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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Relato: KTR 16km - The Good, The Bad and The Ugly



Em 2014, quando surgiu a KTR - Kailash Trail Run - em Passa Quatro/MG, vimos as fotos e os vídeos publicados e ficamos encantados. Uma prova em alta montanha (para os padrões brasucas), tendo como cenário a belíssima Serra Fina, tinha tudo para dar certo.

No entanto, os relatos que lemos e as conversas que tivemos com quem enfrentou o desafio de correr a KTR em 2014 fizeram com que decidíssemos não corrê-la em 2015, pois quando as inscrições começaram nós ainda estávamos no estaleiro em trabalho de recuperação de lesões.

Além disso, tudo indicava que seria absolutamente necessário um trabalho de preparação específica para esse evento, coisa que não caberia nos nossos planos para o primeiro semestre de 2015.
Some-se a isso e extensa lista de equipamentos obrigatórios e o histórico de perrengues sofridos pelos corredores do ano anterior (muitos dos quais se perderam) e a KTR 2015 estava definitivamente fora de cogitação para nós.

Mas o destino é um fanfarrão e, faltando uma semana para a prova, duas inscrições apareceram em nossos colos (dois amigos não poderiam mais correr e estavam repassando suas inscrições).
Se fosse apenas uma inscrição, dava até para recusar a oferta, mas com duas inscrições não havia desculpa. Tivemos que aceitar! rs



Inscrições devidamente transferidas faltando 3 dias para o evento e era hora de correr atrás de estadia. Logicamente todas as cidades da região já estavam lotadas... conseguimos uma solução de última hora, mas não sem stress (apenas uma recomendação amiga: Fujam da Pousada Vila Minas, Itanhandu).

Chegamos à Passa Quatro às 23h e foi o tempo de retirarmos nossos kits e fazer a checagem dos equipamentos obrigatórios para começarem a apagar as luzes...rs

Já disse antes, mas vou repetir: provas aos sábados com retirada de kits exclusivamente na sexta feira são de F#der!

Mas vamos ao relato da prova:


The Good

A organização deixou bem claro que a estrada até o Refúgio Serra Fina (base logística do evento) era ruim e que os atletas deveriam utilizar o serviço de transfer disponibilizado por ela. Explicaram ainda quais seriam os horários de partida das "vans" do centro de Passa Quatro para o Refúgio e qual a ordem de embarque (corredores dos 26km poderiam pegar as vans de tal hora a tal hora, corredores dos 16km da hora x a hora y, e corredores dos 8km de tantas às tantas).

Tomamos nosso café da manhã sem pressa e fomos até o centro de Passa Quatro, estacionamos o carro no estádio municipal e pegamos a fila das vans. Disseram que no total eram 12 kombis fazendo o transporte, mas não sei dizer se é verdade. Sei que a cada 30min encostava uma kombi, subiam 6 ou 7 atletas e a kombi partia.

Começou a demorar para aparecer kombi e resolveram pegar 30 corredores - incluindo nós - e colocar na caçamba de um caminhão basculante (sabe aqueles de transportar terra? Então.) para levar até o local da largada.

Prazer, meu nome é Van-da-Organização. Super fácil de embarcar e desembarcar.
Claro que antes de começar a prova tudo é festa. Ninguém reclamou do caminhão e todo mundo achou divertido ficar sacolejando dentro da caçamba e desviando dos galhos e cipós que ameaçavam decapitar os incautos a cada 30 segundos. Até ficar sentado na caçamba entre os restos de terra (e esterco?) foi motivo para piadas e ajudou a entrar no clima de brutalidade que a prova prometia. Mal sabíamos que isso era um sinal...

Mãe, olha eu na caçamba! =D
Aí o bicho começou a andar e a acertar os galhos na cabeça da galera e o 'passeio' perdeu um pouco a graça
Bom, chegamos ao refúgio uns 40 min depois de embarcar no pau de arara, fizemos a última checagem nas mochilas (que estavam bem pesadas, é verdade) e pouco tempo depois anunciaram que era chegada a hora de alinhar para a largada.



Dessa vez não tínhamos pretensão alguma de resultado, não nos sentíamos adequadamente treinados para o tamanho da encrenca (16km com 1500m de desnível positivo acumulado), então deixamos para largar lá no fundão. Fomos praticamente os últimos a passar pelo pórtico.



Tá, tínhamos uma pretensão sim... concluir a prova abaixo de 6h para sermos considerados Finishers e ganharmos nossas medalhas e fleeces.

