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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Relato do convidado - Francisco Avelino Jr. como pacer na BR135 2020

Não vou perder muito tempo com introduções.

Vocês já conhecem o Francis. Ele já apareceu em alguns relatos meus, já apareceu em alguns vídeos, e não olhe para trás agora, senão ele pode aparecer aí também! 😆

Pois bem, eu estava precisando de um ombro amigo, um par de pernas resistentes e uma cabeça pensante e bilíngue para me ajudar a ajudar uma atleta na BR135 2020 e eis que o Francis apareceu mais uma vez.

Estourem a pipoca, peguem uma bebidinha e aproveitem esse relato! Está primoroso!

Com vocês, Francisco na BR135:


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Relato - Desafio Pedra do Baú 2019

Conforme postamos em nossas redes sociais ao longo do segundo semestre, tivemos a honra e o privilégio de sermos escolhidos como embaixadores do Desafio Pedra do Baú 2019.

Ao todo foram selecionados 13 atletas - que, de alguma forma, carregam os valores e princípios da organização Mantiqueira Trail Running - para suar a camisa e representar o espírito da montanha nesse lindo evento (e, por alguma razão, nós dois estávamos nesse grupo de notáveis rs).

Para nós é sempre um grande prazer participar dos eventos da Mantiqueira Trail Running. De fato, a gente vem acompanhando o desenvolvimento da organização desde o início de sua história - e é impressionante como eles conseguem sempre evoluir e melhorar o que já era muito bom desde o princípio.

Assim, quando fomos convidados para carregar a camiseta amarelinha dos embaixadores do evento, aceitamos a responsabilidade com muita alegria, mesmo não estando em nossa melhor forma física.

Como já falei nesse blog, o ano de 2019 não foi um ano bom para nós - esportivamente falando. Ainda estamos engatinhando em nosso retorno às trilhas e mesmo correndo apenas pelo prazer de correr, é impossível não nos compararmos com quem éramos e como estávamos em dezembro do ano passado, por exemplo, quando corremos os 24km do Desafio Pedra do Baú.

Considerando nosso volume de treinos desde que voltamos a correr, escolhemos correr os 14km na edição 2019 da prova - e ainda assim, devo admitir, fomos ousados demais! rs

De toda forma, a gente sempre soube que correr era apenas uma pequena parcela do nosso motivo de estar ali (como diz um amigo meu, organizador de uma provinha tranquila no Sul de Minas, "não é só correr").

São Bento é uma cidade que mora no nosso coração desde 2013, quando a visitamos pela primeira vez. Ali já vivemos muitos treinos, muitas provas, muitas farras e muitos momentos felizes entre amigos, e voltar pra cidade é rememorar esse sentimento de bem-estar e de acolhimento. Sempre.

Dessa vez foi ainda melhor, já que nossa netinha (piada interna) passou a morar na cidade e tivemos a oportunidade de passar todo o final de semana causando na casa nova dela! 💕

Fora isso, o Desafio Pedra do Baú é também uma grande festa. Como é praticamente a última prova trail do ano, mesmo as pessoas mais competitivas já estão em clima de confraternização de fim de ano, e essa energia de descontração é palpável no evento e uma coisa que muito nos atrai.

Isso explica, por exemplo, o fato de que ficamos proseando do lado de fora do "curral" de largada e nem percebemos que os 14km já tinham largado! 😂

Saímos correndo, mostramos ao Wilton que estávamos com todo o equipamento obrigatório e subimos a rampa em direção ao pórtico enquanto a Fabi anunciava a última chamada para os atletas de 14km antes de ser dada a largada dos 7km!

MANO! Quase perdemos a largada!
Corre, Cris!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Trail Run Medita Experience

Perdi a conta de quantas vezes comecei a escrever aqui um pequeno relato do que foi nossa participação na Trail Run Medida Experience IV, organizada pela Pedra Grande Trail Runners, só pra apagar tudo que eu havia escrito alguns segundos depois.



