Translate

Mostrando postagens com marcador Corridas de Montanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corridas de Montanha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Circuito das Serras - Etapa Paranapiacaba 12km

O que dizer sobre Paranapiacaba?

Aqui na região de São Paulo - Capital, 2 de cada 3 corredores de montanha nutrem um carinho especial por esse distrito de Santo André.
Seja por que esta foi sua porta de entrada para o trail running, seja pela certeza de que - não importa quais sejam as condições climáticas no resto do Estado de São Paulo - você irá encontrar neblina, chuva e muita lama.

No nosso caso, Paranapiacaba foi nossa primeira prova trail no Brasil, lá para o início de 2013. Em 2014 eu estava aguado para correr por lá novamente, mas uma lesão me deixou de fora, chupando o dedo, enquanto a Cris corria... eu já havia até comprado um Salomon SpeedCross em dezembro de 2013 pensando especificamente nessa prova, mas ele teve de aguardar mais de um ano até ser batizado na lama de Paranapiacaba!

E então surgiu o Circuito das Serras 2015 com uma etapa localizada justamente ali. Oportunidade que não poderíamos deixar passar, logicamente.

Fizemos a inscrição para os 12km (pois o mês de novembro já estava bem cheio em nosso calendário e não seria prudente encaixar mais uma prova de 21km ali no meio) e aguardamos ansiosamente a data da prova.

A altimetria divulgada no site da prova não impressionava nem um pouco (200m de ganho de elevação em pouco mais de 11km)... mas a gente já sabia que o atrativo desse percurso seria outro.

Altimetria divulgada para os 12km do Circuito das Serras - Paranapiacaba
Como de costume, o feriado de finados veio acompanhado de muita chuva, para garantir mesmo que o terreno estaria pura lama.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Relato: Corridas de Montanha Paranapiacaba - 2014

Paranapiacaba foi minha primeira prova de Montanha.


De lá para cá participei de diversas provas até o final de 2013, garantindo alguns troféuzinhos que alimentam o ego de qualquer um!!


Desde que comecei a treinar na JVM - assessoria com treinos voltados às corridas de montanha - percebi que meu desempenho vinha melhorando, mesmo que a passos lentos e estava, finalmente, saindo da minha zona de conforto - que tanto o Gabriel insistia pra eu fazer. 
Desde o final da Copa Paulista de Corridas de Montanha de 2013, onde conquistei o 2º lugar na faixa etária (30 a 39 anos), nosso objetivo para 2014 estava mais ousado: distâncias maiores, treinos com mais qualidade e menor número de provas, tanto para economizar uma grana, quanto para rendermos melhor, afinal em 2013 saiu caro e dolorido, tanto no bolso quanto pras pernas (não estávamos dando o tempo de descanso necessário e não estávamos aproveitando adequadamente os treinos, e lá estávamos nós indo pra mais uma prova...).




Troféus em 2013

Assim, mesmo já com o objetivo de não participar do ranking da Copa Paulista, eu tinha certeza que pelo menos a etapa de Paranapiacaba eu ia fazer!! 
Já estava com o tênis, a mochila de hidratação, etc, tudo pronto pra essa prova. 

Convidei algumas amigas do revezamento Bertioga-Maresias pra conhecer o que é uma corrida de montanha de verdade e avisei que não podia ter dó de sujar os tênis, que tinha trecho de rio, que tinha muita lama, e etc.(tudo aquilo que a gente tanto gosta nas provas de montanha!).
Quando publicaram a lista de inscritos, para minha total surpresa, haviam 700 pessoas inscritas (entre endurance, curto e longo). Como assim?? Só no longo eram mais de 400 pessoas!!! 
Baseada nisso, tive que repensar minha estratégia de prova...A trilha do rio lá pros 2km também é famosa pela sua 'fila' e pela repreensão de outros atletas caso algum espertinho tentasse furar a fila. Isso me despertou um certo receio, pois, pra que eu pegasse a fila menor, precisava largar com um ritmo mais intenso, o que não é meu forte, e dessa vez ainda teria pelo menos o dobro de inscritos comparando com o ano anterior. 
Três dias antes da prova, com inscrições antecipadamente garantidas, fomos ao ortopedista e ele recomendou que o Gabriel não interrompesse a recuperação - o que não foi muita surpresa, uma vez que o Gabriel ainda vinha (e vem) sentindo dores nas pernas -, e considerando  que nosso objetivo maior era o Mountain Do do Ushuaia, que aconteceria dali a duas semanas. 

