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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Relato: Corridas de Montanha Paranapiacaba - 2014

Paranapiacaba foi minha primeira prova de Montanha.


De lá para cá participei de diversas provas até o final de 2013, garantindo alguns troféuzinhos que alimentam o ego de qualquer um!!


Desde que comecei a treinar na JVM - assessoria com treinos voltados às corridas de montanha - percebi que meu desempenho vinha melhorando, mesmo que a passos lentos e estava, finalmente, saindo da minha zona de conforto - que tanto o Gabriel insistia pra eu fazer. 
Desde o final da Copa Paulista de Corridas de Montanha de 2013, onde conquistei o 2º lugar na faixa etária (30 a 39 anos), nosso objetivo para 2014 estava mais ousado: distâncias maiores, treinos com mais qualidade e menor número de provas, tanto para economizar uma grana, quanto para rendermos melhor, afinal em 2013 saiu caro e dolorido, tanto no bolso quanto pras pernas (não estávamos dando o tempo de descanso necessário e não estávamos aproveitando adequadamente os treinos, e lá estávamos nós indo pra mais uma prova...).




Troféus em 2013

Assim, mesmo já com o objetivo de não participar do ranking da Copa Paulista, eu tinha certeza que pelo menos a etapa de Paranapiacaba eu ia fazer!! 
Já estava com o tênis, a mochila de hidratação, etc, tudo pronto pra essa prova. 

Convidei algumas amigas do revezamento Bertioga-Maresias pra conhecer o que é uma corrida de montanha de verdade e avisei que não podia ter dó de sujar os tênis, que tinha trecho de rio, que tinha muita lama, e etc.(tudo aquilo que a gente tanto gosta nas provas de montanha!).
Quando publicaram a lista de inscritos, para minha total surpresa, haviam 700 pessoas inscritas (entre endurance, curto e longo). Como assim?? Só no longo eram mais de 400 pessoas!!! 
Baseada nisso, tive que repensar minha estratégia de prova...A trilha do rio lá pros 2km também é famosa pela sua 'fila' e pela repreensão de outros atletas caso algum espertinho tentasse furar a fila. Isso me despertou um certo receio, pois, pra que eu pegasse a fila menor, precisava largar com um ritmo mais intenso, o que não é meu forte, e dessa vez ainda teria pelo menos o dobro de inscritos comparando com o ano anterior. 
Três dias antes da prova, com inscrições antecipadamente garantidas, fomos ao ortopedista e ele recomendou que o Gabriel não interrompesse a recuperação - o que não foi muita surpresa, uma vez que o Gabriel ainda vinha (e vem) sentindo dores nas pernas -, e considerando  que nosso objetivo maior era o Mountain Do do Ushuaia, que aconteceria dali a duas semanas. 

Muito chateados, pois alguns itens compramos pensando especificamente nessa prova, anunciamos o repasse da inscrição do Gabriel dessa prova. 

Chegado o dia da prova, lá estávamos nós revendo velhos amigos e observando a quantidade de pessoas que pra nós era inédita. Soubemos que o trecho do percurso que passa no rio não foi autorizado pela prefeitura, fazendo com que o percurso se tornasse uma surpresa. 


O tal do rio... (2013)

Minutos antes da largada do percurso curto, que se deu às 14h, começou uma chuva forte que duraria o restante do dia. 
Pouco depois os atletas do percurso longo já estavam se aglomerando perante o pórtico de largada e eu começava a sentir um frio na barriga, uma ansiedade nada costumeira. 


Além disso, já que o Gabriel não poderia correr, coube a mim a missão de registrar 'o percurso mais esperado do ano', nas palavras da organização. 



Muita gente e muita chuva!

A largada aconteceu debaixo de chuva e começou o meu primeiro registro de prova utilizando a câmera presa à cabeça. 
De fato o percurso havia mudado, pois percorremos 1,5km dentro da cidade, passando novamente pelo galpão do mercado antigo, até atingirmos uma estrada razoavelmente larga de terra/cascalho, onde foi possível que a aglomeração de atletas se dispersasse, tornando a corrida menos tumultuada. 



Logo à frente começaram as trilhas mais técnicas e fui percebendo, conforme o nível de dificuldade do terreno aumentava, a incrível diferença que o solado do tênis faz! 






Enquanto a grande maioria deslizava, o meu 'tratorzinho' permitia com que eu passasse sem muitos problemas pelos que escorregavam e, finalmente, comecei a me sentir 'em casa'!







Me senti confiante e assim fui desenvolvendo um ritmo bom, considerando a dificuldade do percurso, e mesmo tendo caminhado em alguns trechos de subida, após 1h46'51" (pelo garmin) e 1h47'05" (site da prova), cruzei a linha de chegada ensopada, suja de lama e muito feliz!! O vídeo do percurso pode ser conferido aqui.


Infelizmente os resultados do percurso longo feminino não foram divulgados no dia da prova e não houve premiação nem para os que fizeram o Endurance, Geral Longo/Curto (como mencionamos aqui).

