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sábado, 2 de janeiro de 2016

Pé na trilha: Avaliação de Mochila de Hidratação Curtlo X-Skin Pró [REVIEW]

Olá, olá!

Pelo visto, vocês gostam mesmo de avaliações de equipamentos hein!
O review das mochilas de hidratação da Ultimate Direction e Kailash que escrevi em março - e continuo atualizando - rapidamente se tornou sucesso de crítica e público, com mais de 2000 visualizações (e aumentando a cada minuto!).

Mas vamos ao novo episódio de Pé na Trilha! O alvo dessa avaliação é a mais nova mochila de hidratação da marca brasileira Curtlo: a X-Skin Pró!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Relato - Copa Brasil de Corrida em Montanha - Campos do Jordão

No último domingo (20/12) rolou a Copa Brasil de Corrida em Montanha - Etapa Campos do Jordão e lá estávamos nós... mas por onde começar o relato?

Já havíamos decidido encerrar nossa temporada """competitiva""" após o ZigZag Vertical, mas duas semanas depois recebemos o convite da organização para participarmos também da etapa final da Copa Brasil.

Não sabemos falar não para convites assim =)
Apesar da agenda já cheia de compromissos, fizemos uns ajustes e conseguimos programar o bate-volta insano para Campos do Jordão (saindo de SP antes das 6h da manhã para chegar lá em tempo de retirar os kits).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Relato: 'Double' ZigZag Vertical - Santo Antônio do Pinhal

Prontos para mais um relato de prova?

Eis o terceiro relato na terceira semana consecutiva!
A prova da vez foi o Zigzag Vertical, uma prova de trilha uphill saindo de Santo Antônio do Pinhal (SAP) e terminando em Campos do Jordão.

A prova tinha um preço razoável se você optasse por doar um livro na ocasião da retirada de kits e ainda conseguimos um código de desconto, então a inscrição saiu por um preço bem acessível.

Sendo nossa última prova do ano, o objetivo era encarar a prova como uma zoeira. Iríamos eu, Cris, Will e Bruna, todos vestidos com o já famoso uniforme do Aloha Run 2015.

Apelidamos a prova de Zigzag da Zoeira Vertical.

#partiu-Zigzag-da-Zoeira-Vertical

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Relato: K21 Serra do Japi - Welcome to the sufferfest

Bora lá para mais um relato de prova no mês de novembro (é o terceiro já!)!

Em 2013, depois de "pegar" uma canelite morfética dos infernos (que me acompanhou por praticamente um ano e meio) em razão de ter encavalado prova atrás de prova por meses a fio, havia prometido a mim mesmo que não voltaria a cometer esse erro.
Mas aí a gente melhora, para de sentir dor, vê os amiguinhos correndo provas e mais provas, se empolga e, quando vai ver, já está inscrito para 3 provas em 3 finais de semana seguidos (a terceira prova, no caso, será na semana que vem - 06.12).

A Cris estava com bastante vontade de correr a K21 Serra do Japi desde o ano passado. Eu, por outro lado, queria muito conhecer a Serra do Japi (por ter sido criado nessa região), mas não estava muito animado para a prova em si.
Acabamos fazendo a inscrição, mas a cada semana - quando anunciavam os 1000, depois 1500 e, finalmente, 1600 inscritos - eu ficava mais arrependido da decisão.


Mil e seiscentas pessoas é muita coisa para uma prova em trilha... pelo menos essa é a minha opinião e a opinião de todas as pessoas com quem conversei.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Circuito das Serras - Etapa Paranapiacaba 12km

O que dizer sobre Paranapiacaba?

Aqui na região de São Paulo - Capital, 2 de cada 3 corredores de montanha nutrem um carinho especial por esse distrito de Santo André.
Seja por que esta foi sua porta de entrada para o trail running, seja pela certeza de que - não importa quais sejam as condições climáticas no resto do Estado de São Paulo - você irá encontrar neblina, chuva e muita lama.

No nosso caso, Paranapiacaba foi nossa primeira prova trail no Brasil, lá para o início de 2013. Em 2014 eu estava aguado para correr por lá novamente, mas uma lesão me deixou de fora, chupando o dedo, enquanto a Cris corria... eu já havia até comprado um Salomon SpeedCross em dezembro de 2013 pensando especificamente nessa prova, mas ele teve de aguardar mais de um ano até ser batizado na lama de Paranapiacaba!

E então surgiu o Circuito das Serras 2015 com uma etapa localizada justamente ali. Oportunidade que não poderíamos deixar passar, logicamente.

Fizemos a inscrição para os 12km (pois o mês de novembro já estava bem cheio em nosso calendário e não seria prudente encaixar mais uma prova de 21km ali no meio) e aguardamos ansiosamente a data da prova.