A razão disso é que nem eu consegui assimilar direito tudo o que foi vivido nesse final de semana de imersão-desconexão-reconexão, então imagine como é para traduzir isso em palavras coerentes.

Talvez sequer seja possível colocar "no papel" tudo o que foi vivenciado e experimentado. Mesmo assim eu gostaria de tentar compartilhar com vocês e, quem sabe, tocar alguém que esteja justamente precisando de uma experiência como essa em sua vida.

Em linhas simples, a proposta do evento é permitir que os participantes se desconectem do "ruído" e das cobranças - internas e externas - cotidianas para se redescobrirem e se reconectarem com sua própria essência.

Para atingir esse objetivo ao mesmo tempo simples e ousado, o evento mescla palestras, sessões de meditação, yoga, trilha (que pode ser percorrida correndo ou caminhando, a depender do condicionamento do participante), entre outras atividades.

Para ser sincero, de início eu estava mais interessado na parte do trail do que nas outras partes da programação. Sou um pouco cético com certas coisas e um pouco desconfiado com pessoas que abusam do uso da expressão "gratidão", e quando a Cris propôs que participássemos do Trail Run Medita Experience eu nem imaginava qual seria a real extensão da experiência. Só pensava em correr e passar o final de semana com amigos.





Team Chalésão Trail no treino secreto de domingo
Então essa é a hora de me desapegar do orgulho, morder a língua e admitir que esse evento foi um verdadeiro tapa na cara (com carinho, é claro!) e me despiu de várias resistências, permitindo que eu realmente vivenciasse tudo o que foi proposto e, ao final, saísse de lá com um verdadeiro sentimento de gratidão. Toma essa! rs

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Relato: Circuito das Serras - Serra do Mar

Domingo chuvoso... nada melhor que dormir até mais tarde e depois se empanturrar de comer besteira, certo?

Até o mês passado, a nossa resposta seria um sonoro "CERTÍSSIMO!".  Mas o tempo passa e as coisas mudam.

Finalmente estamos retomando nosso ritmo de vida (mais finais de semana livres para fazer o que gostamos, alimentação um pouco menos despirocada etc., etc.) e finalmente (de novo) estamos recuperando nossa confiança em nossos corpos - confiança essa que andava meio abalada desde o início do ano.

A Cris foi liberada pelo fisioterapeuta para testar o tornozelo depois de um longo processo de reabilitação (nem precisamos falar o tanto que recomendamos o trabalho Felipe, que salva nossa pele - e nossos tendões e nossos ligamentos - desde 2013!) e eu venho treinando em baixo volume, mas de forma consistente, há pelo menos 2 meses, sem dor alguma.

Então já estava na hora de colocar os corpitchos para bater na trilha. Até porque dezembro está logo aí e teremos o Desafio Pedra do Baú pra encerrar o ano com bastante dor muscular chave de ouro (quem ainda não se inscreveu, é melhor se apressar, pois as inscrições estão acabando!) e não queremos fazer feio - até porque fomos selecionados para integrar o time de embaixadores da prova!

Eis que surgiu a oportunidade de correr uma prova relativamente perto de casa, com nível técnico tranquilo para quem está voltando a correr e com bastante trilha. Não tinha como deixar a oportunidade passar.

Superado o primeiro obstáculo - que é conseguir fazer a inscrição (grátis), já que ela acaba em questão de minutos! - não seria a previsão de chuva no domingo que nos faria desistir da prova.

Então acordamos antes das 5h da matina e nos dirigimos para o Parque Estadual da Serra do Mar, em São Bernardo do Campo, para retirarmos nossos kits da prova com calma - a largada seria apenas às 9h30.

Em alguns momentos, a neblina era tão espessa que parecia possível corta-la com a faca, mas apesar disso e da garoa ocasional, não estava verdadeiramente frio.