Só no domingo à noite, quando os resultados foram divulgados no site, constatamos que o 3º lugar na categoria foi meu (e o troféu chegou no nosso endereço duas semanas depois)!!



O mais legal de tudo é que passei os dias seguintes à prova sem dores! Uma vitória!!

Análise da prova:
Prós: Percurso excelente, bem técnico, com trecho inicial alterado para dispersão da 'massa', bem sinalizado e com clima ideal (muita chuva, consequentemente, muita lama!). Tanto para o percurso curto quanto para o longo, havia muitos trechos técnicos, mesmo sem o trecho de rio.
Contras: Muitos atletas para a dimensão da prova, mesmo com o trecho inicial mais 'largo'; não divulgação dos resultados logo após a prova, fazendo com que muitos atletas ficassem lá esperando os resultados por diversas horas, sujos, molhados e com fome, enquanto a chuva aumentava cada vez mais, para só depois de muito tempo avisarem que os vencedores receberiam seus troféus em casa.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Relato: Mountain Do do Fim do Mundo - Ushuaia 21km

Depois da introdução ao relato, vamos ao relato em si:


Quase não tá frio! Bora meter várias camadas de roupa! rs
Todo pimpão e combinandinho, no maior EuroStyle

06 de abril de 2014, 9h40 da manhã, frio de rachar (só de respirar saía vapor pelo nariz! rs), o apito da locomotiva do Trem do Fim do Mundo soou anunciando a largada, o Locutor Maquininha gritou, os helicópteros deram rasante sobre nós e a prova começou!




Comecei lado a lado com a Cris e encaramos os metros iniciais (em subida) de forma bem conservadora e tentando assimilar que finalmente estávamos no Ushuaia e para correr 21km! O frio, as paisagens, os dois helicópteros dando rasantes sobre os corredores e filmando/fotografando, deixavam tudo meio que surreal, dando à prova uma cara de El Cruce de los Andes ou outra prova de grande porte.





Mantivemos um pace bem confortável nesse início e antes de completarmos 2km de prova pegamos uma subida um pouco mais longa e íngreme (embora não fosse estreita ou técnica) e acabamos nos separando, cada um adotando o seu ritmo de prova. Na sequência, o percurso teve uma leve descida e entrou novamente num estradão de terra batida, relativamente plano, rumo ao Parque Nacional Tierra del Fuego.



No caminho para a portaria do Parque encontrei o Ale, da JVM, e seguimos juntos por alguns quilômetros, cada um no seu ritmo e cada um preocupado com a sua lesão (rs), trocando algumas frases rápidas e ofegantes até que os percursos de 21km e 42km se separaram (no briefing disseram que isso ocorreria no km7, mas no meu Garmin mal havia passado dos 5km - meu cansaço dizia que já estávamos no km 18, mais ou menos! rs).




Nessa parte, os meia maratonistas viraram à direita, entrando numa trilha razoavelmente larga e em aclive (chamada de Pampa Alta), enquanto os maratonistas seguiram reto na estrada.
Ali a prova finalmente começou a ficar com cara de prova de montanha: trilhas, lama, charcos, aclives e bosques!



Passei pelo meio mesmo e nem tchuns...

Aproveitei que o povo estava caminhando na trilha em single track à minha frente e tirei a mochila de hidratação para poder retirar uma das jaquetas, pois, com medo do frio, eu acabei largando com 3 camadas de roupa (segunda pele de compressão e duas jaquetas corta-vento) e estava começando a passar 'calor'.

Saindo do bosque a vegetação passou a ser rasteira e o single track teve algumas dezenas de metros de 'mão dupla' (o que me assustou um pouco no início, pois vendo as pessoas vindo na "contramão" eu comecei a achar que eu tinha errado o caminho! É aquela coisa, né, cachorro picado de cobra tem medo de linguiça! rs).

Este foi o ponto mais bonito de todo o percurso, na minha opinião. Era possível ver montanhas com os picos nevados, cursos d'água, bosques com as folhas alaranjadas, enfim, lindo demais!

Quem liga pra dor quando se tem essa vista?!

Tá curtindo, Cris? Ôh!
Dali íamos até uma bandeirinha amarela, fazíamos o retorno e voltávamos alguns metros pela trilha que havíamos usado para subir - desviando dos corredores que vinham atrás -, até que um staff nos indicava uma nova trilha para descermos de volta à estrada.
Essa seria a parte mais gostosa da prova. A descida, embora com algumas raízes, era bem pouco técnica, com terreno macio e muito fácil de se correr.