A altimetria divulgada no site da prova não impressionava nem um pouco (200m de ganho de elevação em pouco mais de 11km)... mas a gente já sabia que o atrativo desse percurso seria outro.

Altimetria divulgada para os 12km do Circuito das Serras - Paranapiacaba
Como de costume, o feriado de finados veio acompanhado de muita chuva, para garantir mesmo que o terreno estaria pura lama.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Traquinagens de outubro (e uma enxurrada de fotos)


Após nosso retorno oficial às provas, no finalzinho de setembro, eis o que aprontamos no mês do Halloween, com muitas travessuras e muitas gostosuras:

Quem nos acompanha no Instagram já sabe que a Minnie costuma sair para trotar com a Cris de vez em quando.


Mas dessa vez surgiu a oportunidade de, finalmente, levarmos nossa filhota de 4 patas para estrear nas trilhas! Foram 13km de bastante lama e árvores caídas, e apesar de ter sido um pouco difícil para a Minnie assimilar os obstáculos (afinal, ela foi criada na Capital, empinando pipa no ventilador rs), ela se divertiu bastante! O vídeo abaixo não me deixa mentir:

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Relato: Corrida dos Eucaliptos 2015 #ForçaRenato

Voltamos à nossa programação normal! rs

Esse final de semana retornamos às provas, após um hiato de mais de 4 meses desde a última competição.

A prova escolhida foi a Corrida dos Eucaliptos, organizada pela ZBRClama, do nosso amigo Renato Cavallieri.

Percursos e altimetria
A proposta era simples: madrugar no domingão, pegar a estrada por 1h30 até Santa Branca e sentar o sarrafo nas estradas de terra da Fazenda Santa Branca. rsrs

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Relato: 2º Desafio 28 Praias - Ubatuba

Aloha!

Cá estamos novamente!

Após o estrondoso sucesso da primeira edição do Desafio 28 Praias, em julho de 2014, decidimos reunir o Aloha Run mais uma vez para fazer frente ao desafio em 2015.

No ano anterior, como vocês sabem, fomos mal treinados e uniformizados de havaianos e fechamos a prova em 4h32, no quarto lugar entre os trios masculinos.

Esse ano fizemos alguns ajustes na estratégia com o objetivo de papar um lugar no pódio. Claro que a fanfarronice e a diversão continuariam sendo parte essencial da equipe, mas além disso resolvemos inverter a ordem dos corredores, adequando cada trecho ao corredor que melhor se adaptava ao terreno.

Desse modo, o Gustavo passou o primeiro trecho (>12km com 650mD+) para mim e eu passei os trechos 2 e 3 (+/-11km com 150m D+) para ele. O Will manteve os trechos 4 e 5 e tinha a missão de tentar melhorar sua já excelente performance do ano anterior. Eu acreditava que, se estivesse inspirado, conseguiria baixar o tempo do Gustavo em uns 6 ou 7 minutos e tinha a certeza de que o Gustavo iria conseguir limar pelo menos uns 10 minutos do meu tempo do ano passado.

E assim, no sábado de manhã, colocamos nosso novo uniforme, posamos para algumas fotos e nos dirigimos aos nossos pontos de largada.


Bigode: o sinal máximo do comprometimento com a equipe
Impossível negar que eu estava bastante nervoso. Afinal, a responsabilidade era grande! Eu havia decorado as parciais do Gustavo no ano anterior e sabia mais ou menos quanto tempo eu deveria fazer nos km 5, 7 e 10 para baixar o tempo dele. Só não sabia quanta força teria de fazer para conseguir essa proeza.

Para não "poluir" o uniforme, resolvi que não levaria mochila de hidratação. Ao invés disso coloquei duas garrafas flexíveis da Ultimate Direction nos bolsos da bermuda de compressão e torci para que os 400ml de cada garrafa bastassem para concluir o percurso.

Diferentemente do que costumo fazer, resolvi que largaria lá na frente, para não perder tempo ultrapassando os corredores mais lentos nos quilômetros iniciais.

Às 7h15 soou a buzina e sebo nas canelas! Tentei acompanhar o pelotão de frente, mas depois de uns 300m vi que o que estava fazendo seria um tiro no pé. Estava muito rápido para o meu gosto e corria o risco de quebrar antes de completar 1km e estragar os planos da equipe.