Muito chateados, pois alguns itens compramos pensando especificamente nessa prova, anunciamos o repasse da inscrição do Gabriel dessa prova. 

Chegado o dia da prova, lá estávamos nós revendo velhos amigos e observando a quantidade de pessoas que pra nós era inédita. Soubemos que o trecho do percurso que passa no rio não foi autorizado pela prefeitura, fazendo com que o percurso se tornasse uma surpresa. 


O tal do rio... (2013)

Minutos antes da largada do percurso curto, que se deu às 14h, começou uma chuva forte que duraria o restante do dia. 
Pouco depois os atletas do percurso longo já estavam se aglomerando perante o pórtico de largada e eu começava a sentir um frio na barriga, uma ansiedade nada costumeira. 


Além disso, já que o Gabriel não poderia correr, coube a mim a missão de registrar 'o percurso mais esperado do ano', nas palavras da organização. 



Muita gente e muita chuva!

A largada aconteceu debaixo de chuva e começou o meu primeiro registro de prova utilizando a câmera presa à cabeça. 
De fato o percurso havia mudado, pois percorremos 1,5km dentro da cidade, passando novamente pelo galpão do mercado antigo, até atingirmos uma estrada razoavelmente larga de terra/cascalho, onde foi possível que a aglomeração de atletas se dispersasse, tornando a corrida menos tumultuada. 



Logo à frente começaram as trilhas mais técnicas e fui percebendo, conforme o nível de dificuldade do terreno aumentava, a incrível diferença que o solado do tênis faz! 






Enquanto a grande maioria deslizava, o meu 'tratorzinho' permitia com que eu passasse sem muitos problemas pelos que escorregavam e, finalmente, comecei a me sentir 'em casa'!







Me senti confiante e assim fui desenvolvendo um ritmo bom, considerando a dificuldade do percurso, e mesmo tendo caminhado em alguns trechos de subida, após 1h46'51" (pelo garmin) e 1h47'05" (site da prova), cruzei a linha de chegada ensopada, suja de lama e muito feliz!! O vídeo do percurso pode ser conferido aqui.


Infelizmente os resultados do percurso longo feminino não foram divulgados no dia da prova e não houve premiação nem para os que fizeram o Endurance, Geral Longo/Curto (como mencionamos aqui).

Só no domingo à noite, quando os resultados foram divulgados no site, constatamos que o 3º lugar na categoria foi meu (e o troféu chegou no nosso endereço duas semanas depois)!!



O mais legal de tudo é que passei os dias seguintes à prova sem dores! Uma vitória!!

Análise da prova:
Prós: Percurso excelente, bem técnico, com trecho inicial alterado para dispersão da 'massa', bem sinalizado e com clima ideal (muita chuva, consequentemente, muita lama!). Tanto para o percurso curto quanto para o longo, havia muitos trechos técnicos, mesmo sem o trecho de rio.
Contras: Muitos atletas para a dimensão da prova, mesmo com o trecho inicial mais 'largo'; não divulgação dos resultados logo após a prova, fazendo com que muitos atletas ficassem lá esperando os resultados por diversas horas, sujos, molhados e com fome, enquanto a chuva aumentava cada vez mais, para só depois de muito tempo avisarem que os vencedores receberiam seus troféus em casa.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Olhar de quem não correu: Copa Paulista de Corridas de Montanha - Paranapiacaba

