoio + Mascote oficial

2 duplas, 1 trio, 1 quarteto e a preciosa equipe de apoio! É festa!!!
Vejam só!! Três patetas, sendo que dois deles estavam voltando de lesão e sem ritmo algum de treino, vestidos de havaianos (vou te falar que aquela camisa esquentava bagarái!), correndo de ressaca e só pela diversão e conseguimos ir relativamente bem! Certeza que o Will carregou o trio nas costas! hahahaha
Na próxima a gente se esforça mais! Ou não, pois o que importa mesmo é se divertir!




ALOHA!!! E até o próximo ano!


Quem precisa de verão com um inverno desses?!



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Correr pelo prazer de correr

Há tempos não sentia o que senti nesse último treino.
Uma sensação diferente do sentimento de dever cumprido ou de conquista - que normalmente acompanha o término de um treino ou uma prova. Algo mais puxado para a sensação de paz e alegria sem propósito.

O treino desse domingo foi rodagem livre e despretensiosa. Sem neuras, sem pace fixo ou pré-determinado, sem meta a bater.
Fazia tempo que não corria livre assim.

Não é que eu não goste de baixar meu tempo, de concluir uma prova difícil, de correr distâncias até então inéditas ou de subir ao pódio da catagoria! Eu gosto sim, e muito! rs
Mas descobri - ou melhor, redescobri - que correr pelo simples prazer de correr é muito gostoso e libertador!

A bem da verdade, a planilha marcava day off para esse domingo, mas o dia estava tão bonito que seria um desperdício deixá-lo passar em branco.

Pois bem, ao invés de irmos até um local x para começarmos o treino, Cris e eu resolvemos correr desde a porta da casa dos meus pais até onde "desse na telha". Eu até tinha um roteiro em mente, mas ele não precisaria ser necessariamente seguido.

E assim fomos. Corremos de casa até a portaria do condomínio, de lá para a portaria de outro condomínio, voltamos, pegamos uma estrada intermunicipal e seguimos até a divisa do município, sempre alternando longas subidas e descidas. Ali, paramos para algumas fotos e voltamos pra casa. Fomos o caminho todo apreciando a paisagem, aproveitando o ar puro e o lindo dia, sem olhar para o relógio e sem ouvir o que o aplicativo do celular dizia a cada km, dando tiro na subida/descida ou reduzindo o ritmo quando a vontade batia. Acho que finalmente entendi o que o mestre quis dizer com "alegria nas pernas". Neste domingo, senti essa alegria.





A última vez que me lembro de ter sentido isso foi nas férias de janeiro, quando saí pra dar um trotezinho inocente em Strasbourg, na França, e encontrei placas indicando a fronteira com a Alemanha não muito longe dali. Segui correndo e navegando pelas placas de trânsito, tirando foto de tudo e de todos (eram poucos os acordados e na rua naquela manhã de inverno). Cheguei até a Alemanha, sentei num restaurante para uma cerveja e um strudel (acho que ninguém ali entendeu a combinação rs), corri por duas praças/parques da cidade e voltei trotando para a França. Não fosse a corrida, não teria visitado a Alemanha! rs


















Trajeto percorrido no meu trote transnacional rs


Aliar corrida e turismo/passeio é juntar a fome com a vontade de comer! Altamente recomendável e inspirador!

Na próxima vez que sair para rodar, experimente deixar o relógio em casa e deixar que suas pernas mostrem o caminho, sem um roteiro ou destino fixo e sem horário para chegar lá. Acredito que você vai gostar!