FÓÓÓÓÓÓNNNNN - tentando acompanhar o pelotão de frente na largada
Mesmo tendo tirado um pouco o pé do acelerador antes de completar 500m o estrago já estava feito. Assim que surgiu a primeira subida, em estrada de terra, fui forçado a dar uns 5 ou 6 passos andando para recuperar o fôlego. E eu já havia treinado nessa estrada antes e sabia que era possível percorrê-la inteira sem parar para andar... "paciência, Gabriel, aos poucos você recupera isso", eu dizia para mim mesmo.

Os primeiros 3 ou 4km alternam subidas e descidas em estrada de terra e são bastante corríveis. Minha estratégia era fazer esses quilômetros de forma bem forte e tentar alcançar os "retardatários" das duplas e solos que haviam largado às 7h antes que eles entrassem na trilha.

O percurso conta com 3 ou 4km de estrada de terra e o restante é de puro single track (com uns 200m de praia de areia fofa), isto é, uma vez dentro da trilha não haveria muitas oportunidades de ultrapassagem.

Tá aí a Altimetria do trecho 1

Infelizmente, só consegui alcançar os corredores mais lentos das duplas e solos depois de entrar na trilha. Felizmente, a maioria deles foi bem gentil e abria passagem sempre que eu pedia.

Para os que estavam muito concentrados em seus fones de ouvido ou cansados demais para interpretar meus pedidos de licença eu simplesmente lançava um "PELA DIREITA/ESQUERDA" e enfiava o corpo entre o barranco e o corredor. Sem maiores estresses. rs

Considerando que estávamos contornando a costa, o single track era sempre entre um barranco para baixo (direita) e um barranco para cima (esquerda), então eu tinha que aumentar a velocidade para sair da trilha, subir o barranco e fazer a ultrapassagem "andando pela parede" (quase um parkour rs), mas sem comprometer a segurança dos outros corredores e a minha.

Consegui ultrapassar bastante gente nas subidas (eu estava bastante "inspirado"... mesmo nos trechos mais inclinados eu fazia questão de andar o mais rapidamente possível, deixando para recuperar o fôlego somente quando ficava preso atrás de alguém na trilha) e, surpreendentemente, consegui ultrapassar ainda mais gente nas descidas!

Eu me considero bastante pato nas descidas, mas ainda assim tentei segurar o corpo o menos possível e deixar a gravidade fazer o resto. Total desapego aos dentes! kkkk

Mesmo nas travessias de riachos com pedras (4 ou 5 travessias dessas pelo percurso) eu dava um jeito de ultrapassar os corredores mais cautelosos. Ou eu saía correndo pelo meio do curso d'água sem considerar o risco de torcer o pé/escorregar/cair, ou então eu pegava embalo e simplesmente saltava sobre o riacho (e voava por cima de um ou dois corredores no meio do caminho, me sentindo o próprio "Cavalo de Fogo"! rsrs).

Ok...um cavalo roxo, com crina ruiva, voando numa nuvem de purpurina não é um símbolo muito condizente com meu bigode
Quando atingi a marca de 5km vi que estava 4min mais rápido que o tempo do Gustavo. No km 7 estava quase 10min mais rápido. Fiquei um pouco preocupado de gastar energia demais no começo da prova e ter de me arrastar nos quilômetros finais, mas o "modo competição" estava ativado e eu não estava disposto a relaxar o passo.  Como disse o Gustavo, quem usa bigode é obrigado a sustentar a pose! rs

Lá pelo nono quilômetro comecei a ficar preocupado... minha água estava quase no fim. Ainda faltavam 3km e algumas subidas (inclusive uma bem violenta) e comecei a racionar a água. "Bebia" só uma gotinha por vez.

Ao longo do trajeto bastante gente mexia comigo - era "mexicano" daqui, "mariachi" de lá - e isso me motivava ainda mais! Teve até um caso que achei engraçado que foi um rapaz que me passava nas subidas e eu o passava de volta nas descidas... lá pela 4ª ou 5ª vez que ele passou por mim ele disse "Ôh, Chapéuzinho, quantos chapéuzinhos têm aqui na trilha? Eu te passo toda hora e daqui a pouco você aparece na minha frente outra vez!" rsrs

Continuei forçando o ritmo e lá pelas tantas deu pra ver a praia de Caçandoca e o PC 2 lá embaixo. Era só completar mais essas centenas de metros finais e passar a bola adiante. A organização havia colocado uma corda para auxiliar na descida do morro para a praia mas, ao invés de a utilizar, inclinei o corpo para a frente e dei umas passadas largas e um salto para chegar logo na areia e dar um sprint final.

Com o coração na boca passei o chip pro Gustavo, que fez questão de me dar um abraço antes de sair correndo, e só então pausei o Garmin: 1h31!
Nos meus sonhos mais loucos e ousados eu imaginava que faria o trecho em 1h44-1h46! O Gustavo havia feito em 1h52 em 2014!

