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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Relato - Estreando na Maratona: 4º Desafio 28 Praias de Ubatuba

Idealização. planejamento, execução nos moldes do planejamento e colheita dos frutos.
Qualquer projeto, em qualquer área, costuma seguir esse caminho - embora ele raramente seja percorrido integralmente e sem percalços. E é por isso que venho aqui para dizer - com imensa satisfação - que consegui executar minha primeira maratona exatamente como sonhei!



Eu sei, eu sei... meio anticlimático colocar logo no primeiro parágrafo que deu tudo certo e consegui finalizar minha primeira maratona do jeitinho que eu esperava... mas fique mais um pouco, vai valer a pena ler o relato! Antes, porém, voltemos do início...

... em novembro de 2015 eu havia decidido que estava na hora de eu e a Cris estrearmos na mística distância dos 42.195m, a tal da maratona.
Como sempre respeitamos muito as distâncias e nossos corpos, achamos que agora, com praticamente 5 anos de corridas nas pernas, sendo 3 deles só de corridas de montanha e 2 destes na distância de 20-25km, já teríamos maturidade o suficiente (na questão músculo-esquelética e não mental... no quesito mental vocês bem sabem que minha maturidade oscila bastante) para encarar o desafio.

A prova escolhida para essa façanha foi o Desafio 28 Praias, uma prova que temos muito carinho desde sua estreia, em 2014 e que só perdemos uma edição até agora.

Convidei  meus parceiros do Aloha Run para me fazerem companhia nessa empreitada mas somente um deles pôde aceitar o convite - apesar de já estar inscrito para a Maratona de SP que iria acontecer exatos 6 dias antes do Desafio 28 Praias! =S

Decisão tomada, convites feitos, inscrições realizadas.... era a hora de tirar a ideia do papel e botar nas pernas. Iniciou-se aí uma fase muito gostosa. A fase dos treinos longos!

A cada final de semana procurávamos um lugar diferente para fazer nossos "longões", que variaram de tímidos 19km até sofridos 34km.





Mais flagrantes desses momentos únicos em nosso insta
Como gosto de fazer experimentos comigo mesmo (a.k.a., sou meu próprio "treinador" de corrida), essa fase foi marcada por tentativas e erros, mas acredito que foi mais cheia de acertos do que de erros.

Não deu pra fazer todos os treinos que eu havia planejado, não treinei absolutamente nada de velocidade, mas mesmo assim consegui estruturar o treino do jeitinho que eu queria, focando em terreno técnico, tempo em atividade e acúmulo de elevação.

Os treinos me deixaram bem confiante e, com exceção de uma dorzinha chata no quadril que apareceu na penúltima semana de treinamento, eu estava me sentindo 100% preparado para a encrenca.
De fato, acho que nunca me senti tão bem preparado para uma estreia como dessa vez.

E então chegou, finalmente, o dia 30.04.2016, data da nossa tão esperada estreia na maratona!
O dia amanheceu com algumas nuvens, mas a temperatura estava bem agradável - apesar da frente fria que tinha aparecido do nada.

Como de costume, encontramos e cumprimentamos diversos amigos e conhecidos e posamos para fotos antes que convocassem os corredores solo masculino pra alinhar para a largada (as meninas largariam 5min depois).




Eu e o parceirão Will na contagem regressiva
A 10 segundos da largada combinei com o Will que o plano era a gente fazer a prova no estilo "cada um por si", já que ele tinha acabado de se recuperar da Maratona de SP, realizada há 6 dias.

Soou a buzina e lá fomos nós. Seguimos lado a lado por aproximadamente 1km e depois acabei me distanciando dele.

Largando no fundão, como de costume
Escoltado por meu Ala na primeira subida
Eu não sabia exatamente qual estratégia adotar. Estava na dúvida se largava bem na maciota para sobrar energia para o trecho final (que é bem mais corrível) ou se corria livre enquanto tivesse energia para pelo menos estar mais perto do final quando o cansaço batesse (já que era certeza que ele iria bater forte).

No alto da primeira subida da prova
Ainda sem saber o que fazer, fui seguindo o que meu corpo fazia, um passo de cada vez, curtindo a paisagem, o ar frio da manhã, agradecendo por estar ali naquele momento e desliguei a mente por um tempo.