No último sábado (22/03/14) rolou a 3ª Etapa da Copa Paulista de Corridas de Montanha, em Paranapiacaba.
O que falar sobre a Paranapiacaba, além de mencionar que é normalmente a etapa mais aguardada de todo o calendário trail paulista?
Ainda mais quando a prova oferece desafio a todo tipo de corredor, do iniciante ao ultramaratonista, com percursos de 6, 12 e 50km!
Eu, sinceramente, adoro aquelas trilhas! Estava aguado para voltar a correr lá e avaliar o quanto eu consegui evoluir desde última vez que lá estive, mas o médico não autorizou meu retorno à corrida ainda... paciência.
De qualquer forma, como a Cris iria correr os 12km (e ainda havia convencido 3 amigas a irem para lá experimentar as trilhas dos 6km), acabei indo para a prova como expectador. E eis o que pude observar:
A prova simplesmente dobrou de tamanho, com um total aproximado de 700 inscritos, e isso trouxe algumas consequências diretas.
Uma delas é fácil de se deduzir: as trilhas ficaram pequenas para tudo isso de gente. Mesmo com as largadas separadas, o fluxo de gente era muito grande e com certeza iria entupir as trilhas. Por isso mesmo, o percurso teve de ser alterado de forma que o single track se iniciasse somente após uns bons quilômetros (depois que o grupo se dispersasse um pouco).
Nessa brincadeira, tiveram que retirar do percurso uma das marcas registradas de Paranapiacaba: as centenas de metros percorridos dentro do rio!
Paranapiacaba sem o rio, não é Paranapiacaba (disseram que a Prefeitura não autorizou essa tradicional parte do percurso... se eu fosse a Prefeitura, também não iria autorizar. Uma coisa é ter 250-300 pessoas passando ali; outra coisa é ter 700 e tralalá fazendo o mesmo).



Esse ano está acontecendo um crescimento exponencial do mercado de trail running, seja na oferta de provas (se você quiser correr provas de montanha todo final de semana, você consegue), seja no número de participantes!
Isso é muito bom e agrega bastante ao esporte - a menos que a ambição suba à cabeça e as organizações passem a prezar apenas o lucro em detrimento da qualidade do evento.
Apenas a título de exemplo, ano passado a medalha de cada etapa era personalizada com uma característica do percurso, e ao final do ano o corredor poderia formar uma 'mandala' com todas as medalhas encaixadas. Esse ano, pelo que pude observar, a medalha será exatamente a mesma, salvo pelo 'adesivo' colado no verso da medalha informando a qual etapa ela pertence. Além disso, inventaram esse ano de 'homenagear' famosas montanhas do mundo nas camisetas distribuídas aos corredores.... o que, obviamente, serviu apenas para cortar os gastos com a personalização das camisetas de cada etapa (já que a mesma camiseta pode ser distribuída tanto na etapa Paranapiacaba, quanto na etapa Petrópolis, por exemplo, já que o que está escrito na camiseta é Aconcágua).
Bem, na verdade eu não ligo nem um pouco para as camisetas ou medalhas (minhas camisetas servem para ir à academia, e as medalhas ficam jogadas numa gaveta). A questão é só mostrar que, apesar de o número de inscritos ter mais que dobrado (mais din-din $$$), a qualidade do serviço prestado dá sinais de que vai diminuir.
E por falar em qualidade do serviço prestado, falemos um pouco da cerimônia de premiação... aliás, que cerimônia?!
Muitas e muitas pessoas ficaram ali no entorno do mercado de Paranapiacaba, sob forte chuva e muitas horas após terem completado suas provas, aguardando a cerimônia de premiação que não existiu.
Imaginem só os corredores do Endurance 50k, que largaram às 8h da manhã e aguardaram horas e horas apenas para ler as parciais (publicadas só no fim da tarde) e depois aguardaram ainda mais para receber seus troféus só para serem avisados pelo microfone que "devido ao mau tempo" os troféus seriam enviados por correio! Rá!
Para as mulheres que correram 12km então, não houve nem a divulgação da classificação! Esta só foi divulgada no domingo tarde da noite!
Enfim, pode ser que eu esteja ranzinza e azedo pelo fato de estar tanto tempo sem correr e sentindo dores e, por essa razão, tenha dado importância demais a esses fatos que considerei como falhas da organização... pode ser que quem correu e se divertiu na trilha não tenha ligado para essas coisas... Veremos.
Bom, descobrimos que a Cris conseguiu ficar em 3º lugar em sua categoria e em 29º lugar de 103 mulheres! Vamos ver se o troféu encontra o caminho até a nossa casa (e depois a gente 'photoshopa' a cerimônia de premiação...rs).