A minha parte estava entregue! Dali para a frente caberia aos demais Mariachis do Aloha Run carregar a tocha com empenho até o pórtico de chegada.

Mantivemos contato por whatsapp e estávamos sempre informados do desempenho dos demais integrantes.

O Gustavo fez os trechos 2 e 3 em aproximadamente 52 minutos (incluindo a travessia do Rio Maranduba pelo meio da água, ao invés de pegar o barco da organização) e destruiu meu tempo do ano passado (mesmo que o percurso tenha sido alterado entre os PC's 2 e 3, a distância final foi a mesma).

Enquanto esperava o Gustavo chegar, o Will ficou contando quantos trios passavam pelo PC. Quando o Gustavo entregou o chip a ele a estimativa era que havia somente dois trios na nossa frente. Bastava administrar que uma vaga no pódio seria nossa. Ele não só administrou como ainda conseguiu baixar alguns minutos do seu tempo de 2014! Monstro!

Will focado na chegada (nem desviou o olhar para as moçoilas ao fundo rsrs)
Voando baixo!
Por motivos alheios à nossa vontade, não foi possível presenciar a chegada do Will e tirar foto com os três cruzando a linha ao mesmo tempo. No total estávamos em 5 equipes (2 trios, 2 quartetos, 1 dupla) e a logística acabou ficando embolada, então só chegamos à Praia Dura muito tempo depois de o Will ter terminado a prova.

Claro que isso não impediu nossa farra, já que assim que conseguimos nos reunir outra vez fizemos questão de tomar uma cerveja com tequila e tocar nossas violinhas para celebrar! rs




Além da nossa festa, eu estava bastante feliz pela Cris.
Ano passado ela estava inscrita mas não pôde correr em função do rompimento de um ligamento do tornozelo e esse ano ela montou um trio com a irmã (Karol) e uma amiga (Milena) e ficou responsável pelo trecho 1 (finalizado em louváveis 2h04!).

Cris largando para os 12km do Trecho 1

Trio Feminino Se Ela Corre Eu Corro finalizando o Desafio 28 Praias

Enquanto bebericávamos nossas cervejas e ouvíamos piadas acerca de nossos bigodes, a organização tratou de postar no mural o resultado parcial. Adivinha só: Aloha Run em terceiro lugar nos trios masculinos, com 4h02:17 de prova! 20º melhor tempo no geral (de 287 equipes que concluíram a prova abaixo de 7h).

Mais sucesso que nosso uniforme, só o uniforme da Minnie




Ah, meu amigo, aí a euforia ficou como a zoeira: sem limites!



Felicidade incomparável de ver a execução de um projeto sair ainda melhor que o planejado!

Mas a ficha só caiu mesmo quando fomos chamados ao pódio e a galera começou a entoar "Mexicanos! Mexicanos! Mexicanos!"... surgiu até uma bandeira do México ali no meio! Surreal! rsrs





O melhor de tudo foi a constatação de que toda a zica que me perseguiu durante todo o ano de 2014 foi deixada para trás, uma vez que meus dois objetivos desse primeiro semestre foram atingidos com sucesso (25km sem sofrimento na Trail Adventure Torres de Paine - Chile; e pódio no Desafio 28 Praias de Ubatuba!).

E eu achando que depois dos 30 anos não pegaria mais nenhum pódio!
Por fim, palmas para organização que mais uma vez orquestrou uma prova impecável, muito bem demarcada, com muitos staffs ao longo das trilhas, postos bem abastecidos, rápida divulgação dos resultados e excelente estrutura!

Fica agora a questão: Se em 2014 fomos de havaianos e em 2015 de mexicanos, qual será o uniforme de 2016?

terça-feira, 3 de março de 2015

Pé na Trilha: Avaliação de Mochilas de Hidratação [REVIEW]

Originalmente não pensava a voltar a escrever reviews e avaliações de equipamentos, mas como percebi que o review do Asics Fuji Racer que escrevi em 2013 ainda é um dos links mais clicados no blog, resolvi retomar a seção "Pé na Trilha".

Dessa vez falarei de algo muito importante para nós trail runners: equipamentos para hidratação!



Grande parte das provas de montanha estipula em seus regulamentos que não haverá postos de hidratação ao longo do percurso, ou que haverá apenas postos de reabastecimento (o que significa que vão disponibilizar alguns galões d'água e cada corredor deverá se servir do galão para se abastecer, ao invés de simplesmente pegar um copo ou garrafinha lacrada e sair correndo).