Aos poucos fui ultrapassando alguns conhecidos e trocava uma ou outra frase, desejava boa sorte e seguia meu caminho. Sabendo que esses corredores são mais experientes do que eu na distância, fiquei com a "pulga atrás da orelha" pensando que talvez eu devesse pegar mais leve no início, assim como eles estavam fazendo. Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que não estava forçando.

Corria sempre dentro de minha zona de conforto, sem forçar ultrapassagens, sem dar tiros, sem deixar a respiração ficar ofegante. Apenas inspirava o ar frio, olhava a paisagem ao redor, dava meus passos curtinhos, expirava e seguia o jogo.



No primeiro riachinho (mais para uma grande poça d'água do que um riacho) que tivemos de cruzar, fui olhar para o lado para cumprimentar um amigo que estava correndo o revezamento, tropecei numa raiz e dei uma cambalhota! Os anos de treino de ninjutsu serviram para alguma coisa... fiz um rolamento completo (Zenpo Kaiten - ninjutsu, dá uma googlada), caí em pé e segui correndo! hahahaha
Deve ter sido bonito de ver de longe... rs

Flagrante da areia ainda na lente após o rolamento! rs
Só na camaradagem. Isso é trail run!
Depois desse trecho de areia fofa e um pouco de single track, o percurso retornou para a trilha que eu já estava familiarizado de edições anteriores.

Eu sentia que estava pegando leve, mas como eu havia desativado a notificação do Garmin, não tinha a menor ideia de qual era o meu ritmo. E também não sabia como calcular a evolução no percurso, considerando que o primeiro trecho (Tabatinga-Caçandoca) havia sido modificado desde a última vez que eu havia corrido aqui.











Descendo pra subir tudo de novo





Curti cada momento desse trecho da prova, que é de longe o meu favorito! Usei todas as cordas para subir e descer dos morros e das pedras, cruzei riachos com cautela, parei para tirar zilhões de fotos, comi meus quitutes e fiquei esperando ser ultrapassado pelas primeiras colocadas do solo feminino ou pelas duplas e trios de amigos e conhecidos.




Calculei que terminaria o trecho 1 em torno de 2h20/2h30 de prova. No final acabei cruzando o PC 1 (Caçandoca) com pouco menos de 2h de prova (~1h50).

Cruzar esse pórtico foi uma pequena vitória. Embora estivesse bem longe do fim da prova, estava me sentindo extremamente bem e nem parecia que já havia corrido o trecho mais duro da prova. Foi muito legal também ser recebido com gritos e palmas de amigos que estavam aguardando seus parceiros de revezamento ali no PC. Aproveitei a energia extra dessa demonstração de carinho e passei batido pelo posto, em busca do meu próximo alvo: PC 2 (Maranduba).

Acelerando minha lambreta imaginária rumo ao PC2
(essa é a única explicação plausível para essa foto)
De Caçandoca a Maranduba o percurso é bem tranquilo, por dentro de um condomínio, por algumas ruas de terra e de bloquete de concreto, um pouco de estrada de terra e, o que seria novidade para mim, a travessia de um rio!

A essa altura, o frio já tinha virado calor e o rio deixou de ser uma preocupação para ser um ponto de 'refresco'. Decidi não usar o barco da organização e também não aceitei o colete (que, pra falar a verdade eu nem vi) e caí no mar.

Entrando no mar pra cruzar o rio... hein?
(notar as cabecinhas dos outros corredores ao fundo)
Água no umbigo, sinal de perigo!
Mal sabia eu que a maré estava bem alta! A água estava na altura das minhas axilas e quando vinha a onda eu tinha que tirar o pé do chão e nadar cachorrinho para não ser coberto pela água. Fui pegar impulso com as pernas e os adutores ameaçaram dar câimbra. Por sorte, não passou de ameaça.

Essa não era a parte mais funda

Saindo do rio que já tinha virado mar. rsrs
(Piratas do Caribe?)
"Perdi" quase 5 minutos nessa brincadeira de aquathlon, mas ganhei mais uma história para contar, então me pareceu uma troca justa. rs
Voltei à areia e segui correndo até o próximo PC, em que mais uma vez passei sem parar, impulsionado por gritos de "Se Ela Corre Eu Corro!!!" e "Vai, Gabriel!!".
Galera, muito obrigado pelo incentivo! Meu foco não deixou que eu visse direito quem estava gritando, mas foi gostoso demais receber esse apoio em cada um dos PC's da prova!