Enquanto isso, fiquem com o vídeo que ela gravou durante o percurso:




P.S.: Aparentemente, o vídeo não está abrindo em plataformas móveis devido a problemas de direitos autoriais... quem mandou escolher Metallica como trilha sonora... se tivesse escolhido Lepo Lepo não teria esse problema!! hahaha


Aqui está o link para o relato da Cris!
______________
UPDATE: quase 3 semanas após a prova, o troféu de 3º lugar na faixa etária chegou até nossa casa.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Celebrando a amizade - São Bento do Sapucaí

Com a Etapa São Bento do Sapucaí da Copa Paulista de Corridas de Montanha, encerrei meu ciclo de competições de 2013.

Nesse quase um ano correndo fora do asfalto aprendi e vivenciei muito mais experiências do que sequer imaginava. Subi ao pódio pela primeira vez,  comecei a treinar com uma verdadeira família (e, desde então, meu rendimento só melhorou!), fiquei manquitola por algumas etapas graças a uma síndrome do trato iliotibial, me afastei um pouco das corridas por um mês (apenas fisicamente, pois a cabeça estava sempre nas trilhas), experimentei correr uma prova inteira ao lado da minha companheira de aventuras, percebi que ela era mesmo uma companheira para todos os momentos e decidi oficializar nossa relação, e fiz amigos. Muitos amigos.

De todas as conquistas e experiências 'esportivas' desse ano, posso afirmar com toda a franqueza que o melhor prêmio foi a expansão de meu círculo de amizades. Foi a constatação de que eu posso ser louco e fanático por corridas, posso ser "mono-assunto", mas eu não estou sozinho nessa!

Não repare no tamanho dos pratos rs

E justamente por isso foi tão importante para mim a conquista do 3º lugar no ranking da Copa Paulista na faixa etária 25-29 anos, pois eu queria subir ao pódio com meus amigos. Dividir a experiência com quem se importa com você e torce por você tem outro valor, outro sabor.
Subindo juntos e com o pé direito!
E pensar que no começo do campeonato a gente se xingava em pensamentos! hahahaha

O troféu é bonito, claro, mas o que ele simboliza no íntimo de cada um é o que realmente importa. A celebração não é pela posição no ranking (que é algo passageiro e não significa - por si só - nada). O valor do troféu está em saber que os objetivos que foram traçados lá atrás foram devidamente atingidos; está em saber que você melhorou não só como atleta, mas como pessoa; está em saber que, apesar de uma série de variáveis, você se superou e foi buscar o que queria; está em saber que existem pessoas com quem você pode contar (ok, chega, isso aqui não é cerimônia de entrega do Oscar! rs).
A Cris também garantiu o dela!

Por tudo isso, digo que a melhor parte da Copa Paulista, para mim, foi a cerimônia de encerramento com o jantar no restaurante Sabor da Serra.



Que oportunidade excelente para confraternizar com as pessoas que dividiram conosco as trilhas, os sofrimentos, as alegrias, os perrengues - e dessa vez vestido de gente grande, com roupas e tênis limpos, rs!

Grande ocasião também para ouvir histórias e casos de pessoas mais experientes, de traçar planos para o futuro e de enfiar o pé na jaca! hahaha

Conversar com a Tomiko, ouvir suas histórias e suas dicas... uma honra!

Apesar das dores, preferi deixar pra começar a tomar os remédios prescritos pelo ortopedista após o jantar, porque naquela noite eu queria mesmo era comemorar o término desse ciclo!