Dei minha tradicional bitoca de boa prova na Cris, desejamos boa prova um ao outro e partimos.




Largar lá atrás teve suas vantagens (sem pressão alguma, ninguém para forçar o ritmo) e suas desvantagens (os dois primeiros quilômetros eram facilmente corríveis, talvez os únicos quilômetros corríveis de toda a prova! rs... mas, tendo largado lá no fundão, tinha muuuiiiiita gente caminhando desde o começo na minha frente, e muitas vezes caminhando lado a lado com os coleguinhas, sem permitir uma brechinha para ultrapassagens... e olha que eu estava num trotinho bem leve, tipo 8min/km! rs).


Como havíamos tomado café da manhã antes das 8h e a largada foi só ao meio dia, havia traçado um planejamento para tomar um gel com 30 min de prova, uma papinha (sim, tomo papinha, deal with it) quando chegasse ao cume e depois do cume eu tomaria outra papinha ou comeria uma bananinha a cada 40 min. Segui o planejamento à risca e não sofri nenhuma queda de açúcar (como aconteceu no Chile).

Minha vontade mesmo era fazer a 'suplementação' que eu havia combinado com meus parceiros do Aloha Run, mas eles estavam correndo a prova longa, e comer o BigMac sozinho no Capim Amarelo não ia ter a mesma graça...

Representando o lema do Aloha Run: The Zoeira Never Ends

Enquanto eles comiam xisburgui, eu comia mato! rs

Superados aqueles primeiros dois quilômetros em estrada de terra, entramos na trilha e começamos a subir... e assim seguimos por mais quase cinco quilômetros, sem refresco!


Sobe, sobe, sobe!
Sobe pelo meio do bosque, sobe pelo descampado, sobe pelas pedras expostas, sobe de qualquer jeito... mas sobe! rs


Se a subida não tivesse tirado seu fôlego ainda, a vista tiraria!
Como estávamos turistando na prova, não tivemos pudor algum em parar para tirar umas selfies...rsrs As imagens com certeza valiam o tempo "perdido".

Trepa pedras em terreno exposto, uhul!


Eu achei que estava sorrindo para a câmera, mas saí com cara de Chloe Simpática 

Aliás, essa parte das pedras é linda demais! Pena que não tirei muitas fotos. Estava concentrado demais na escalaminhada, nos trepa-pedras e nos lances com cordas para tirar a câmera do bolso e sacar umas fotos.



Eu havia calculado que atingiria o cume do Capim Amarelo em 2h15-2h20 de prova. Acabei o atingindo com 1h56, sem forçar, indo só de buenas.
Achei que havia atingido apenas um cume falso quando um Staff apareceu, anotou meu número de peito e disse: "parabéns, você está no cume".

Animado para correr na crista daquele 'morrinho' ao fundo!

O cume do Capim Amarelo é nosso!

"Maravilha", pensei, "agora é descer e dá tempo de cruzar o pórtico ainda com a luz do dia".

A subida foi um pouco cansativa, logicamente, mas não teve nada de assustador. Meu maior sofrimento durante a subida foi o calor... Seguindo as ordens da organização, estava carregando na mochila todos os 357 itens obrigatórios e sugeridos... a mochila estava bem pesada... Então fiquei com preguiça de tirar a segunda pele antes da largada e tentar achar um espaço para ela na mochila já abarrotada. Transpirei horrores, mas ficava tentando me convencer que, quando chegasse ao cume, todos os que estavam só de camiseta passariam frio enquanto eu estaria quentinho. Só que eu transpirei mais que gordinho na sauna, a segunda pele ficou ensopada e quando cheguei no cume o vento batia na roupa molhada e me dava ainda mais frio...rs

Fiquei animado com a descida apenas por um fator: a chance de correr pela crista da montanha, o que parecia ser bastante divertido!


The Bad

Eu sempre foco no desnível positivo das provas, mas deveria me atentar mesmo para o desnível negativo. Descer 1.500m numa tacada só é dolorido, beeeemmmm dolorido.

Além disso, a descida estava um sabão só! Não importava o tênis que você estivesse usando. Era só pisar duas vezes na argila e já era... formava um tijolo na sola do tênis e não tinha como parar em pé.

Se não me engano, eu caí a primeira vez no terceiro passo que dei para descer... levantei, dei mais um passo e caí de novo, e de novo, e de novo.... e de novo... perdi a conta de quantas vezes eu caí.




Caí de costas numa pedra, de lado na lama, escorreguei na lama, caí, quiquei e fui arremessado para fora da trilha, no meio do capim, escorreguei de lado e bati o joelho num galho... enfim, nunca caí tanto e em tão pouco tempo.