Eu já havia decidido dividir a prova em PC's para não ficar pensando na distância total, e o fato de ter uma recepção calorosa dessas a cada PC só aumentou ainda mais minha vontade de concluir o próximo trecho, e o próximo, e o próximo...rs

Saí do PC 2 com aproximadamente 2h20/2h30 de prova, isto é, uma hora antes do previsto!

O trecho 3 (Maranduba-Lagoinha), apesar de plano, é um dos trechos de desenvolvimento mais chato... é uma areia fofa e inclinada que te força muito os tornozelos e parece que não rende.




Em mais ou menos meia hora atingi o PC 3 (Lagoinha), novamente sendo recepcionado por amigos! Demais, demais!!!

Passei por dentro dos gols, fingindo que era um portal de energia.
Retardado ou não?! kkkk




(Créditos: C. Sbruzzi)
Nesse PC resolvi parar para abastecer um squeeze e jogar nele uma pastilha de eletrólitos e, aproveitando que estava mais de 1h na frente do meu planejamento, saquei os tênis para tirar os montes de areia que tinham sido acumulados. Meus pés já estavam arqueados de tanta areia dentro do tênis.

Além disso, a cada onda que batia nas minhas pernas (e isso acontecia de 1 em 1 minuto, já que eu corria na linha d'água para tentar - em vão - evitar a areia fofa, eu sentia uma forte ardência nos dois pés, em volta dos tornozelos. Imaginei que a areia grossa e fragmentos de conchas estivessem presos na minha "polaina"/gaiter e ficassem me arranhando, logo, pensei que bater a areia iria me ajudar.



(Créditos: C. Sbruzzi)
Cruzei mais um trecho d'água e adentrei a trilha para Lagoinha, rumo ao desconhecido.
O bom de já ter corrido por essas trilhas antes era que pelo menos até o PC 3 (Lagoinha) eu sabia mais ou menos o que esperar do percurso. Mas, dali para frente, tudo seria novidade.
Novidades são excitantes e eu devia estar animado, mas comecei a sentir um certo cansaço... a trilha era bem tranquila, em boa parte quase nada técnica, larga, daquelas em que é possível "voar", mas não tinha mais muita energia no tanque.




Na altura do km 27, pouco após encontrar um fotógrafo, decidi parar para um "pipi stop". O risco de alguém passar por mim era baixo, já que eu passei MUITO tempo sozinho nessa prova.
Como que por milagre, após o xixi-amigo ganhei uma nova dose de energia.
Voltei a apreciar a paisagem e a tirar fotos.










Numa das praias de areia fofa encontrei o Diego, da UPFIT, e ele não parecia muito bem. Estava com o joelho sangrando e com câimbras. Ofereci a ele meu isotônico, seguimos juntos por alguns metros e depois segui adiante.


Pareço cansado? É porque eu estava cansado (Créditos: Eliseu Costa)
Um pouco à frente, após mais uma prainha de areia fofa, a trilha ficou um pouco mais técnica e eu disse algo que nunca me imaginei dizendo: "Que bom que daqui a pouco começa o asfalto!".
Desde o início eu sabia que ia ter bode do trecho final em asfalto, mas eu não imaginava que correr 34km em terreno desnivelado com queda para a direita exigiria tanto do meu tornozelo esquerdo.

Tentando manter a forma apesar de as pernas não responderem
mais como antes

Cada passada era uma pontada de agonia. Tentava mudar a passada, mas ficava com medo de alterar muito a mecânica e causar uma câimbra em outro músculo por causa da compensação.
Constantemente dedicava uns segundinhos para enviar boas energias para a Cris, Will, Karol, Luis e os demais 30 ou mais amigos que estavam correndo aquele percurso, e isso me distraía um pouco da dor.

Amarelando, eu?!

Na minha planilha eu havia colocado que acreditava que faria esses 8km do trecho 4 na casa de 1h20, por causa do cansaço acumulado. Dito e feito (1h16)!