Particularmente, concordo com essa regra.
Num mundo ideal, as pessoas teriam bom senso e descartariam os copos e garrafas utilizados somente na área designada pela organização da prova para este fim. Mas sabemos que o mundo está longe de ser ideal e o que não falta é espírito de porco descumprindo a regra de ouro de não deixar vestígios e jogando lixo a torto e a direito pelas trilhas.

Respira, respira, calma.... Enfim, mesmo nas provas onde há distribuição de copos d'água, ainda que exista previsão de postos de hidratação de tantos em tantos quilômetros, convenhamos que estamos falando de corrida de montanha. Nunca se sabe se um km vai levar 4min30s ou 38min17s! Ou mesmo se você vai encontrar água no PC... às vezes acaba, acontece.

Então nada melhor do que ser autossuficiente com relação à água.

São muitas as opções nesse campo e cada uma delas apresenta suas vantagens e desvantagens. No fim das contas, a melhor opção é uma escolha pessoal. Como dizem em Minas, "Cadum-cadum".

Por muito tempo usei pochetes/cintos de hidratação, depois aderi às mochilas/coletes de hidratação e agora estou numa fase em que tenho curtido bastante a handheld ("porta-squeeze"?).

Vamos por partes:

Cinto de hidratação/pochete Kalenji
Comprei esse cinto quando estava "treinando" para a São Silvestre de 2012... devo ter pago em torno de R$60,00. Corria apenas nas ruas e nunca havia um bebedouro para aliviar a sede, então optei pelo cinto com 4 garrafinhas (110ml). Como o cinto tem uma grande superfície em velcro, é possível personalizar sua utilização e adequá-lo às suas necessidades.
Por exemplo, comprei uma garrafa maior (275ml), tirei duas das garrafas de 110ml e utilizei o suporte para carregar uma lata de spray anti-inflamatório (Inspetor Bugiganga? quase nada!).

Pochete acima da cintura. Dá pra ver ali a lata de spray, parte da pochete e uma garrafinha
Pochete na altura dos glúteos

Para mim, a principal desvantagem do cinto/pochete é o limite na quantidade de água. Outro ponto negativo é o constante ajuste que se faz necessário para evitar que as garrafas fiquem balançando sem parar enquanto corro. Para manter o cinto bem fixo, gosto de deixá-lo bem apertado um pouco abaixo do umbigo (o que acaba pressionando um pouco a bexiga depois de algumas horas).
A Cris, por sua vez, prefere deixá-lo na altura dos glúteos. De um jeito ou de outro, uma hora você vai ter que reajustar o "aperto" do velcro.



Usei esse cinto por bastante tempo e, às vezes ainda volto a buscá-lo.

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Quando passei a correr provas mais longas e demoradas senti necessidade de procurar uma mochila, pois a pochete já não daria conta de carregar tudo o que eu pretendia levar. Além disso, aumentando as distâncias e o nível de dificuldade das provas, algumas organizações exigem que você carregue alguns equipamentos obrigatórios (anorak, headlamp, cobertor de emergência, etc).

Assim, aproveitamos uma viagem ao exterior e compramos nossas novas companheiras de aventura:

Ultimate Direction AK Race Vest
Simples, leve e funcional.
Resumidamente, essa é a descrição perfeita para o AK Race Vest. Considerando que o "AK" vem de Anton Krupicka (meu ídolo), era de se esperar que a mochila/colete fosse o mais simples possível.
Mas não se engane! Ela é simples mas não deixa a desejar!
Com a mochila/colete vieram duas garrafas de ~600ml, que são colocadas nos bolsos frontais, na altura do peito.
Inicialmente estava preocupado com a possibilidade de as grandes garrafas ficarem chacoalhando no meu peito e eventualmente batendo na minha cara (rs), no entanto, uma vez ajustadas as fitas peitorais e laterais, você mal percebe que está usando o colete. Sim, é confortável assim!
O barulho de água chacoalhando existe, mas é muito menor do que o ruído daquelas camelbaks tradicionais, cheias de ar, que a gente vê (ou ouve?) por aí! Com o passar do tempo você se acostuma com o barulhinho e ele não incomoda.




Além dos bolsos frontais para água, existem 4 pequenos bolsos frontais com velcro. Não dá pra colocar muita coisa, nem coisas grandes, mas pelo menos você consegue garantir rápido acesso aos géis, cápsulas de sal, rapadura ou o que quer que você precise usar durante uma prova ou treino longo.

