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Mostrando postagens com marcador Percurso e Altimetria. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Relato: Corrida dos Eucaliptos 2015 #ForçaRenato

Voltamos à nossa programação normal! rs

Esse final de semana retornamos às provas, após um hiato de mais de 4 meses desde a última competição.

A prova escolhida foi a Corrida dos Eucaliptos, organizada pela ZBRClama, do nosso amigo Renato Cavallieri.

Percursos e altimetria
A proposta era simples: madrugar no domingão, pegar a estrada por 1h30 até Santa Branca e sentar o sarrafo nas estradas de terra da Fazenda Santa Branca. rsrs

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Relato: Endurance Challenge Agulhas Negras 21km

O Endurance Challenge Agulhas Negras foi, sem sombra de dúvidas, a prova que gerou o maior hype-burburinho-expectativa no mercado trail nacional desde seu lançamento, em fins de 2014.

Antes até de divulgarem os percursos, altimetria e mesmo qual seria exatamente a data da prova (pois a divulgação dizia apenas que a prova ocorreria entre 21 e 24 de maio) as vagas já estavam praticamente esgotadas.

Foi o típico caso de "nunca te vi, mas sempre te amei", ou ainda "como vivi tantos anos sem correr essa prova que eu ainda nem corri e nem sei se vai prestar? EU TENHO QUE FAZER PARTE DISSO!!!". É, essa era a atmosfera do evento.



sábado, 18 de outubro de 2014

Trail Adventure Chile - Torres del Paine 2015

Em abril desse ano (2014) aproveitamos a viagem que fizemos ao Ushuaia para desbravar um pouco das belezas do extremo sul do Cone Sul. Acabamos estendendo o passeio para El Calafate (Argentina) e fizemos uma passagem relâmpago por Torres del Paine, no Chile.

O lugar nos encantou de imediato. As imagens abaixo podem explicar facilmente porque ficamos tão fascinados:






"Já pensou voltarmos aqui um dia para correr?"




Enquanto caminhávamos atrás do guia do passeio, em meio à turba de turistas (uns mais contemplativos, outros que nem sabiam o que estavam fazendo lá, alguns ainda que chegavam ao cúmulo de se perguntar em voz alta se eles realmente haviam viajado 6h de ônibus só para ver pedras e lagos) ficamos imaginando como seria legal se um dia conseguíssemos voltar para lá para visitar as partes mais tranquilas do parque no nosso próprio ritmo - ou mesmo dividindo as trilhas apenas com pessoas que tivessem a mesma mentalidade que nós.

Creio que é desnecessário mencionar o tamanho da vontade que ficamos de poder voltar lá para correr nos single tracks que fazem parte dos circuitos de trekking W e O, em meio aos cenários incríveis proporcionados por aquele paraíso remoto. Pois bem, nem precisamos esperar muito e essa oportunidade começou a despontar no horizonte!

O nome dessa oportunidade é Trail Adventure Chile - Torres del Paine, e será disputada em 28 de março de 2015 nas distâncias de 12km, 25km, 50km e 80km, nas categorias solo, duplas (no estilo Cruce de Los Andes/Desafio das Serras) ou mesmo revezamento em 4 pessoas (no caso dos 50km)!
Trail Adventure Chile - Torres del Paine é uma prova nova, que tem a proposta de levar os corredores através dos espetaculares senderos que formam os mundialmente conhecidos circuitos de trekking O e W.

Diferentemente de outra competição que acontece no mesmo Parque (Parque Nacional Torres del Paine), a ideia da Trail Adventure é que os competidores desfrutem efetivamente das extensas trilhas ali existentes, em meio a paisagens de tirar o fôlego - afinal, para o trail runner de coração, não há sentido algum em viajar até quase o fim do mundo para correr apenas em estradas, não é mesmo?

Anotem nas suas agendas! A prova ocorrerá no dia 28 de março de 2015 nas distâncias de 12km, 25km, 50km e 80km! Serão apenas 400 vagas!

Ao longo da semana publicaremos informações mais detalhadas e exclusivas (percurso, altimetria, logística e afins). Aguardem!



