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sábado, 18 de outubro de 2014

Trail Adventure Chile - Torres del Paine 2015

Em abril desse ano (2014) aproveitamos a viagem que fizemos ao Ushuaia para desbravar um pouco das belezas do extremo sul do Cone Sul. Acabamos estendendo o passeio para El Calafate (Argentina) e fizemos uma passagem relâmpago por Torres del Paine, no Chile.

O lugar nos encantou de imediato. As imagens abaixo podem explicar facilmente porque ficamos tão fascinados:






"Já pensou voltarmos aqui um dia para correr?"




Enquanto caminhávamos atrás do guia do passeio, em meio à turba de turistas (uns mais contemplativos, outros que nem sabiam o que estavam fazendo lá, alguns ainda que chegavam ao cúmulo de se perguntar em voz alta se eles realmente haviam viajado 6h de ônibus só para ver pedras e lagos) ficamos imaginando como seria legal se um dia conseguíssemos voltar para lá para visitar as partes mais tranquilas do parque no nosso próprio ritmo - ou mesmo dividindo as trilhas apenas com pessoas que tivessem a mesma mentalidade que nós.

Creio que é desnecessário mencionar o tamanho da vontade que ficamos de poder voltar lá para correr nos single tracks que fazem parte dos circuitos de trekking W e O, em meio aos cenários incríveis proporcionados por aquele paraíso remoto. Pois bem, nem precisamos esperar muito e essa oportunidade começou a despontar no horizonte!

O nome dessa oportunidade é Trail Adventure Chile - Torres del Paine, e será disputada em 28 de março de 2015 nas distâncias de 12km, 25km, 50km e 80km, nas categorias solo, duplas (no estilo Cruce de Los Andes/Desafio das Serras) ou mesmo revezamento em 4 pessoas (no caso dos 50km)!
Trail Adventure Chile - Torres del Paine é uma prova nova, que tem a proposta de levar os corredores através dos espetaculares senderos que formam os mundialmente conhecidos circuitos de trekking O e W.

Diferentemente de outra competição que acontece no mesmo Parque (Parque Nacional Torres del Paine), a ideia da Trail Adventure é que os competidores desfrutem efetivamente das extensas trilhas ali existentes, em meio a paisagens de tirar o fôlego - afinal, para o trail runner de coração, não há sentido algum em viajar até quase o fim do mundo para correr apenas em estradas, não é mesmo?

Anotem nas suas agendas! A prova ocorrerá no dia 28 de março de 2015 nas distâncias de 12km, 25km, 50km e 80km! Serão apenas 400 vagas!

Ao longo da semana publicaremos informações mais detalhadas e exclusivas (percurso, altimetria, logística e afins). Aguardem!



E qualquer dúvida é só falar conosco através do email seelacorreeucorro@gmail.com e nós lhe enviaremos a programação completa! ;-)

Obs.: Nós não somos uma agência de turismo, mas temos parceria com uma agência que é responsável pelas reservas e possibilita o pagamento parcelado do pacote.
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UPDATE:
Trail Adventure Chile: Percurso, Altimetria, Programa, Pacote e Valores

Trail Adventure Chile: Hospedagem

Trail Adventure Chile: A Prova

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Relato: Ritmo Vertical Mountain Race Brazil

Fiquei meio em dúvida se arquivava esse texto como Relato de Prova ou como Miscelânea, mas como o Ritmo Vertical foi efetivamente uma prova - mesmo que eu não tenha competido - resolvi deixar como relato de prova mesmo...

Vamos ao relato!

Fanático que sou por acompanhar as provas de trail e ultra no Brasil e no exterior, fiquei extremamente empolgado com a notícia de que a Ritmo Certo organizaria a primeira prova de Km Vertical do Brasil  - e, quem sabe, mesmo da América Latina!