Notar os pequenos bolsos com velcro (acima e abaixo do suporte para squeeze)

Pequeno bolso traseiro com zíper

Na parte de trás há um compartimento principal em power mesh expansível - onde é possível guardar celular, corta-vento, reservatório de água de até 1,5L ou até mesmo crampons (não que você vá usar isso aqui no Brasil, né, mas se o Anton carrega na dele, então você pode carregar na sua! rs)  - e dois pequenos bolsos com zíper (pra não perder a chave de casa/carro, por exemplo), além de um elástico onde é possível fixar uma jaqueta com tranquilidade. Logicamente, você não conseguirá acessar esses bolsos traseiros enquanto corre, a menos que retire a mochila (ou tenha braços hiper flexíveis rs).
O material é extremamente respirável - o que pode ser bom para evaporar a transpiração; ou ruim caso você queira guardar algo ali que não pode ser molhado.
Fora isso, o acabamento é digno de menção: impecável! Materiais resistentes e confortáveis, sem pontos de fricção que possam causar assaduras.

São diversos os ajustes possíveis, uma vez que a mochila conta com duas fitas de ajuste na parte frontal (essas fitas deslizam verticalmente em trilhos) e uma tira de ajuste em cada lateral.

A mochila é vendida em dois tamanhos (P/M e M/G). O ideal é provar para saber qual tamanho melhor encaixa em você. Como comprei pela internet, achei que seria naquele padrão americano (onde qualquer coisa P fica gigante em mim), comprei o P e me enganei. Ficou um pouco apertado (e está estocado em casa, caso alguém esteja interessado em comprar VENDIDO)!
Depois comprei o tamanho M/G, e este se adaptou muito bem.

Compartimento principal e pequenos bolos com zíper (e um flyer da TrailAdventureChile, just in case...)

Adoro esse colete. É tão cômodo que uso até para provas e treinos mais curtos. Não tenho do que reclamar.

A única questão "polêmica" com relação a esse colete diz respeito às garrafas originais. É 8 ou 80. Ou você ama, ou você odeia.
Elas possuem um bico no estilo mamadeira e você tem que puxar com os dentes, morder o bico e sugar a água. Se você estiver muito cansado, pode ser trabalhoso. No entanto, se você não se adaptar ao bico, basta trocar de garrafa! Pode usar sua garrafinha de gatorade, seu squeeze do candidato a vereador ou o que mais quiser! rsrs
A verdade é que qualquer uma dessas garrafas é mais fácil de reabastecer e de limpar do que uma bolsa/reservatório d'água (bladder)! Além do mais, com as garrafas você sempre sabe exatamente quanta água ainda possui, ao passo que com o reservatório d'água nas costas você só pode chutar a quantidade de água restante.

Atualmente estou usando as garrafas flexíveis da Ultimate Direction e estou gostando bastante!

Tomando minha papinha, de boas, no balanço... e as garrafas flexíveis nos bolsos frontais
Bônus: ótima para carregar cervejas e quitutes para assistir jogo de futebol na TV ou para curtir o carnaval pelas ruas.


Pausa para reposição de líquidos e carboidratos durante um treino "transpraiano"
UPDATE (18.11.2015): Após praticamente dois anos de uso intenso, a mochila está começando a demonstrar desgaste na malha do suporte para squeeze, mas nada de muito preocupante.
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Ultimate Direction PB Adventure Vest

Aproveitei uma excelente promoção e levei pra casa também uma Ultimate Direction PB Adventure Vest.
Com maior capacidade de carga que o AK Race Vest e o mesmo conforto, a PB é a pedida certa para aquelas provas que exigem uma longa lista de equipamentos obrigatórios.

Além dos bolsos frontais para carregar as garrafas d'água, ainda existem dois bolsos com zíper nas alças do colete, onde dá pra colocar tranquilamente um smartphone e algumas barrinhas de cereais, géis e afins. Nos dois lados de cada suporte para garrafa há um bolso em mesh expansível capaz de armazenar gel, buff, lixo, etc. Abaixo das garrafas, temos dois pequenos bolsos com velcro, iguais aos presentes no AK Race Vest.




Na alça esquerda da mochila, acima do bolso com zíper, existe um apito de emergência (equipamento obrigatório em algumas provas).


Mas a diferença principal fica na parte traseira: dois compartimentos com zíper para guardar tudo que você precisar, puder e quiser carregar! E cabe coisa, viu!
Em uma recente expedição ao Itatiaia fiz questão de testar a capacidade de armazenamento da mochila e o comportamento dela quando cheia e em movimento.


Notar garrafa nas costas
Notar a garrafa extra de 600ml nas costas
Coloquei anorak, trekking poles, mais de 1.5L de água, comida, repelente, máquina fotográfica, sunga, toalha, etc., etc., etc.! Coube tudo e deu pra trotar normalmente! Claro que você sente que está carregando coisas, mas a distribuição de peso é muito boa!