Cheguei à Fortaleza com pouco mais de 4h de prova, a mesma recepção calorosa de sempre, mas as "rodinhas já estavam caindo do eixo".
Parei pra abastecer o squeeze e tinha a intenção de pegar uma maçã. Nisso a Sônia (da Assessoria Carlos Mello, onde treinamos exercícios funcionais) e mais alguém (Laura? Pri? não lembro... a cabeça estava confusa já) vieram me ajudar a furar os copos d'água para encher a garrafa.
Peguei duas pedras de gelo, enfiei no meio dos shorts, na altura das coxas, e saí andando. Esqueci da maçã!

Dali em diante, sabendo que eu ainda estava uma hora adiantado em relação à minha previsão mais otimista, eu perdi qualquer estímulo para correr mais rápido. Só queria terminar a prova com o mínimo de sofrimento possível.
Andei todas as subidas, alguns dos planos e trotava nas descidas. Na altura do km 36 eu só queria saber de sentar. Eu olhava um montinho de grama e ficava pensando como seria gostoso sentar ali por 30s.
Claro que seu eu fizesse isso eu não levantaria antes de 5min, né, então tratava de me convencer a seguir em frente (enquanto cantarolava "Siga em frente, olhe para o lado, se liga blablabla na batida do cavaco").

No km 37, mais ou menos, era possível avistar a Praia Dura e a linha de chegada ao fundo, mas ainda faltavam 5km para chegar lá e o corpo e a mente não chegavam a um acordo. Por um microssegundo dei uma gaguejada e engoli o choro, emocionado com meu quase status de maratonista, mas depois me lembrei que só poderia me emocionar depois de cruzar a linha e voltei a focar no asfalto na minha frente.

Já na Praia Dura, não conseguia me convencer a voltar a trotar. Via a linha de chegada, mas parecia tão distante que não valia o esforço.
Nisso ouço um grito me chamando. Era o Portuga, vindo rasgando no trecho final de seu revezamento. Ele me deu a mão, me incentivou e partiu. Fingi trotar uns 10 passos e quando vi que ele já estava longe voltei a andar.... rsrs

Seguiram-se quase 2km de agonia entre trote e caminhada... foi aí que percebi que estava morrendo de fome e não havia comido nada desde a maçã imaginária! Rapidamente mastiguei uma goiabinha e então, faltando apenas uns 700m de prova, resolvi parar logo de frescura e correr até o final.

Reta final
Na linha de chegada, mais uma vez, fui recebido por muitos amigos. Fiquei emocionado de verdade, quase chorei, acelerei (pero no mucho) para cruzar a linha e levar a faixa no peito enquanto desentalava um grito do peito seguido de um xingamento endereçado a ninguém. rsrs

(Créditos: Fabiana Ferreira)
O vídeo (já editado e sem o meu semi-choro) pode ser visto aqui: https://www.instagram.com/p/BE4yAfZFoUf/

E é isso aí! Concluí minha primeira maratona mais de 1h mais rápido do que imaginei que seria possível, me diverti pra caramba, recebi uma energia indescritível de todos os amigos, conhecidos e desconhecidos que doaram um pouco de seu fôlego para gritar uma frase de incentivo (muito, mas MUITO obrigado mesmo!) e fiquei com fome de mais provas assim!

Não que isso importe, mas também fiquei um pouco orgulhoso da minha classificação (16º de 136 homens e 4º na categoria).

E por falar em orgulho, orgulhoso mesmo eu fiquei da minha tratorzinho!!! Dessa vez eu faço questão que ela escreva um relato da prova dela! (update: relato dela aqui!)



Para finalizar, tiro o chapéu para a organização, que a cada ano consegue deixar o evento ainda mais seguro e memorável. Nunca vi uma trilha tão bem demarcada e nunca (NUNCA MESMO) vi tantos staffs nas trilhas - apenas no trecho 1 tinha uma média de 1 staff a cada 250m praticamente.
Não poderia ter escolhido prova melhor para debutar na maratona!

Eu voltarei!

A já tradicional foto no rio...
Crioterapia
...e as assaduras purulentas causadas pela polaina/gaiter.
A gente se tromba nas trilhas! ;-)




14 comentários:

Solzinha disse...