A todos os envolvidos, muito obrigado por tudo (pelo apoio, pelo incentivo, pela palavra amiga, pela alegria, pela foto, por testemunhar momentos importantes para mim, pela torcida, pela preocupação... enfim, muito obrigado!).

Acho que a gente se empolgou nesse papo de comemorar... literalmente fechamos as portas do restaurante, sabe-se lá que horas da madrugada! 

Ano que vem tem mais!

A gente se tromba nas trilhas! ;-)


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Relato: A gente sofre, mas se diverte! CP - Etapa Cantareira

No último domingo (27.10.2013) disputamos a penúltima etapa da Copa Paulista de Corridas em Montanha. Ufa! rs


Não me leve a mal, adoro correr (não sei se já deu pra perceber), mas estruturei meu calendário de corridas muito strogonofficamente emboladamente esse ano, e esse excesso de provas em curto espaço de tempo vem cobrando seu preço (perda de rendimento, dores e inflamações no corpo e afins). Enfim, falta pouco, vamos que vamos!

A penúltima etapa da Copa Paulista, intitulada Etapa Serra da Cantareira, ocorreu em Mairiporã, com largada e chegada no Pesqueiro Vale de Santo Ari. Bem pertinho de São Paulo, fácil acesso e com excelente estrutura (geralmente é difícil encontrar banheiros impecáveis após as corridas, e eles valem ouro! Ouro!!! rsrs Parabéns ao pesqueiro!).

Chegamos com quase duas horas de antecedência (achamos que a viagem levaria mais tempo) e aproveitamos pra colocar o papo em dia com o pessoal  - é muito legal ver que a cada prova o círculo de amizades vai se expandindo.

O dia amanheceu nublado e um pouco frio - na estrada pegamos até garoa - mas um pouco antes da largada, marcada para as 9h, já dava pra sentir o tempo mudando.

Feito o briefing, foi dada a largada para o pessoal que correria o percurso curto (pouco mais de 6 km) e uns 10 minutos depois deram a largada para o pessoal do Longo (11,6km). 
A decisão da organização de separar as largadas foi justificada rapidamente: tirando algumas centenas de metros iniciais em estrada de terra, o percurso teve os primeiros 5km praticamente em single track (com bastante lama e esterco rsrs), e a largada dividida evitou o congestionamento nas trilhas! Sábia decisão!


Desde que divulgaram o percurso e a altimetria dessa prova eu já havia me convencido de que essa prova não era pra mim, já que ela tinha um perfil muito rápido e com poucas subidas, então preferi largar lá pra trás, sem pressa e aumentando o ritmo gradualmente (considerando ainda o fato de a minha velha conhecida dor nas tíbias ter marcado presença). 

Percurso e Altimetria - Copa Paulista de Corridas de Montanha Etapa Cantareira
Como o celular não funcionava ali, corri só com o cronômetro, e no 5ºkm vi que não estava correndo tão soltinho quanto eu imaginava: passei a placa de 5km com 23:15!! Do 5º pro 6ºkm tentei me segurar um pouco pois sabia que em breve ia começar um aclive de 2km com ganho de 200m de elevação.
Disseram que o percurso longo teria 4km margeando o rio Juqueri. Só acreditei agora que vi essa foto! Durante a prova eu nem consegui olhar pro lado...rs
A essa altura, o calor já estava insuportável! A todo momento eu pensava "se tiver que cruzar um riacho aqui eu mergulho a cabeça"... mas nada de riacho... Não queria jogar a água da minha garrafa na cabeça porque acabei levando pouca água para essa prova, e não queria ter de parar pra reabastecer no posto de hidratação (existente apenas no 8ºkm).

 


Quando a subida começou pra valer, em meio à mata fechada, minhas pernas já quase não me obedeciam... acho que meu corpo estava se rebelando contra a minha falta de noção de querer correr com dor, leve ressaca, estômago ruim e naquele calor absurdo. 
Que eu me lembre, essa foi a primeira vez que eu perguntei a mim mesmo "o que é que estou fazendo aqui?!" durante uma prova.