E qualquer dúvida é só falar conosco através do email seelacorreeucorro@gmail.com e nós lhe enviaremos a programação completa! ;-)

Obs.: Nós não somos uma agência de turismo, mas temos parceria com uma agência que é responsável pelas reservas e possibilita o pagamento parcelado do pacote.
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UPDATE:
Trail Adventure Chile: Percurso, Altimetria, Programa, Pacote e Valores

Trail Adventure Chile: Hospedagem

Trail Adventure Chile: A Prova

terça-feira, 8 de julho de 2014

Relato: Desafio 28 Praias de Revezamento - Aloha Run

Depois de todo o tempo que fiquei 'de molho' em razão de lesões, passei a perceber melhor que, para mim, o que realmente importa não é o quão rápido ou quão longe você corre, mas sim o quanto você se diverte correndo.

Como diversão é um assunto que eu gosto de levar a sério (hein?), não me fiz de rogado e fui pra Ubatuba para dar bastante risada com os amigos e, se as pernas permitissem, correr um pouquinho também!

Mas comecemos do começo...

Após subirmos juntos ao pódio do ranking da Copa Paulista de Corridas de Montanha (categoria 25-29 anos) em novembro, Gustavo, Willian e eu decidimos que seria uma ideia interessante formarmos um trio para correr a famosa Bertioga-Maresias - esperada para acontecer em maio desse ano.
No final, a prova não existiu (virou Revezamento Peruíbe-Praia Grande e vai acontecer em agosto) e deixamos o plano um pouco de lado.

Nesse meio tempo, a Cris havia feito inscrição para o Desafio 28 Praias, num quarteto com as amigas. 
Eu nem dei atenção para essa prova até que os meninos foram lá em casa para a gente botar o papo em dia, acabamos enchendo o caneco enquanto assistíamos Unbreakable: The Western States 100 e, no dia seguinte, ao acordar levemente de ressaca, encontrei um boleto de inscrição no meu email!

Entre a inscrição (fim de abril) e a prova, muitas surpresinhas aconteceram... pra começar, a Cris rompeu os ligamentos do tornozelo e teve que abrir mão da prova... o Gustavo ficou afastado dos treinos graças a uma tendinite no joelho e eu continuava de molho por conta dos edemas ósseos nas tíbias... Faltando três semanas para a prova, f i n a l m e n t e, fui liberado pelo médico a voltar a treinar (mas num ritmo beeeeemmmmm leve: no máximo 30 minutos intercalando 1 de trote e 1 de caminhada).

Na semana da prova tivemos alguns perrengues-zicas-urucubacas que ameaçaram a saúde e integridade de cada um dos integrantes da equipe, e o destino do nosso trio só foi definido mesmo aos 42' do segundo tempo - por exemplo, o Gustavo só conseguiu confirmar que ia conseguir correr o trecho dele na noite de sábado, véspera da prova!

Ainda está meio nebuloso na minha mente como tudo se desenrolou, mas sei que no final de semana do dia 06 de julho estávamos em Ubatuba prontos para encarar os 40km do Desafio 28 Praias em um trio batizado de Aloha Run e com uniforme inspirado no Anton Krupicka! rsrs

Nossa inspiração

E aí, Tony, curtiu a homenagem?

Às 7h40 da manhã de domingo 3 malucos devidamente paramentados com camisas e colares havaianos estavam postados nas praias de Tabatinga, Caçandoca e Lagoinha esperando a festa começar! 
Por sorte, também estávamos com óculos escuros para nos proteger dos olhares fulminantes e julgadores de muitos corredores... hehehe
Na praia de Caçandoca (PC2), esperando o Gus
Da minha parte da prova, propriamente dita, nem tenho muito o que falar. 
O Gustavo chegou ao PC2, gritamos 'Aloha!', peguei o chip e parti para 5,7km de estrada de terra com leve aclive e declive, seguidos de menos de 6km de praia, entre areia dura e fofa, até encontrar o Will, gritar "Aloha!", passar o chip pra ele e o ver sair em disparada para os próximos 15km de percurso, entre single track, estrada e praias. 