Desci esse single track num grupinho de uns 4 corredores e em certo momento assumi a liderança do grupo. Nessa hora tive que redobrar a atenção para tentar seguir a trilha (marcada de tantos em tantos metros com um pequeno pedaço de madeira pintado de amarelo) e não me perder (e levar os outros comigo)! Maior responsabilidade! rsrs



Infelizmente, justamente nessa parte do percurso - a parte mais gostosa de toda a prova - eu comecei a sentir os efeitos da falta de preparo físico... Graças a todos os meses que passei em repouso e sem fazer o fortalecimento adequado, estava com as pernas bem fracas... sem os músculos para absorver o impacto das passadas na estrada dura e nas descidas saltando sobre troncos e raízes, comecei a sentir fortes dores nos joelhos e na região onde as bandas iliotibiais esquerda e direita pareciam raspar no osso.

O incômodo era tão grande que, assim que voltamos às estradas planas, não conseguia manter um ritmo constante de corrida. Meu pace caiu para algo em torno de 6:40/km no plano!!! Eu estava me arrastando! Todas as pessoas que eu havia ultrapassado ao longo da trilha começaram a me ultrapassar de volta... mas o pior mesmo eram as descidas. Eu não conseguia nem mesmo trotar ladeira abaixo... eu tinha que parar para caminhar nas descidas mais longas, pois tinha a impressão que meus joelhos iam travar... sensação horrível.




O percurso teve mais uma voltinha estilo out-and-back (ou vai e volta pelo mesmo caminho), num local bem bonito, margeando o Rio Pipo, e ainda cruzei com a Cris durante a volta!

O que é um pontinho verde limão na estrada do fim do mundo? A Cris! 


Minhas pernas começaram a ficar cada vez mais duras e pesadas e eu já estava considerando caminhar no plano (!!!) quando uma voz ao meu lado perguntou sobre a minha câmera. Respondi, perguntei sobre a câmera dele, emendamos um assunto no outro e, quando vi, já estava correndo ao lado dele por quase 3km, e em ritmo constante!
Não fosse o Márcio, do Paraná, eu teria sofrido bem mais para atravessar esses quilômetros finais da prova, com toda a certeza! Valeu pela força, amigo!

Papo vai, papo vem, até esqueci da dor por alguns quilômetros

Pois bem, corremos juntos até mais ou menos a placa do km 19 (que no meu Garmin dava mais ou menos 17km) e quando veio a última subida da prova nem o bate-papo mais animado conseguiu me distrair das dores que eu sentia na região dos joelhos. Agradeci ao Márcio pela companhia e disse a ele que ia ficar por ali mesmo. Comecei a alternar caminhada e trote curtinho e percebi que sentia menos dores se trotasse.
Do alto da ladeira já era possível ver a arena e a linha de chegada, bem como era possível escutar o Maquininha parabenizando todos os corredores que concluíam a prova. Faltava pouco!! Era só descer mais uns 400m e correr mais 1km em leve aclive!

Quem disse que eu consegui correr esses 400m em descida?! Tive que parar para andar... só quando voltei à estrada de terra em leve aclive é que consegui encaixar um trotinho novamente (na casa dos 7min/km! rs).
Eu estava com muita dor e, embora estivesse bastante grato por ter conseguido correr e ter aguentado o tranco até ali sem sentir dores na área das minhas lesões (tíbias), eu não estava mais me divertindo...

Cabeça baixa, cara de dor, sem nem olhar para o relógio... Calma, Gabriel, não precisa mais chorar. Agora acabou!

Cruzei a linha de chegada com bastante sofrimento e cara de choro! rs
Fui para a tenda do pós prova comer e beber alguma coisa e uns 6 minutos depois a Cris apareceu, igualmente com cara de choro! rsrs Se eu soubesse que estávamos tão perto um do outro, teria a aguardado para cruzarmos a linha de chegada juntos.




Claro que eu não fui para lá com expectativa de tempo ou performance. Dadas todas as condições, eu só esperava mesmo concluir a prova sem agravar minhas lesões. Mas quando a gente acaba de correr começam a aparecer na nossa cabeça diversas hipóteses ("se eu tivesse feito isso ou aquilo; se eu tivesse conseguido treinar; se eu tivesse feito um bom fortalecimento muscular; se; se; se;")... enfim, no final, a prova não foi nada técnica, teve muito pouca variação de altimetria (nem 400m de desnível positivo acumulado), teve estradas DEMAIS para uma prova de montanha e o público, de uma forma geral, não era composto por muitos Montanheiros - com "M" maiúsculo mesmo - já que muitas pessoas paravam para andar nas descidas que tinham raízes, ou para passar sobre os troncos e pedras ou mesmo para atravessar as pequenas partes onde havia lama... o que significa que "se bla bla bla bla" eu poderia ter ido muito melhor na prova e obtido uma posição melhor na classificação.

Mas, sinceramente, quem se importa?! O que importa é que fomos até o Fim do Mundo, corremos e sobrevivemos para contar a história!

Sofrendo, mas felizes!