Finalizada a subida era hora de descer de novo, mas nem isso me aliviava, já que não me sentia confortável em sentar a bota nas descidas por causa das dores nas canelas...


Falta pouco, já posso ver o final da subida!

Olha a descida ali! Saiam da frente!!!
Faltando mais ou menos 1km para a chegada, saímos de uma estradinha e pegamos nova subida - dessa vez curta - em meio à mata. Normalmente, quando chega essa hora, eu tenho alguma energia sobrando e ataco a subida sem dó para acabar o percurso logo, mas não foi assim dessa vez. Parei para andar em diversas ocasiões...
Ainda não descobri porque resolvo piscar pras câmeras... parece que estou tendo um pequeno AVC! rsrs

Finalmente surgiu a placa dos 11km, seguida de 600m de descidas íngremes em bloquete. Tentei aumentar um pouquinho o ritmo, mas as canelas chiaram e resolvi escutá-las.

Cruzei a linha de chegada com 1h08:39 e só queria saber de me hidratar logo e resfriar um pouco o corpo!

O percurso não estava lá muito técnico, era muito rápido e o calor estava castigando bastante. Torci o mesmo pé umas 3 vezes seguidas e as canelas queimavam, é... não era o meu dia! rs

Normalmente eu espero a Cris cruzar o pórtico de chegada, mas dessa vez eu estava tão entretido no bate papo com os amigos no "departamento médico" (um espacinho na grama onde ficamos jogados fazendo crioterapia, tomando sol e reclamando do calor, do percurso rápido e das dores) que nem a vi chegar - ela concluiu a prova em 1h32:22.


Grupo completo, agora era só papear e esperar a divulgação dos resultados!

Saldo do domingo: fortalecimento das amizades; promessas de projetos futuros; 11,6km de divertido sofrimento; calorias do churrasco de sábado devidamente queimadas; dores e mais dores... e vontade de repetir tudo isso na próxima oportunidade que surgir!
Além do troféu, levei pra casa uma mudinha de palmito juçara!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Relato: Conquista de ouro - Corridas de Montanha - Atibaia

O desafio da vez foi a etapa Atibaia da Copa Paulista de Corridas de Montanha, em 25/08/13, com largada no Campo de Pouso Livre (+/- 760m) e chegada no cume da Pedra Grande (1350m).


Essa era uma prova que eu queria correr desde que soube da sua existência. As fotos e vídeos das edições anteriores mostravam que o percurso era duro, porém extremamente belo.

No sábado fomos treinar na USP e, conversando com o pessoal da JVM, a opinião era unânime: "Essa prova é linda, mas ela dói!"

Considerando que essa opinião vinha de corredores experientes, bateu certa apreensão... mas é aquele papo: se está no inferno, abrace o capeta! rs 
Então aceitamos que a prova seria realmente dura, deixamos as expectativas de bons resultados de lado e focamos apenas em correr bem e sem incidentes (lesões e afins), apreciando o cenário.

Se o objetivo dessa prova fosse apenas performance, não teria entornado seguidas taças de vinho na noite anterior à prova, comemorando meu aniversário na casa dos meus pais! rsrs

No domingo acordamos cedo e, com o céu ainda escuro, pé na estrada. 

A gente acabou se perdendo um pouco ao entrar em Atibaia e chegamos "atrasados". Perdemos - por 2 minutos - o caminhão de guarda-volumes, que levaria à área de chegada nossas mochilas com jaquetas corta-vento, comida e etc. etc. etc... Ficar de mimimi não levaria à nada, então reorganizamos nossas pochetes e bolsos das bermudas da forma que foi possível, para não faltar o essencial para o pós-prova (e o essencial, nesse caso, envolvia algunas cositas más, como veremos a seguir). 

Encontramos alguns conhecidos de provas anteriores e trocamos nossas impressões e expectativas para o evento. 