Em muitos trechos da descida havia cordas muito bem posicionadas, mas mesmo elas não conseguiam impedir alguns tombos.

Cris descendo no rappel (Fotos: Kleber Freitas)



Quando finalmente saímos desse sabão e pegamos um single track entre touceiras eu achei que ia conseguir correr... mas os músculos da coxa estavam fadigados e começaram a travar. E nessa de perna travada eu mal conseguia levantar o joelho para pular pedras e raízes, então saí tropeçando a torto e a direito.

As fotos não mentem...

...eu estava...

...a mais pura...

...personificação da "sofrência"! kkkk
Levei mais tempo nos primeiros 2km descendo do que levei nos últimos 2km subindo! É mole? rs
Começou a bater desânimo e as pedras mais a inclinação da trilha fizeram com que eu desistisse de correr nas descidas... só trotava nos raros trechos planos que surgiam... apesar de conhecer o gráfico da altimetria, eu estava praticamente rezando para aparecer mais uma subida surpresa, só para poder dar um descanso para as coxas.

Fora isso, estava preocupado com a Cris... se eu caía toda hora e estava com medo de torcer o pé, imaginava como ela deveria estar... A cada 5min eu pensava nela e pedia aos deuses das montanhas para a protegerem. Sei o quanto ela tem medo de torcer o pé novamente após ter rompido o ligamento...

No meio do caminho encontrei o Fábio, parei para conversar um pouco para ver se tirava o foco da dor nas coxas e no desânimo em geral pela descida...rs


Assim que me despedi dele e reiniciei o martírio, digo, a descida, dei de cara com o Ivan Pires subindo a trilha no sentido contrário. Não contente com o 2º lugar geral nos 26km, ele resolveu 'soltar' as pernas correndo a trilha toda no sentido inverso! rs

Achei uma luva roxa novinha caída no mato. Olhei pra frente e vi, lá longe, uma mulher com roupa roxa... resolvi sair do modo de economia de energia e apertar o passo um pouquinho para tentar alcançá-la.

"Olha o Togumi ali com a câmera! Finge que tá correndo, rápido!"
"Vamos! Só pare de correr quando o Tião guardar a câmera!"
A Cris e a crista encobertas pelas nuvens!

Uns 15 minutos depois eu a alcancei e perguntei se a luva era dela. Sim, era e ela ficou bastante aliviada! rs
Seu nome era Ana e conversamos um pouco entre uma respiração ofegante e outra... Que fique bem claro que a respiração ofegante era minha apenas, pois ela estava com energia sobrando. rs
Tanto é que pouco depois de eu ter tirado uma foto dela ela me ultrapassou na descida e só a vi novamente após cruzar a linha de chegada! Corre demais!



Voltei a focar no meu avanço lento e constante e, já que estava em pace tartaruga, aproveitei para recolher o lixo que os corredores à minha frente haviam deixado cair pela trilha. Recolhi duas embalagens de bananinha e uma de gel (considerando quantos corredores já haviam passado por ali, até que foi pouca coisa).

Quando a descida finalmente acabou, minhas pernas acabaram junto.
Após cruzar um riacho, o terreno ficava praticamente plano... mas quem disse que eu conseguia (ou queria) voltar a trotar? rs

Segui caminhando por um tempo até encontrar um mega tronco atravessado no meio do caminho. Tinha uma marcação da prova ali, então deduzi que tinha que passar por baixo do tronco. Sadismo puro fazer a gente agachar/ajoelhar na lama pra passar ali embaixo quando já não tínhamos mais força nas pernas...rs Mas faz parte!

Assim que levantei, do outro lado do tronco, dei de cara com um povo dos 8km, que estava fazendo um bate-volta justamente no tronco.

Ver eles ali se esforçando e correndo com prazer fez com que eu parasse de mimimi e voltasse a trotar também. Sabia que agora faltava pouco para concluir os 16km mais longos da minha vida.

Segui trotando até a porteira da fazenda e então joguei a toalha. Não tinha mais força nas pernas para trotar ladeira acima.