De toda essa história que eu contei, vocês podem tirar três lições:

I - qualquer pessoa pode correr 21km, mesmo sem treino algum;

II - não é muito divertido correr 21km sem ter treinado para essa distância;

III - Como eu já havia dito no Guia Se Ela Corre Eu Corro de Sobrevivência em Trail Running, o bate-papo durante as provas tem um efeito anestésico muito importante! rs

É isso!
Agora é focar na recuperação (DE NOVO) e, se tudo der certo, começar a treinar para os próximos desafios.

Deu até calor! (e depois dessa foto eu peguei uma gripe da p#rr@! kkkk)

JVM representando nos 10, 21 e 42km do Mountain Do Fim do Mundo!


Pré-relato - Mountain Do Ushuaia



Conhecer Ushuaia - a cidade mais austral do planeta, o fim do mundo, etc. e tal - era um sonho de moleque... na verdade, meu sonho mesmo era ir do Brasil ao Ushuaia de moto, mas até hoje eu não devo ter rodado nem 100km de moto, então este sonho acabou ficando para escanteio e, em seu lugar, abraçamos a ideia de correr nossa primeira meia maratona de montanha por lá.

Ushuaia de moto? Não dessa vez... (Fonte: Comunidade Moto Online)




Ushuaia para correr? Sim, sim!


Como na época das inscrições ainda não havíamos corrido 21km nem no asfalto (imagine na montanha e no frio), claro que ficamos um pouco apreensivos, mas ainda teríamos 6 meses para nos prepararmos - incluindo aí a nossa primeira Meia Maratona, na Disney em janeiro.

Bom, como vocês já estão cansados de saber, acabei me lesionando em setembro-outubro e não pude treinar pra meia da Disney. Continuei parado após a Disney e ainda assim não me recuperei... após mais de 60 dias de repouso absoluto e tentando os mais variados tratamentos (acupuntura, ondas de choque, massagem desportiva, $$$$, etc., etc.), finalmente chegou o mês de abril e o ortopedista disse que eu poderia correr a prova normalmente (apesar de não estar 'curado' ainda e apesar da total falta de condicionamento) e depois eu precisaria voltar lá para administrar os danos, então lá fomos nós.

De um certo modo, eu não estava tão apreensivo quanto eu deveria estar para correr essa prova. E eu deveria estar apreensivo, afinal, só havia corrido uma meia maratona (no asfalto plano) antes e estava absolutamente fora de forma... Convenhamos, 21km ainda não é uma distância que eu posso simplesmente levantar do sofá e sair pra rodar.

Enfim, eu já havia me conformado que teria de encarar a distância sem treino algum e estava tudo bem. Minhas primeiras 4 provas de 5km eu fiz sem treino algum, minhas 2 primeiras provas de 10km eu fiz sem treinar e minha primeira meia maratona eu fiz igualmente sem treino, logo, nada mais natural que minha primeira meia de montanha fosse também sem treino algum - que fique claro que eu já cansei disso e quando resolver correr minha primeira maratona eu QUERO poder treinar para ela! rs

Eu já até ganhei o apelido de Romário na assessoria, em razão de nunca treinar e sempre aparecer para o jogo! rs A diferença é que o Romário não gostava de treinar, e eu gosto... apenas não tenho conseguido!! rsrs

Sem mais delongas, vamos ao verdadeiro relato da prova vem na sequência:

http://seelacorreeucorro.blogspot.com/2014/04/relato-mountain-do-do-fim-do-mundo.html

segunda-feira, 31 de março de 2014

Olhar de quem não correu: Igaratá 23k

No último domingo, 30/03/2014, fizemos um bate-volta até a cidade de Igaratá (+/-90 km de São Paulo) para prestigiar a Igaratá 23k - primeira prova de Cross Country organizada pela ZBRclama (responsável pelo circuito XCountry) .

Ainda em repouso (mas me recuperando, finalmente!!!), fui lá apenas para acompanhar a doida da Cris, que resolveu correr sua segunda prova acima de 20km justamente uma semana antes de corrermos a Meia Maratona no Mountain Do do Fim do Mundo, em Ushuaia/Argentina (e, claro, para confraternizar com os muitos amigos da JVM que lá estavam para correr).



Vamos às observações desse expectador: 

A prova foi um sucesso de público. Mesmo sendo a primeira prova organizada pela ZBRclama, e tendo apenas uma opção de percurso, a divulgação foi muito bem feita e a adesão foi muito grande! 

Como se tratava de uma prova de cross country, e não uma prova de montanha 'pura', foi possível observar a presença de público bastante variado - trail road runners dividiram pacificamente as estradas de terra (e alguns trechos de asfalto) dos 23km do belo percurso.

Do ponto de vista de mero expectador, minha opinião é a de que a organização esteve impecável (largada pontual, cerimônia de premiação cedo, espaço adequado para os expectadores e tendas de assessorias, facilidade de se chegar ao local da prova e facilidade para estacionar, muitos prêmios e brindes, medalha colocada diretamente no pescoço do corredor, etc.).