Aloha!
Saber rir de si mesmo, uma virtude! kkkk

A Cris que, impossibilitada de correr, virou a nossa capitã da equipe de apoio, prontamente me resgatou para que pudéssemos aguardar a chegada do Will.


Minnie, a mascote oficial, usando seus sentidos aguçados para localizar o Willian



Algum tempo depois, avistamos um maluco correndo com camisa aberta e colar havaiano, só podia ser ele. Eu e o Gustavo corremos ao encontro do terceiro elemento para cruzarmos o pórtico de chegada juntos e bradando nosso tradicional-desde-hoje-cedo "Aloha". hehe





Ain't no place for haoles here!!!

A verdade é que se alguns corredores torciam o nariz quando viam um de nós 3 fantasiados, o público em geral nos recepcionou muito bem! rs
Sempre que cruzava com carros no caminho alguém buzinava ou gritava uma frase de incentivo e, após concluirmos a prova e nos agruparmos na área de chegada para aguardar as outras equipes de amigos (só na nossa casa havia 4 equipes!!), diversas pessoas vieram elogiar nosso uniforme e nosso bom humor.

A nossa parte estava feita – fomos, corremos e nos divertimos bastante. Essa era a ideia!
De resto, era só esperar as outras equipes da nossa casa e confraternizar com os amigos e conhecidos que sempre encontramos nesses tipos de prova, e depois partir para o churrasco!

Não conhecia as provas da RunnerSP, mas devo dizer que minha experiência foi bastante positiva de uma forma geral. A logística foi tranquila, a organização postou os resultados rapidamente, as áreas de pós-prova estavam bem abastecidas, etc.

Por fim, qual não foi nossa surpresa ao checar a lista de resultados e encontrar o Aloha Run no quarto lugar entre os trios masculinos e 30º lugar na Classificação Geral! hahahaha Só rindo mesmo! rs


Aloha Run + Capitã da equipe de apoio + Mascote oficial

2 duplas, 1 trio, 1 quarteto e a preciosa equipe de apoio! É festa!!!
Vejam só!! Três patetas, sendo que dois deles estavam voltando de lesão e sem ritmo algum de treino, vestidos de havaianos (vou te falar que aquela camisa esquentava bagarái!), correndo de ressaca e só pela diversão e conseguimos ir relativamente bem! Certeza que o Will carregou o trio nas costas! hahahaha
Na próxima a gente se esforça mais! Ou não, pois o que importa mesmo é se divertir!




ALOHA!!! E até o próximo ano!


Quem precisa de verão com um inverno desses?!



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Relato: Mountain Do do Fim do Mundo - Ushuaia 21km

Depois da introdução ao relato, vamos ao relato em si:


Quase não tá frio! Bora meter várias camadas de roupa! rs
Todo pimpão e combinandinho, no maior EuroStyle

06 de abril de 2014, 9h40 da manhã, frio de rachar (só de respirar saía vapor pelo nariz! rs), o apito da locomotiva do Trem do Fim do Mundo soou anunciando a largada, o Locutor Maquininha gritou, os helicópteros deram rasante sobre nós e a prova começou!




Comecei lado a lado com a Cris e encaramos os metros iniciais (em subida) de forma bem conservadora e tentando assimilar que finalmente estávamos no Ushuaia e para correr 21km! O frio, as paisagens, os dois helicópteros dando rasantes sobre os corredores e filmando/fotografando, deixavam tudo meio que surreal, dando à prova uma cara de El Cruce de los Andes ou outra prova de grande porte.





Mantivemos um pace bem confortável nesse início e antes de completarmos 2km de prova pegamos uma subida um pouco mais longa e íngreme (embora não fosse estreita ou técnica) e acabamos nos separando, cada um adotando o seu ritmo de prova. Na sequência, o percurso teve uma leve descida e entrou novamente num estradão de terra batida, relativamente plano, rumo ao Parque Nacional Tierra del Fuego.