Nos últimos 30m para a linha de chegada um amigo que já havia terminado a prova tentou me incentivar a cruzar a linha correndo. Até ameacei trotar, mas senti umas fisgadas nos adutores e tinha certeza que se eu tentasse correr até a linha de chegada eu teria câimbra nas duas pernas e cairia de cara na lama, na frente de todo mundo! rs

Andei mais uns passos e vi um fotógrafo se preparando para tirar uma foto minha... Fui obrigado a trotar uns 10 passos só pra sair correndo na foto... eu sou poser mesmo, to nem aí! hahaha

Aquele esforço que a gente faz só pra sair correndo na foto...tsc tsc tsc

Missão cumprida: 16km, 1.500m de desnível positivo acumulado em 3h35. Como eu disse para alguns amigos, fiz a prova bem de boa, sem forçar ritmo ou ultrapassagens e fiquei bem feliz com o resultado. Se eu tivesse largado com a faca entre os dentes, creio que seria possível baixar uns...uns... uns 3 minutos! hahaha
Percurso travado do caramba!

Parei para receber a medalha e o corpo entrou em colapso... cada músculo das pernas e das costas começou a repuxar simultaneamente! Me arrastei até o gramado e me joguei no chão para aguardar a Cris.

Depois de um tempo consegui levantar e fui retirar meu fleece de finisher e aproveitei para tirar a roupa molhada e trocar por uma seca. O tempo começou a esfriar bastante e começou a ameaçar a chover!

De fato, até começou uma garoa leve que, por sorte, durou pouco.

Estava bastante preocupado com a Cris... não queria que ela ficasse presa na trilha quando escurecesse e menos ainda se começasse a chover pra valer.

O céu começou a escurecer e então ela apareceu andando. A cara estava meio retorcida e meu corpo gelou na hora. Achei que era cara de choro e que ela havia se machucado. Assim que ela me viu ela botou um sorriso no rosto e com o incentivo de quem já havia terminado ela reuniu forças para dar um 'tiro' até a linha de chegada. Deu até um High-Five na locutora da prova! rs




Ela também cumpriu sua missão: 16km sub-6h e também era uma finisher de acordo com o regulamento!

The Ugly

Eu preferia não ter que escrever essa parte do relato, mas se aconteceu então tem de ser relatado...
Nem tudo são flores e espasmos musculares na edição 2015 da Kailash Trail Run...

Após todos os nossos amigos terem concluído suas provas (16 e 26km), aguardamos a cerimônia de premiação e então nos encaminhamos para a saída da fazenda para aguardar o transfer disponibilizado pela organização.

Isso era por volta das 19h30, estava um breu só e o frio estava de bater os dentes. A fome também apertava, a vontade de ir ao banheiro idem, mas bora lá, era só esperar uns minutinhos e pegar a kombi  de volta à civilização (afinal, não era possível que a organização iria utilizar a caçamba do caminhão novamente, né... eu não tinha mais pernas nem para andar, quanto mais para escalar 3m para pular dentro de uma caçamba!).

Já havia uma pequena fila formada quando chegamos e ela só foi aumentando. Meia hora na fila e não andamos nem um passinho... 1h na fila e demos dois passos, 1h30 e a confusão começou a reinar. Tinha gente passando mal, gente beirando a hipotermia, gente chorando, gente pegando os cobertores de emergência que constavam como equipamento obrigatório no regulamento e se enrolando e nada de aparecer transporte.

Apesar de termos tentado descontrair, a situação foi bem séria.
Não havia mais ninguém ali que se identificasse como parte da organização. Ninguém para se responsabilizar pelos atletas. A sensação que nós tínhamos ali, abandonados, isolados, no frio, com fome, em pé, no escuro, era a de que a organização já havia pego o nosso dinheiro mesmo e não estava mais nem aí para nós.

Deu para entender porque exigem tantos equipamentos obrigatórios... praticamente nenhum deles foi usado durante a prova, mas após a prova eles se fizeram extremamente necessários. Segunda pele, fleece, anorak, gorro, buff, cobertor de emergência, lanterna... usamos tudo isso enquanto aguardávamos pelo transporte. Um adendo: até os apitos de emergência foram utilizados... num apitaço em protesto contra aquela situação deplorável.

Depois de duas horas abandonados, formou-se um esquema de carona solidária (corredores que já haviam sido levados até o centro de Passa Quatro pegaram seus carros e voltaram para resgatar outros atletas) e o dono do Refúgio Serra Fina apareceu e disponibilizou duas caminhonetes do Refúgio e a Fiorino de seu funcionário para transportar o máximo de corredores possível (valia tudo nessa hora... ir no colo, no porta-malas, na carroceria).

Fizemos uma contagem em voz alta na fila e às 21h30 havia mais de 60 pessoas abandonadas pela organização lá em cima... às 21h30min22s finalmente chegou a nossa vez de embarcar num veículo e voltar para a civilização (para encontrar o carro do Gustavo sem bateria, mas aí já é outra história...kkkk).