Pelo que conversei com os corredores (e conversei com vários!), a excelência na organização também se refletiu ao longo do percurso: marcação adequada do percurso, espaço suficiente para a grande quantidade de corredores, distribuição adequada de postos de hidratação (claro que os corredores que levaram mais tempo para concluir o percurso sofreram bastante com o calor e a sede, mas mesmo assim não faltaram postos de hidratação) e afins.



Além disso, a prova tinha ainda outro apelo para os expectadores: ao longo da semana que antecedeu ao evento, ficou a promessa velada (em alguns momentos não tão velada assim) de um grande 'duelo' entre dois famosos corredores brasileiros - José Virginio de Morais e Adriano Bastos.

No final das contas, o primeiro lugar ficou para o corredor jundiaiense Tiago Juliano Arcifa Sampaio, que fechou a prova em 1h29:08; o segundo lugar ficou para o mestre José Virginio de Morais que, espantando o cansaço da prova de sábado - onde correu os 21km da Volta dos Romeiros, obtendo a 7ª colocação - concluiu o percurso em 1h33:05; e o terceiro colocado foi Marcelo Avelar, que terminou a prova em 1h33:59. Completando o pódio, o 4º lugar ficou para Caio da Rocha Silva (1h35:56) e o 5º lugar para Fernando Beserra da Silva (1h36:27). 



No embate feminino, o pódio foi formado por Giovanna Rodrigues (1h44:40), Paloma Vasconcelos (1h58:06), Mirlene Picin (1h58:07), Vivian C. Sevilha (2h03:39) e Maria do Carmo Viana (2h06:47).

Apesar de o desnível acumulado ser baixo para a distância (e da baixa exigência técnica do percurso, já que este foi praticamente 100% em estradas), teve gente reclamando da dificuldade 'de outro mundo' da prova... bom, eu não corri então não posso opinar...



Enfim, a prova foi um sucesso e mal posso esperar para participar da próxima edição - prevista para setembro. Dessa vez, quero participar como corredor, porque essa vida de expectador e fotógrafo dos amigos está acabando comigo! 



Você pode ver as fotos em nossa página do facebook: facebook.com/seelacorreeucorro

Para finalizar, segue um vídeo do sprint final da Cris: http://youtu.be/lGy45WhvnqI


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Um adendo: parece que houve um problema com a classificação/premiação dos corredores com relação ao tempo líquido (previsto no regulamento) e o tempo bruto (aplicado em alguns casos)... vamos ver como o caso se desenrola.

Outro adendo: a situação se desenrolou e a premiação/classificação foi devidamente alterada.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Olhar de quem não correu: Copa Paulista de Corridas de Montanha - Paranapiacaba

No último sábado (22/03/14) rolou a 3ª Etapa da Copa Paulista de Corridas de Montanha, em Paranapiacaba.
O que falar sobre a Paranapiacaba, além de mencionar que é normalmente a etapa mais aguardada de todo o calendário trail paulista?
Ainda mais quando a prova oferece desafio a todo tipo de corredor, do iniciante ao ultramaratonista, com percursos de 6, 12 e 50km!
Eu, sinceramente, adoro aquelas trilhas! Estava aguado para voltar a correr lá e avaliar o quanto eu consegui evoluir desde última vez que lá estive, mas o médico não autorizou meu retorno à corrida ainda... paciência.
De qualquer forma, como a Cris iria correr os 12km (e ainda havia convencido 3 amigas a irem para lá experimentar as trilhas dos 6km), acabei indo para a prova como expectador. E eis o que pude observar:
A prova simplesmente dobrou de tamanho, com um total aproximado de 700 inscritos, e isso trouxe algumas consequências diretas.
Uma delas é fácil de se deduzir: as trilhas ficaram pequenas para tudo isso de gente. Mesmo com as largadas separadas, o fluxo de gente era muito grande e com certeza iria entupir as trilhas. Por isso mesmo, o percurso teve de ser alterado de forma que o single track se iniciasse somente após uns bons quilômetros (depois que o grupo se dispersasse um pouco).
Nessa brincadeira, tiveram que retirar do percurso uma das marcas registradas de Paranapiacaba: as centenas de metros percorridos dentro do rio!
Paranapiacaba sem o rio, não é Paranapiacaba (disseram que a Prefeitura não autorizou essa tradicional parte do percurso... se eu fosse a Prefeitura, também não iria autorizar. Uma coisa é ter 250-300 pessoas passando ali; outra coisa é ter 700 e tralalá fazendo o mesmo).