DEMAAAAAAAAAAAAAIS !!!!! VCS ARRASAM !! ADOREI O RELATO !! TO ESPERANDO O DA CRIS !!

Gabriel C. disse...

Valeu, Sol!!
O relato dela deve sair ainda hoje! Já tá no forno! rsrs

Anônimo disse...

Parabéns Gabriel ótimo relato. Cara que mochila você usou nessa prova?

Gabriel C. disse...

Obrigado, amigo.
A mochila utilizada foi a primeira versão da Ultimate Direction PB Adventure Vest, cujo review se encontra aqui: http://seelacorreeucorro.blogspot.com/2015/03/pe-na-trilha-avaliacao-de-mochilas-de.html
Mochila muito boa, viu!
Abraço

Diego Denega disse...

Demorei para aparecer, mas finalmente cheguei! Fora o trampo da prova me admira a velocidade dos posts, muita eficiência rs Um dia eu chego lá.

Excelente "début maratonal" Gabriel, lendo esse relato fiquei com mais vontade de fazer essa prova o ano que vem, trail runner é tudo sem noção, vê o sofrimento alheio e quer sofrer também kkkk

Debutou com chave de ouro, parabéns!!! Abraços

Gabriel C. disse...

Hahaha, valeu, Diego!
Cara, se eu não escrever o relato logo após a prova eu:
1 - fico louco de ansiedade e não durmo direito;
2 - esqueço de muitos detalhes... rsrs

Esse tipo de sofrimento dá gosto de ver/sentir mesmo... sem masoquismo ou sadismo! rsrs
Pense com carinho, pois essa realmente vale a pena!
Abraços!

Milena Vaquero disse...

Parabéns Gabriel

Vcs arrasaram 👏👏👏👏

Gabriel C. disse...

Valeu, Mi!! =)

Filipe Araujo disse...

Gabriel, Adorei o seu relato, muito bacana mesmo, meus parabéns.
Eu pretendo participar do Desafio 28 praias agora em setembro na modalidade de 21k, e gostaria de pedir algumas dicas referente a prova, pois sera a minha primeira vez em corridas neste estilo, o que você me recomendaria?
O que devo levar para um melhor desempenho desta prova?
Sé puder me ajudar a me preparar melhor, :D :D rs.
Muito obrigado e mais uma vez, meus parabéns.
Filipe Araujo.

Gabriel C. disse...

E aí, Filipe, tudo bem?
Obrigado pelo comentário!
Vamos lá, o principal a se fazer para ir bem numa prova dessas é treinar! rsrs
Mas isso com certeza já foi feito, então agora o melhor a se fazer é curtir o momento, apreciar as paisagens, conversar com as pessoas que estiverem por perto, enfim, não ter pressa.
O ritmo por quilômetro será bem diferente do que você costuma fazer no asfalto (alguns quilômetros podem passar de 10min, por exemplo), então não adianta ficar preocupado com pace, com tempo.
Ah, e não se esqueça de levar água e comida para pelo menos umas 3h de prova! Se você faz uma meia em 1h50 no asfalto, por exemplo, nessa prova você deve fazer em torno de 2h30/2h40.
Boa prova lá (nós também estaremos lá outra vez)!

Gabriel C. disse...

Ah, Filipe, mais uma(s) dica(s): se essa for sua primeira prova trail, dá uma olhada aqui óh: http://seelacorreeucorro.blogspot.com/2013/11/guia-seelacorreeucorro-de-sobrevivencia.html

Filipe Araujo disse...

Dicas valiosas essas, Muito obrigado pela ajuda, vou me preparar bem para este fds que sera a prova hehehe.
não vou ter pressa em terminar a prova.
Referente a alimentação, o que seria legal de levar para uma prova deste estilo?

Gabriel C. disse...

O principal é não inventar moda no dia da prova. Use o que você costuma usar nos treinos, para evitar um piriri ou coisa do tipo! rs
Particularmente, gosto de usar bananinhas, mix de cereais e papinha de frutas. Gel só em caso de emergência. Mas tem gente que faz a prova inteira só com gel e se dá bem. Vai de cada um.

Filipe Araujo disse...

entendi.
Bom é isso ai, agora vou me preparar para esta prova e espero que me saia bem :D
muito obrigado Gabriel.
vlw. abraços.