Retiramos os kits e ficamos ali na tenda da Lobo Adventure papeando com os amigos que não víamos há bastante tempo.




Total arroz de festa saindo na foto da assessoria dos amiguinhos

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Relato: 1ª Corrida Pedra da Divisa - São Bento do Sapucaí


Finalmente corri minha primeira prova de 2019. Antes tarde do que nunca. =)

Após mais de 6 meses sem correr, e após pouco mais de 1 mês de reabilitação, com trotes curtos na esteira (e uns 3 ou 4 trotinhos assustados na rua), resolvi testar o corpo na trilha, em condições reais.

E não há maneira melhor de testar o corpo em condições reais do que numa prova, certo?

A primeira edição da Corrida Pedra da Divisa caiu como uma luva para isso.
Percurso curto (5,6km) e 97,22% trilha. Não dava para pedir por algo melhor (não dava para pedir, mas eles entregaram mesmo assim, já que além do percurso lindo, a prova custou a bagatela de R$20,00 e ofereceu um pós prova melhor que de muita prova cara por aí).

Apesar da Cris também estar inscrita para a prova, ela teve um compromisso inadiável e acabei indo para a prova sem ela 💔.

Prazer, Pedra da Divisa (Foto: Toninho)


Para amenizar a dor, convidei amigos para me acompanharem nessa jornada que prometia grande evolução pessoal bastante sofrência (com direito a passar vergonha sendo ultrapassado por todos os corredores sambentistas antes mesmo de completarmos 200m de percurso). O convite foi prontamente aceito pelo Francisco (vulgo Francis-Victor).

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Não é só correr

Após completar os 80km da La Misión Brasil no ano passado, senti um grande vazio. 

Foi a realização de um sonho e a conclusão de um longo projeto pessoal e, de repente, eu me vi sem ter um objetivo. 

Perdi o foco, perdi o desejo de participar de provas, perdi a vontade de madrugar todo final de semana, ganhei peso! rs

Afinal, parecia que nada iria chegar perto da grandiosidade daquela experiência, do êxtase que foi concluir meus primeiros 80km do jeitinho que terminei.


Mudanças em nossas rotinas pessoais também me levaram a uma brusca queda no volume de treinos e quando, finalmente, resolvi me dedicar a treinar para uma prova novamente (a Ultra Trail Challenge Pedra Grande), acabei me lesionando.


Como não poderia correr na data da Ultra Trail Challenge Pedra Grande (e já são 120 dias sem correr desde então...), resolvi ser staff daquela prova. Foi uma experiência muito enriquecedora, como descrevi no relato.


De lá pra cá, passei pelas 5 fases do luto corredor lesionado - negação, raiva, barganha, depressão e aceitação - e finalmente me conformei que esse não é o meu ano.


Quer dizer, estava conformado até chegar agosto. A La Misión foi se aproximando, fui vendo fotos e vídeos do pessoal se preparando para a prova e comecei a sair do meu estado de apatia. Fui ficando verdadeiramente animado por todos os amigos que iriam correr a prova.


Assim, quando surgiu o convite da organização para que a gente participasse da prova como staff, não tive dúvidas de que queria, e muito, fazer parte dessa festa de alguma forma.


Chegamos à Passa Quatro no fim da tarde de sexta-feira, retiramos nosso kit-staff, fomos brifados, ajudamos um amigo a resolver uns pererecos de última hora, vimos e abraçamos muita gente querida. 


Às 4h da matina de sábado já estávamos de pé e às 5h nos apresentamos para serviço.



5h da matina. A cara é de sono,
mas a animação está lá no alto!
A Cris foi com um carro de apoio para o seu posto (uma bifurcação num trecho do percurso de 80km) e eu segui numa Kombi para o PC Paiolinho, onde iria organizar todas as drop bags dos atletas de 80km e controlaria a passagem de todos os corredores dos 50 e 80km.


Check in no posto de serviço às 6h