No caminho para a portaria do Parque encontrei o Ale, da JVM, e seguimos juntos por alguns quilômetros, cada um no seu ritmo e cada um preocupado com a sua lesão (rs), trocando algumas frases rápidas e ofegantes até que os percursos de 21km e 42km se separaram (no briefing disseram que isso ocorreria no km7, mas no meu Garmin mal havia passado dos 5km - meu cansaço dizia que já estávamos no km 18, mais ou menos! rs).




Nessa parte, os meia maratonistas viraram à direita, entrando numa trilha razoavelmente larga e em aclive (chamada de Pampa Alta), enquanto os maratonistas seguiram reto na estrada.
Ali a prova finalmente começou a ficar com cara de prova de montanha: trilhas, lama, charcos, aclives e bosques!



Passei pelo meio mesmo e nem tchuns...

Aproveitei que o povo estava caminhando na trilha em single track à minha frente e tirei a mochila de hidratação para poder retirar uma das jaquetas, pois, com medo do frio, eu acabei largando com 3 camadas de roupa (segunda pele de compressão e duas jaquetas corta-vento) e estava começando a passar 'calor'.

Saindo do bosque a vegetação passou a ser rasteira e o single track teve algumas dezenas de metros de 'mão dupla' (o que me assustou um pouco no início, pois vendo as pessoas vindo na "contramão" eu comecei a achar que eu tinha errado o caminho! É aquela coisa, né, cachorro picado de cobra tem medo de linguiça! rs).

Este foi o ponto mais bonito de todo o percurso, na minha opinião. Era possível ver montanhas com os picos nevados, cursos d'água, bosques com as folhas alaranjadas, enfim, lindo demais!

Quem liga pra dor quando se tem essa vista?!

Tá curtindo, Cris? Ôh!
Dali íamos até uma bandeirinha amarela, fazíamos o retorno e voltávamos alguns metros pela trilha que havíamos usado para subir - desviando dos corredores que vinham atrás -, até que um staff nos indicava uma nova trilha para descermos de volta à estrada.
Essa seria a parte mais gostosa da prova. A descida, embora com algumas raízes, era bem pouco técnica, com terreno macio e muito fácil de se correr.

Desci esse single track num grupinho de uns 4 corredores e em certo momento assumi a liderança do grupo. Nessa hora tive que redobrar a atenção para tentar seguir a trilha (marcada de tantos em tantos metros com um pequeno pedaço de madeira pintado de amarelo) e não me perder (e levar os outros comigo)! Maior responsabilidade! rsrs



Infelizmente, justamente nessa parte do percurso - a parte mais gostosa de toda a prova - eu comecei a sentir os efeitos da falta de preparo físico... Graças a todos os meses que passei em repouso e sem fazer o fortalecimento adequado, estava com as pernas bem fracas... sem os músculos para absorver o impacto das passadas na estrada dura e nas descidas saltando sobre troncos e raízes, comecei a sentir fortes dores nos joelhos e na região onde as bandas iliotibiais esquerda e direita pareciam raspar no osso.

O incômodo era tão grande que, assim que voltamos às estradas planas, não conseguia manter um ritmo constante de corrida. Meu pace caiu para algo em torno de 6:40/km no plano!!! Eu estava me arrastando! Todas as pessoas que eu havia ultrapassado ao longo da trilha começaram a me ultrapassar de volta... mas o pior mesmo eram as descidas. Eu não conseguia nem mesmo trotar ladeira abaixo... eu tinha que parar para caminhar nas descidas mais longas, pois tinha a impressão que meus joelhos iam travar... sensação horrível.




O percurso teve mais uma voltinha estilo out-and-back (ou vai e volta pelo mesmo caminho), num local bem bonito, margeando o Rio Pipo, e ainda cruzei com a Cris durante a volta!

O que é um pontinho verde limão na estrada do fim do mundo? A Cris! 