Às 8h soou a buzina e foi dada a largada. 
Considerando os conselhos que me foram dados, e levando em conta ainda que os primeiros 3km eram relativamente planos, pensei em começar num ritmo um pouco mais acelerado, pois quando a piramba e o single track surgissem, não ia ter muito mais o que fazer. 
Assim, "mirei" nos corredores que eu já sabia que corriam mais forte que o meu normal, e tentei acompanhá-los. Com isso, acabei fazendo os dois primeiros kms mais rápidos da minha curta carreira de corredor.

Da marca do 3ºkm em diante foram subidas e mais subidas, primeiro por estrada de terra (onde andei o mínimo possível) e depois por single tracks dignas de escalada no Parque Nacional do Itatiaia, ou seja, o máximo que dava pra fazer era andar sem parar para recuperar o fôlego!



As panturrilhas queimavam um pouco, os glúteos chiavam, a lombar atazanava, mas eu seguia firme e forte (lento, mas forte! rs).

Apesar do pouco tempo que tive pra me preparar, estava me sentindo muito bem - física e psicologicamente - e um objetivo maior me impulsionava a seguir me esforçando quando o sensato era parar por uns 5s para pegar um ar.

De repente saí da mata e dei de cara com as pedras. Abaixo delas, Atibaia e região. Que visual! 






Naquele momento, percebi que ainda tinha um pouco de fôlego, deixei de apreciar a paisagem e voltei a trotar - faltava menos de 1km para cruzar a linha de chegada.










O problema é que esse 'menos de 1km' seria em "escalaminhada" na rocha! Nossa Senhora da Panturrilha Fritando!

Foto da edição anterior, pra vocês terem noção de quão grande é a Pedra Grande!


Força, Cris!! Falta pouco!


Nessa escalada ainda ultrapassei duas ou três pessoas... 
Faltando menos de 100m para a chegada, surgiu um trecho "trotável"... olhei em volta, julguei que não tinha ninguém da minha categoria ali perto e deixei o cansaço e a preguiça falarem mais alto por alguns poucos metros. Nesse momento fui ultrapassado por uma das pessoas que eu tinha acabado de ultrapassar. 
Vinte e um segundos depois, cruzei a linha de chegada (ainda tive de cruzar duas vezes pois, na primeira vez, o chip não foi lido). 
Qual não foi a surpresa quando, na cerimônia de premiação, descobri que aquela pessoa que me passou na reta final era da minha categoria, e ficou em terceiro lugar!!! Aquele troféu poderia ter sido meu... mas paciência, o foco não era esse.

(Cá pra nós, sinceramente, essa foi a prova em que me senti melhor até hoje. Considerando meu condicionamento e preparo, não acho que poderia ter melhorado meu rendimento ou mudado a estratégia em momento algum - a única "falha" foi na reta final, mas ainda assim fiquei muito feliz com meu desempenho. E agora é certeza: tenho predileção pelas provas uphill, como em Santo Antônio do Pinhal e Atibaia).

Descansando e esperando a Cris

Era ali que a adrenalina ia começar a fluir de verdade! Enquanto aguardava a Cris concluir a prova, conversava com os conhecidos que iam chegando e tentava ignorar as 'borboletas no meu estômago'.



A Cris surgiu no horizonte, cansada mas sorridente, e meu nervosismo aumentou.




Antes mesmo de ela parar para alongar, beber água, pegar a medalha, tirei do bolso da bermuda de compressão a nada discreta caixinha de alianças e fiz a ela a pergunta que não queria calar!

Momento "flagrados pelo paparazzo"
Fácil correr com uma caixa de alianças 'escondida' no bolso da bermuda de compressão, viu! 


Conquistei ali o perseguido ouro.




Pra finalizar o feliz final de semana, voltamos para São Paulo em tempo de encontrar a equipe Canas que Voam num churrasco de integração da nova turma que vai encarar a Bertioga-Maresias em outubro!

______________________


P.S.: o retorno com ônibus da organização do evento, do cume da Pedra Grande ao ponto de largada, levou mais tempo do que eu gastei para correr até lá em cima! Viagem sofrida e interminável! Tasqueopariu!!! Sorte que meu estado de espírito é sempre no estilo Quanto pior, melhor! rsrs