Esse ano está acontecendo um crescimento exponencial do mercado de trail running, seja na oferta de provas (se você quiser correr provas de montanha todo final de semana, você consegue), seja no número de participantes!
Isso é muito bom e agrega bastante ao esporte - a menos que a ambição suba à cabeça e as organizações passem a prezar apenas o lucro em detrimento da qualidade do evento.
Apenas a título de exemplo, ano passado a medalha de cada etapa era personalizada com uma característica do percurso, e ao final do ano o corredor poderia formar uma 'mandala' com todas as medalhas encaixadas. Esse ano, pelo que pude observar, a medalha será exatamente a mesma, salvo pelo 'adesivo' colado no verso da medalha informando a qual etapa ela pertence. Além disso, inventaram esse ano de 'homenagear' famosas montanhas do mundo nas camisetas distribuídas aos corredores.... o que, obviamente, serviu apenas para cortar os gastos com a personalização das camisetas de cada etapa (já que a mesma camiseta pode ser distribuída tanto na etapa Paranapiacaba, quanto na etapa Petrópolis, por exemplo, já que o que está escrito na camiseta é Aconcágua).
Bem, na verdade eu não ligo nem um pouco para as camisetas ou medalhas (minhas camisetas servem para ir à academia, e as medalhas ficam jogadas numa gaveta). A questão é só mostrar que, apesar de o número de inscritos ter mais que dobrado (mais din-din $$$), a qualidade do serviço prestado dá sinais de que vai diminuir.
E por falar em qualidade do serviço prestado, falemos um pouco da cerimônia de premiação... aliás, que cerimônia?!
Muitas e muitas pessoas ficaram ali no entorno do mercado de Paranapiacaba, sob forte chuva e muitas horas após terem completado suas provas, aguardando a cerimônia de premiação que não existiu.
Imaginem só os corredores do Endurance 50k, que largaram às 8h da manhã e aguardaram horas e horas apenas para ler as parciais (publicadas só no fim da tarde) e depois aguardaram ainda mais para receber seus troféus só para serem avisados pelo microfone que "devido ao mau tempo" os troféus seriam enviados por correio! Rá!
Para as mulheres que correram 12km então, não houve nem a divulgação da classificação! Esta só foi divulgada no domingo tarde da noite!
Enfim, pode ser que eu esteja ranzinza e azedo pelo fato de estar tanto tempo sem correr e sentindo dores e, por essa razão, tenha dado importância demais a esses fatos que considerei como falhas da organização... pode ser que quem correu e se divertiu na trilha não tenha ligado para essas coisas... Veremos.
Bom, descobrimos que a Cris conseguiu ficar em 3º lugar em sua categoria e em 29º lugar de 103 mulheres! Vamos ver se o troféu encontra o caminho até a nossa casa (e depois a gente 'photoshopa' a cerimônia de premiação...rs).

Enquanto isso, fiquem com o vídeo que ela gravou durante o percurso:




P.S.: Aparentemente, o vídeo não está abrindo em plataformas móveis devido a problemas de direitos autoriais... quem mandou escolher Metallica como trilha sonora... se tivesse escolhido Lepo Lepo não teria esse problema!! hahaha


Aqui está o link para o relato da Cris!
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UPDATE: quase 3 semanas após a prova, o troféu de 3º lugar na faixa etária chegou até nossa casa.

sábado, 8 de março de 2014

Perfil dos corredores de trail e ultra nos EUA e na Europa

O texto abaixo foi livremente traduzido e adaptado (com a inclusão de algumas percepções pessoais) de dois excelentes textos de humor retirados do conhecido portal I Run Far, com base nas diferenças culturais e comportamentais dos ultra e trail runners europeus e americanos.

Após a leitura desse texto, recomendo a leitura dos textos originais (links abaixo)!

Anton após uma temporada na Europa e um europeu típico


Dicas para um corredor americano que resolva se aventurar no cenário europeu

O que fazer:

Comprima. Comprima tudo que você puder. Use roupa de compressão nos pés, nas panturrilhas, quadríceps, tronco, braços. Não seria surpresa alguma se, de repente, os caras começassem a correr usando "saqueiras" de compressão e as mulheres usando tops de compressão. Os fabricantes, obviamente, vão anunciar que isso te fará correr mais rápido (imagine a sensação de ter suas áreas privadas fortemente comprimidas... é difícil acreditar que isso não te faria correr mais rápido para acabar logo com o sofrimento)
Combine. Sua mochila de hidratação deve combinar com sua camiseta, que deve combinar com suas meias, que deve combinar com seus tênis, que por sua vez deve combinar com a base do seu shorts de compressão, que deve combinar com... bom, você entendeu a ideia.

Comprima e combine!

Use óculos de sol de marcas esportivas nas cores mais chamativas que você conseguir encontrar.

Use um Buff. Na intimidade do seu quarto, treine incessantemente até compreender as dezenas de formas possíveis de se vestir um Buff. Quando o estiver vestindo, tente ao máximo tirar da sua mente o pensamento de que você acabou de sair do set de filmagem de um episódio de E.R. (Plantão Médico).



Leve seus trekking poles. Refira-se a eles como batons. Quando alguém lhe perguntar se você tem batons, responda Bien Sûr ("biãn sír") e aja como se estivesse levemente irritado com a estupidez da questão.



Capriche nos acessórios. Homens: considerem utilizar um pequeno brinco de argola. Mulheres: jóias e bijuterias leves são uma necessidade.