Minhas pernas começaram a ficar cada vez mais duras e pesadas e eu já estava considerando caminhar no plano (!!!) quando uma voz ao meu lado perguntou sobre a minha câmera. Respondi, perguntei sobre a câmera dele, emendamos um assunto no outro e, quando vi, já estava correndo ao lado dele por quase 3km, e em ritmo constante!
Não fosse o Márcio, do Paraná, eu teria sofrido bem mais para atravessar esses quilômetros finais da prova, com toda a certeza! Valeu pela força, amigo!

Papo vai, papo vem, até esqueci da dor por alguns quilômetros

Pois bem, corremos juntos até mais ou menos a placa do km 19 (que no meu Garmin dava mais ou menos 17km) e quando veio a última subida da prova nem o bate-papo mais animado conseguiu me distrair das dores que eu sentia na região dos joelhos. Agradeci ao Márcio pela companhia e disse a ele que ia ficar por ali mesmo. Comecei a alternar caminhada e trote curtinho e percebi que sentia menos dores se trotasse.
Do alto da ladeira já era possível ver a arena e a linha de chegada, bem como era possível escutar o Maquininha parabenizando todos os corredores que concluíam a prova. Faltava pouco!! Era só descer mais uns 400m e correr mais 1km em leve aclive!

Quem disse que eu consegui correr esses 400m em descida?! Tive que parar para andar... só quando voltei à estrada de terra em leve aclive é que consegui encaixar um trotinho novamente (na casa dos 7min/km! rs).
Eu estava com muita dor e, embora estivesse bastante grato por ter conseguido correr e ter aguentado o tranco até ali sem sentir dores na área das minhas lesões (tíbias), eu não estava mais me divertindo...

Cabeça baixa, cara de dor, sem nem olhar para o relógio... Calma, Gabriel, não precisa mais chorar. Agora acabou!

Cruzei a linha de chegada com bastante sofrimento e cara de choro! rs
Fui para a tenda do pós prova comer e beber alguma coisa e uns 6 minutos depois a Cris apareceu, igualmente com cara de choro! rsrs Se eu soubesse que estávamos tão perto um do outro, teria a aguardado para cruzarmos a linha de chegada juntos.




Claro que eu não fui para lá com expectativa de tempo ou performance. Dadas todas as condições, eu só esperava mesmo concluir a prova sem agravar minhas lesões. Mas quando a gente acaba de correr começam a aparecer na nossa cabeça diversas hipóteses ("se eu tivesse feito isso ou aquilo; se eu tivesse conseguido treinar; se eu tivesse feito um bom fortalecimento muscular; se; se; se;")... enfim, no final, a prova não foi nada técnica, teve muito pouca variação de altimetria (nem 400m de desnível positivo acumulado), teve estradas DEMAIS para uma prova de montanha e o público, de uma forma geral, não era composto por muitos Montanheiros - com "M" maiúsculo mesmo - já que muitas pessoas paravam para andar nas descidas que tinham raízes, ou para passar sobre os troncos e pedras ou mesmo para atravessar as pequenas partes onde havia lama... o que significa que "se bla bla bla bla" eu poderia ter ido muito melhor na prova e obtido uma posição melhor na classificação.

Mas, sinceramente, quem se importa?! O que importa é que fomos até o Fim do Mundo, corremos e sobrevivemos para contar a história!

Sofrendo, mas felizes!


De toda essa história que eu contei, vocês podem tirar três lições:

I - qualquer pessoa pode correr 21km, mesmo sem treino algum;

II - não é muito divertido correr 21km sem ter treinado para essa distância;

III - Como eu já havia dito no Guia Se Ela Corre Eu Corro de Sobrevivência em Trail Running, o bate-papo durante as provas tem um efeito anestésico muito importante! rs

É isso!
Agora é focar na recuperação (DE NOVO) e, se tudo der certo, começar a treinar para os próximos desafios.

Deu até calor! (e depois dessa foto eu peguei uma gripe da p#rr@! kkkk)

JVM representando nos 10, 21 e 42km do Mountain Do Fim do Mundo!


segunda-feira, 31 de março de 2014

Olhar de quem não correu: Igaratá 23k

No último domingo, 30/03/2014, fizemos um bate-volta até a cidade de Igaratá (+/-90 km de São Paulo) para prestigiar a Igaratá 23k - primeira prova de Cross Country organizada pela ZBRclama (responsável pelo circuito XCountry) .