Um dos compartimentos traseiros é resistente à água (talvez até mesmo impermeável...nunca testei isso). O lado bom é que mantém suas coisas secas lá dentro. O lado ruim é que suas costas ficam ensopadas de suor, já que ele não tem por onde evaporar.
O outro compartimento traseiro com zíper é um bolso em mesh expansível no qual você pode guardar uma jaqueta, por exemplo.

Bolso traseiro/lateral
Na parte lateral da mochila, em ambos os lados, existe um bolso em mesh com zíper, capaz de guardar alimentos, lanternas, chaves, luvas e etc. Atrás desse bolso existe um compartimento fechado com velcro em que é possível guardar mais algumas coisas. Há, inclusive, um laço elástico para segurar uma garrafa extra d'água (vide duas fotos acima).
As opções de armazenamento são inúmeras. Se você tiver a síndrome de Inspetor Bugiganga, como eu, estará feito (ou frito, já que vai achar um desperdício ter tantos bolsos e correr com a mochila vazia! rsrs).

Em suma, uma excelente mochila (capaz de carregar todos os 927 itens obrigatórios da KTR)!

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Ultimate Direction Jenny Collection Ultra Vesta
Primeira mochila/colete de hidratação feita por mulheres e para mulheres (o que significa que não é apenas uma versão tamanho PP e cor de rosa dos coletes masculinos), o Ultra Vesta foi a escolha da Cris.



Ele também possui a capacidade de carregar garrafas d'água (embora menores, na média uns 300ml) em bolsos frontais, mas a Cris acabou optando por usar uma bolsa-reservatório d'água de 1L no compartimento principal traseiro da mochila.

Testando o uso das garrafas nos bolsos frontais

Aliás, são três os compartimentos com zíper na parte traseira:

Bolsos com zíper nos lados esquerdo e direito e um bolso com zíper no centro
1- Compartimento principal, o que fica em contato direto com as costas, cabe um reservatório de água de 1 litro certinho. Possui elásticos para que a bolsa não 'murche' e escorregue para o fundo da mochila conforme a água for acabando e dispõe de saída (para ambos os lados) para a mangueira da bolsa de hidratação.

Compartimento principal
2- Compartimento intermediário, um pouco menor que o principal, onde cabe uma jaqueta corta vento, manguitos, cobertor de emergência, etc.
3 - Pequeno bolso para colocar celular, documentos ou outros itens menores. Nesse bolsinho veio um elastiquinho para cabelo, "um mimo", nos dizeres da Cris.

No canto esquerdo dá pra ver "o bolso dentro do bolso" rs
Já na parte da frente, a disposição é a seguinte:
1 - bolso esquerdo, amplo e com velcro, tem sua base maior que a boca e cabe gel, bananinha, barrinhas e até um celular, caso ele não seja um semi-tablet!
2 - bolso direito tem o fecho em zíper e, internamente, tem um compartimento para que objetos pequenos não caiam caso precise abrir o zíper (um bolso dentro do bolso).
3 - dois bolsos em que seriam colocadas as garrafinhas de 300ml, um em cada alça da mochila, que também podem ser utilizados para colocar óculos escuros, luvas, gel, máquina fotográfica, etc. Esses bolsos possuem acesso super fácil e por isso são ótimos para aqueles itens que você pode precisar pegar sem ter que parar de correr.

Assim como no PB Adventure Vest, na alça esquerda da mochila há um apito de emergência.


Assim como nas mochilas masculinas, a construção em formato de colete garante uma boa distribuição de peso e permite uma série de ajustes de forma que a mochila não fique sacolejando por aí enquanto você corre.

Notar fita inferior afrouxada

Segundo a Cris, "além de bonita, a mochila veste bem no corpo, como se fosse um colete e, mesmo com a capacidade completa da bolsa de água, não fico com a sensação de sacolejo, somente o barulho da água mesmo que acabei me acostumando. Outro detalhe importante é a facilidade de regulagem das duas fitas frontais. Com praticamente 'um toque' a fivela é facilmente apertada/afrouxada. Aperto a fivela nas descidas estilo 'taca-le pau' para que não fique chacoalhando e dou uma afrouxada na fivela nas subidas, onde fico mais ofegante e incho mais o peito para respirar".



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Kailash Camp25
Não contente com a quantidade de mochilas que tenho - embora muito contente com elas rs - acabei comprando uma ainda maior, de 25L de capacidade, para usar como mochila de ataque na viagem que faremos ao Chile e para eventuais aventuras de mais de um dia.
Sim, sim, quando se trata de equipos sou uma pessoa bem impulsiva! rsrs
Como mochila de ataque a Camp25 é excelente. Sua capacidade de carga é impressionante e não afeta a capacidade de carregar uma bolsa-reservatório de água (até 2L, salvo engano) em compartimento próprio.
A mochila possui duas fitas estabilizadoras (na altura do peito e na altura do umbigo), uma rede externa para armazenar capacete de bike, jaquetas e etc., um bolso em mesh de cada lado (onde é possível colocar um squeeze, por exemplo, e ainda possui uma capa de chuva embutida.