Corte de cabelo. Não vá a um barbeiro qualquer, mas sim a um hair stylist que vai lhe cobrar mais caro que o preço do seu primeiro carro ou de todos os seus tênis e equipamentos de corrida juntos. Para saber se o estilo está ok, tente esse simples teste: seus cabelos não podem se mexer mesmo quando você retirar seu Buff. Outra opção igualmente aceita é raspar a cabeça com máquina zero.

O que não fazer:

Não use bonés. Como dizem por lá, apenas crianças e turistas usam bonés na Europa. Obs.: Viseiras estão liberadas. 

Não seja desajeitado/desorganizado. Saiba exatamente qual bolso de sua mochila de hidratação foi criado para armazenar um Buff, qual foi criado para estocar seus GU's e qual foi criado para o seu pente (sim, isso já foi visto em uma prova!). Jamais confunda os bolsos.

Não use roupas que não sejam justas/agarradas. O único tecido que se permite balançar livremente ao vento é a bandeira do país que está sediando a competição (Suíça/França/Itália).

Não permita a presença de lama nos seus tênis. É possível ver corredores cruzando a linha de chegada de ultramaratonas com tênis que ainda aparentam estar mornos e recém saídos das fábricas. Como eles conseguem essa proeza?

O Seb aqui demonstra bem o conceito: roupas combinando, Buff, viseira, compressão, batons, brinco de argola, tênis limpos...
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Dicas para um corredor europeu que resolva se aventurar nos EUA

O que fazer:

Vista-se de forma aleatória. A regra é se vestir como se você fosse daltônico, geralmente pegando as primeiras peças de roupa que você encontrar na gaveta. Se os anos de meninão-criado-com-vó fizerem com que essa falta de combinação de cores te leve a um derrame, tente o seguinte ritual: jogue todas as suas roupas no chão do quarto, feche os olhos e estique os braços. Vista as primeiras peças que conseguir pegar. Não se preocupe, vai dar tudo certo e você terá tempo suficiente para photoshopar as fotos das suas férias antes de postar no facebook.



Deixe os trekking poles em casa. Os EUA conseguiram criar milhares de usos diferentes para o WD-40, mas ainda não conseguiram entender que os trekking poles podem ser usados além do esqui e da caminhada. Um dia, quem sabe, eles podem chegar lá... nesse meio tempo, se você correr com bastões por lá prepare uma resposta rápida e malandrinha para rebater as perguntas de "Tá nevando onde, parceiro?".

Traga seus eletrônicos (gadgets). Não deixe de usar sua GoPro, seu iPhone, seu mega GPS de pulso que conta calorias, monitora seus batimentos cardíacos, serve como desfibrilador nos aclives mais acentuados e ainda é capaz de tweetar e postar fotos no facebook.

Capriche nos acessórios - leve um cachorro. Pegue emprestado o cachorro de um amigo americano, de preferência um vira latas, e equipe o bichinho com o melhor que você puder (melhor, inclusive, que você mesmo!). Obs.: a regra das cores aleatórias não se aplica ao animalzinho. Trate de vesti-lo todo combinando. 

Destrua seus tênis.  Sabe esse cachorro que você acabou de pegar emprestado? Alimente-o com seus tênis de corrida. Depois, cubra os tênis de lama e deixe-os assar no sol da tarde. Quanto mais cara de que eles acabaram de sobreviver à Travessia da Transamazônica, melhor. Veja bem, tênis são como cicatrizes: eles contam ao mundo histórias sobre quem nós somos, de onde viemos e por onde passamos.

Dispa-se.  Pelo menos se sua intenção for demonstrar que a coisa ficou séria. Nada de camisetas, meias, sistemas altamente tecnológicos de hidratação. Tem quem até mesmo corra totalmente despido, mas tenha em mente que você não será muito bem visto pela sociedade (e pela lei) se resolver fazer isso.

Pelos faciais. Deixe a barba crescer, ou a costeleta, ou o bigode, ou cavanhaque... não importa. Os animais selvagens são peludos, e você também deveria ser. Sem contar que Forrest Gump abriu esse precedente de correr longas distâncias com barbas revoltas e, se bem me lembro, tudo deu certo pra ele em sua corrida épica de 3 anos, 2 meses, 14 dias e 16 horas.

Boné, shorts curto e barbas longas: tudo o que você precisa para correr 15.248 milhas sem parar.

Água. Se você insistir em carregar água, que seja nas mãos. Nada soa mais americano que correr carregando 600ml de água em cada mão.


O que não fazer:
Não lave suas roupas. Ao invés de lavá-las, "cozinhe" as peças no interior do carro que você alugou para se deslocar até o evento. O objetivo aqui é atingir o bouquet mais pútrido possível. Roupas de trail running cheirando a margaridas e lavanda não vão te levar muito longe nos Estados Unidos.