Ainda em repouso (mas me recuperando, finalmente!!!), fui lá apenas para acompanhar a doida da Cris, que resolveu correr sua segunda prova acima de 20km justamente uma semana antes de corrermos a Meia Maratona no Mountain Do do Fim do Mundo, em Ushuaia/Argentina (e, claro, para confraternizar com os muitos amigos da JVM que lá estavam para correr).



Vamos às observações desse expectador: 

A prova foi um sucesso de público. Mesmo sendo a primeira prova organizada pela ZBRclama, e tendo apenas uma opção de percurso, a divulgação foi muito bem feita e a adesão foi muito grande! 

Como se tratava de uma prova de cross country, e não uma prova de montanha 'pura', foi possível observar a presença de público bastante variado - trail road runners dividiram pacificamente as estradas de terra (e alguns trechos de asfalto) dos 23km do belo percurso.

Do ponto de vista de mero expectador, minha opinião é a de que a organização esteve impecável (largada pontual, cerimônia de premiação cedo, espaço adequado para os expectadores e tendas de assessorias, facilidade de se chegar ao local da prova e facilidade para estacionar, muitos prêmios e brindes, medalha colocada diretamente no pescoço do corredor, etc.).

Pelo que conversei com os corredores (e conversei com vários!), a excelência na organização também se refletiu ao longo do percurso: marcação adequada do percurso, espaço suficiente para a grande quantidade de corredores, distribuição adequada de postos de hidratação (claro que os corredores que levaram mais tempo para concluir o percurso sofreram bastante com o calor e a sede, mas mesmo assim não faltaram postos de hidratação) e afins.



Além disso, a prova tinha ainda outro apelo para os expectadores: ao longo da semana que antecedeu ao evento, ficou a promessa velada (em alguns momentos não tão velada assim) de um grande 'duelo' entre dois famosos corredores brasileiros - José Virginio de Morais e Adriano Bastos.

No final das contas, o primeiro lugar ficou para o corredor jundiaiense Tiago Juliano Arcifa Sampaio, que fechou a prova em 1h29:08; o segundo lugar ficou para o mestre José Virginio de Morais que, espantando o cansaço da prova de sábado - onde correu os 21km da Volta dos Romeiros, obtendo a 7ª colocação - concluiu o percurso em 1h33:05; e o terceiro colocado foi Marcelo Avelar, que terminou a prova em 1h33:59. Completando o pódio, o 4º lugar ficou para Caio da Rocha Silva (1h35:56) e o 5º lugar para Fernando Beserra da Silva (1h36:27). 



No embate feminino, o pódio foi formado por Giovanna Rodrigues (1h44:40), Paloma Vasconcelos (1h58:06), Mirlene Picin (1h58:07), Vivian C. Sevilha (2h03:39) e Maria do Carmo Viana (2h06:47).

Apesar de o desnível acumulado ser baixo para a distância (e da baixa exigência técnica do percurso, já que este foi praticamente 100% em estradas), teve gente reclamando da dificuldade 'de outro mundo' da prova... bom, eu não corri então não posso opinar...



Enfim, a prova foi um sucesso e mal posso esperar para participar da próxima edição - prevista para setembro. Dessa vez, quero participar como corredor, porque essa vida de expectador e fotógrafo dos amigos está acabando comigo! 



Você pode ver as fotos em nossa página do facebook: facebook.com/seelacorreeucorro

Para finalizar, segue um vídeo do sprint final da Cris: http://youtu.be/lGy45WhvnqI


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Um adendo: parece que houve um problema com a classificação/premiação dos corredores com relação ao tempo líquido (previsto no regulamento) e o tempo bruto (aplicado em alguns casos)... vamos ver como o caso se desenrola.

Outro adendo: a situação se desenrolou e a premiação/classificação foi devidamente alterada.