Notar a rede externa e os bolsos laterais telados

A fita peitoral desliza verticalmente num trilho, de forma que você pode ajustar sua altura da forma como achar melhor.



Ponto positivo também para os bolsos com zíper na barrigueira! Dá pra colocar bastante tralha nesses bolsos (bisnaguinha, gel, celular, câmera, buff, etc.)!


Em um só bolso: 2 GU's, 1 bananinha e uma papinha!
Ok. Mas como ela se comporta em ação? Vejamos:





Levei-a para testar no Itatiaia e, bom, ela não é nenhum colete da Ultimate Direction...rsrs
Mesmo tendo feito os ajustes nas fitas (peitoral e na cintura) corretamente - e embora eu tenha colocado tralhas demais na mochila - a verdade é que a mochila chacoalha mais que vara verde. Se fosse uma prova eu teria ficado bem irritado e, possivelmente, assado em alguns pontos de fricção!

Notar as fitas estabilizadoras
Além disso, tratando-se de uma mochila para corridas de aventura (onde o pessoal precisa carregar trocentos quilos de equipamentos obrigatórios), é injusto compará-la com uma mochila de hidratação pura.




A Cris, por sua vez, utiliza uma versão menor dessa mochila - a Camp 12 - nas provas e aventuras que exigem maior capacidade de carga e não tem do que reclamar.

Kailash Camp12 atacando o cume do Cerro Paine
Camp 12 no caminho para o cume do Quetrupillán

No topo do Quetrupillán, com o Villarrica expelindo cinzas ao fundo


UPDATE (11.03.15): Reajustei as alças e fitas estabilizadoras da mochila e passei a usá-la para carregar minha roupa de trabalho num trote trabalho-casa (run-commuting/corrida-amiga). A capacidade de carga se mostrou ideal e o ajuste nas alças melhorou bastante o comportamento da mochila... mas ainda assim ela sacode mais do que estou acostumado. Para trotar do escritório para casa será uma companheira valiosa; para correr provas de montanha, talvez não...
UPDATE (18.11.15): Tenho usado bastante essa mochila para carregar minha roupa durante a corrida do trabalho para casa (calça social, camisa, sapatos, paletó, cinto... média de 3,5kg) e reparei que ela tem alguns pontos de fricção que acabam 'estragando' as camisetas (em algumas áreas, a camiseta fica cheia de bolinhas ou chega mesmo a desfiar).

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Porta-Squeeze Kailash - Handheld ("pochete de mão"?!)
Por último, mas não menos importante, temos a opção dos porta-squeezes, a.k.a. Handhelds (em alguns lugares chamados de pochete de mão).
Nada mais são que suportes elásticos para carregar o squeeze na mão, sem precisar fazer pressão com os dedos em volta da garrafa o tempo todo.
Esse que tenho, da Kailash, possui um pequeno bolso com zíper onde costumo guardar meus documentos e a chave de casa enquanto corro. Também daria para colocar um ou dois sachês de gel.
Faz-se necessário algum tempo de uso para que você se adapte ao porta-squeeze. Afinal, todo o peso da água fica na extremidade da alavanca (seu braço), então você pode se cansar um pouco no começo ao levar o squeeze cheio d'água para frente e para trás, para frente e para trás, para frente e para trás enquanto corre.

Coloquei tanta coisa no bolso com zíper que o squeeze até tombou! rs

Vantagens: a água já está na sua mão, então você acaba bebendo com mais frequência. Você não precisa ficar com preguiça de tirar a garrafa da pochete ou da mochila e depois ter que guardar outra vez. Outra vantagem é que te deixa com aparência de ultramaratonista americano badass:


Brincando de Krupicka/Krar/Olson e afins com a minha handheld

Desvantagens: como a água já está na sua mão e você vai beber com mais frequência, pode acabar bebendo água demais e precisar ir ao banheiro...rsrs
Fora isso, a água acaba esquentando muito rápido em contato com a palma da sua mão.
Ainda assim é uma opção bastante prática.
Bônus: é ótima para esguichar água em cães vadios que correm atrás de você pelas ruas enquanto você treina. True story.

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Essas são as opções testadas e utilizadas por mim. E vocês, o que costumam usar?
UPDATE (Janeiro 2016): testamos também a mochila Curtlo X-Skin Pró