A decepção com essa falha da organização foi tão grande que ofuscou completamente o sabor de ter conquistado os 16km da KTR em uma das regiões mais bonitas que já tive a chance de correr no Brasil.

A prova esteve bem organizada e demarcada, mas essa falha logística foi imperdoável e manchou de forma indelével a memória da prova para mim. Lamentável.

Mas 'bora' concentrar nosso tempo e dinheiro em outras provas que nos tratem com mais respeito. O que não falta é prova para explorar esse Brasilzão!

Próxima parada, EC Agulhas Negras!


10 comentários:

piacere disse...

Eu me divirto lendo seus relatos e morri de rir com a referência à Chloe. Parabéns pela prova porque não foi fácil mesmo!! Só foi uma pena essa desorganização.

Gabriel C. disse...

Hahahaha, pelo visto, a referência faz sentido, né!
Obrigado, Michele! De fato a prova não foi nenhum algodão doce, mas também não era impossível (como muitos pregavam). Quanto a essa desorganização, bom, todos sobrevivemos... o ideal seria se todos os que foram prejudicados divulgassem aos amigos sobre essa falha, para que outros não sofram com isso no futuro. Fiz minha parte... Vamos ver no que dá.

Isadora Martins disse...

hahahahhahahaha rachei de rir... Infelizmente estas provas têm uma logística muito ruim, mas a organização precisa urgente pensar em alguma forma para solucionar esse problema e não manchar uma prova tão boa e linda!

Gabriel C. disse...

Concordo, Isadora. Até 2016 dá tempo de construírem um teleférico de Passa Quatro ao Refúgio... fica a sugestão! rsrs
Brincadeiras de lado, é bem o que o Gustavo disse: a Serra Fina não tem culpa por essa desorganização toda. Então tenho que usar o humor pra tirar esse 'gosto ruim' que ficou e conseguir lembrar das partes boas e lindas do percurso com carinho.

Viviane Cosme disse...

Adorei o relato, KTR é so para os loucos, nem fortes nem fracos, mas loucos, ainda mais com a organização... hahahaha
Tem algumas fotos suas na Revista Costama: https://plus.google.com/photos/111079925608196697497/albums/6142937480730591761?banner=pwa
Bjsss

Fabio Foschetti disse...

Parabéns pelo relato, foi bem fidedigno à prova. Eu fiz os 26k, e não fiquei para aguardar as premiações. Pelo jeito, para a minha sorte. Até então, mesmo com o transporte por caminhões, estava dando nota 10 para a organização. Bom saber que nem tudo são flores e dores. Com certeza pecaram neste aspecto. Espero que melhorem...
Depois confere ai: https://youtu.be/gEaI902A1n4

Gabriel C. disse...

Viviane, com certeza a prova é para loucos, assim como todas as provas de montanha! E que a gente é louco não há dúvida alguma, né? rsrs
Lindas imagens! Achei algumas fotos da Cris! Obrigado!

Fabio, vou ver seu vídeo com calma em casa. Parabéns pela prova. Aqueles 26km parecem bem doloridos! rs
Fez muito bem em descer pra cidade antes da premiação. Se eu tivesse ido embora cedo também iria dar nota 10 para a organização, afinal, os percursos estavam bem demarcados, as largadas não atrasaram, os resultados parciais foram disponibilizados rapidamente, tudo ok. Só essa presepada na logística de transporte é que estragou tudo mesmo. A sensação lá em cima era de abandono. Não é apenas um mimimi, é um protesto mesmo. Tinha gente passando mal de verdade lá em cima e ninguém da organização para ajudar...
Abraços

Fabio Foschetti disse...

Valeu pelo retorno Gabriel. Tenho certeza que não é mimimi, uma pena que algo assim tenha acontecido e causado tanto transtorno. Bons treinos e sucesso nas provas.

mochaques disse...

Olá boa tarde.

Estou querendo estrear na KTR Serra Fina agora dia 16/04 no percurso 20-25. Vale a pena ainda ou estes problemas pontuados mancharam a prova?
Vocês iram participar este ano novamente?

Obrigado.

Gabriel C. disse...

Olà
Essa prova é uma das mais bonitas que já corremos. Não acho que o erro da organização será repetido novamente, mas ficamos bem decepcionados e resolvemos não participar da edição desse ano. O que não significa que jamais correremos provas deles no futuro...rs
Você está habituado a longas distâncias e, acima de tudo, longos períodos em atividade? O percurso de 20-25km leva em torno de 6 a 8h, é bem pesado.
Abraço