Não espere que o sistema de transporte público funcione. Nos EUA, ao chegar em uma cidade pequena, não espere encontrar um trem a cada 15 minutos. O último trem a deixar a estação o fez em 1955. Ao invés de depender do transporte público, alugue um carro. O lado positivo é que há uma longa tradição nos EUA de se devolver o carro alugado com a aparência (e o cheiro) pior do que se ele tivesse acabado de viajar através da Mongólia, carregando carneiros. Use o banco de trás do veículo como balcão de restaurante fast-food. Aliás, já que a aduana do seu país irá, muito provavelmente, confiscar seus tênis recém destruídos - por risco de contaminação ambiental e disseminação de doenças - você pode muito bem deixá-los apodrecendo no porta-malas do veículo como um presentinho especial para a locadora.

Ao contrário do que você está esperando, lá o pessoal não corre portando armas. Ainda. Tá certo que armas são praticamente um acessório de moda em algumas partes dos EUA, mas até que a Salomon lance alguma arma em fibra de carbono você não precisa se preocupar com portar armas nas trilhas.





Mas e o Trail/Ultra runner brasileiro? Como se veste e se comporta? Achou que a gente ia sentar no próprio rabo e rir dos rabos alheios? rs

Bom, pelo que tenho observado nesse um ano correndo nas trilhas e acompanhando (pela internê) o cenário das ultramaratonas brasileiras, percebo que o brasileiro se encontra no meio termo entre o corredor americano e o europeu, ou seja, em cima do muro, como é nosso costume. Mas vamos por partes.

Cabeça: na cabeça, reina a diversidade tão característica do nosso povo... temos de tudo: bonés, viseiras, Buffs, nada na cabeça... enfim, não há um padrão dominante.

Roupas de compressão: aos poucos estamos observando certa tendência de se render às roupas de compressão nos membros inferiores (bermudas, calças, polainas e meias de compressão), mas os bons e velhos "shorts de jogar bola" continuam bastante presentes!
Apesar de adotarmos as roupas de compressão para os membros inferiores, é possível observar certa resistência à adoção desse tipo de roupa para a porção superior do corpo (arrisco dizer que essa resistência tem mais a ver com os proibitivos preços das roupas do que com algum tipo de preconceito - sem contar, é claro, o costume de usar as camisetas oficiais da prova).

Minimalistas: de vez em quando vemos um ou outro corredor 'minimalista' ao extremo, correndo apenas de shorts (ou mesmo sunga) e tênis por aí. Ainda são exceção, mas eles existem.

Bugigangas: GPS, câmeras de vídeo, mochilas de hidratação e afins só não estão mais presentes no nosso cotidiano porque são caros... não fosse isso (e a questão da falta de segurança), tenho certeza que seriam vistos com muito mais frequência nas provas e nos parques.

Trekking poles: além da questão do preço, penso que não utilizamos muito os trekking poles por aqui por falta de necessidade. Para o corredor mediano/padrão (pangarés como eu, e talvez como você também), não há muita oportunidade de encarar terrenos técnicos o suficiente para que o uso dos bastões faça diferença.

Na prática, americanos e europeus podem correr aqui no Brasil sem que pareçam "um estranho no ninho".

Como aqui a gente dá a cara a tapa, segue o 'modelito' padrão deste que vos fala:

Legendas abaixo.
1 - Boné e óculos escuros: para proteger do sol e de galhos na cara (e porque eu quero);
2 - Luvas e GPS: Luvas porque às vezes é necessário agarrar nas árvores e cercas para conseguir avançar (e porque eu quero); GPS porque muitas vezes o percurso não possui marcação alguma de distância (e porque eu quero);
3 - Bermuda de compressão: para evitar assaduras entre as coxas, para não enroscar nas plantas (e porque eu quero);
4 - Polainas e meias de compressão: para não se cortar no mato seco, para acelerar na recuperação (e porque eu quero);
5 - Gadgets: GoPro na cabeça para depois poder rever as fotos e vídeos gravados durante o percurso e tentar reviver a emoção daquele momento... e depois postar essas fotos e vídeos em 1001 lugares diferentes (e porque eu quero);
6 - Mochila de hidratação: porque mesmo nas provas onde a hidratação é oferecida pela organização, você pode ficar sem água...(e porque eu quero).

Concluindo, dane-se qual é o 'último grito da moda trail'!! O que importa é correr da forma que você mais se sente confortável!!! Sempre vai existir alguém que se veste ou se porta de forma diferente de você e se acha mais importante por causa disso... então para que ligar para a opinião da Glória Kalil das trilhas, não é mesmo? Faça o que te agrada e seja feliz!

Aproveite para deixar nos comentários as suas opiniões, dicas, anedotas e experiências relacionadas ao assunto!

E, se depois de ler tudo isso, você ainda tiver paciência, recomendo a leitura dos textos originais:

http://www.irunfar.com/2014/03/coming-to-america-tips-for-the-european-trail-runner-headed-to-the-new-world.html

http://www.irunfar.com/2014/02/of-buffs-lycra-and-being-well-coiffed-tips-for-trail-running-in-switzerland.html