Em algum lugar por aqui

O Km Vertical, por definição da ISF, consiste no tipo de prova em que se acumula 1000m de desnível positivo em, no máximo, 5km de distância (VERTICAL KILOMETER® - Races with  1,000m vertical climb over variable terrain with a substantial incline, not exceeding five kilometres in length.). Resumindo, não se deixe enganar pela distância total percorrida (menos de 5km), pois o percurso é obrigatoriamente casca grossa em razão da inclinação!



Pois bem, no mesmo dia em que as inscrições foram abertas - ainda em abril - fiz questão de garantir minha vaga! A inscrição foi feita do quarto de hotel, em Ushuaia, enquanto aguardava para correr o Mountain Do do Fim do Mundo e, na mesma semana, aproveitei para comprar um par de trekking poles (ou bastões de caminhada) especialmente para correr o Ritmo Vertical. Sim, eu estava muito animado!! rs

A Cris, impressionada com as promessas da organização ("não vai ter algodão doce!" ou "aqui não tem refresco") e sabedora do grau de "sadismo" do Naval (rsrs) resolveu ficar de fora dessa, e foi pra Pinda apenas para me acompanhar. Ela inclusive teve que pedir autorização da FUNAI para fazer esse programa de índio: acordar às 4h da manhã, cair na estrada, dirigir por mais de 2h30 e depois me esperar terminar a prova para então comer e entrar no carro de novo pra voltar pra casa.

A Minnie pode confirmar que a jornada foi cansativa!

No entanto, como um ciclo que nunca se encerra, estou comemorando 01 ano de canelite nas duas pernas (sentindo dores/incômodos nas canelas da hora que acordo à hora que vou dormir) e o ortopedista resolveu tentar um novo tratamento, que exige que eu fique 90 dias sem correr... como calculei que o Vertical envolveria pouca corrida, propriamente dita, decidi participar da prova apenas como trilheiro/trekkeiro/caminhante, isto é, sem correr.

Assim, na manhã quente, seca e ensolarada de 14.09.14, deixei para largar por último, caminhando tranquilamente enquanto os demais corriam à minha frente.

Largando lá atrás, fechando o pelotão na caminhada

Em dois zig-zags (ou seria em um zig e um zag?), já havia um pequeno grupo que tinha parado de correr e começado a caminhar, e acabei os ultrapassando.




Se o percurso da prova fosse literalmente apenas em subida, como eu pensava que seria, não teria me sentido tentado a correr e desafiar as ordens médicas... mas logo no comecinho teve um trecho de uns 15m ou menos que era relativamente plano, antes de entrarmos na trilha, e acabei me empolgando e trotando uns 5 ou 6 passos...

(Foto: Pesqueiro Serra Azul)



Então entramos na mata, levei um escorregão na terra úmida e esquiei de bunda por um metro...rs Dali pra frente resolvi seguir as ordens do 'dotô' e não trotei mais. Essa pequena trilha cortava dois riachos e exigia que andássemos sobre as pedras cheias de limo, num local bem propício para tombos. Por sorte, apesar de escorregar bastante, consegui me manter em pé enquanto um ou outro corredor ia ao chão.




Saindo das pedras podemos dizer que o Ritmo Vertical realmente começou. Estendi meus trekking poles e iniciei a primeira subida, cuja trilha foi aberta pela organização especialmente para a prova. Um verdadeiro paredão! Os bastões ajudaram bastante, e não precisei usar as mãos diretamente para subir a ladeira em quatro apoios.

Em 20 minutos de prova eu já comecei a sentir o cansaço e fome que costumo sentir depois de 1h de atividade física! Como bem disse o Naval (organizador do evento) "a montanha não aceita desafio; respeite-a!".

Então parei para respirar um pouco e tirar umas fotos. Olho pra trás e me deparo com o pesqueiro (largada da prova) lá embaixo!

Vista 'aérea' da área de largada


Olho para cima e vejo só os 'popôs' dos corredores à minha frente! rs

Saca só o paredão ali atrás!



Eu ainda não havia percorrido nem 800m de percurso! Vish, pensei, se os próximos 4km forem assim, estou ferrado (e a Cris vai sofrer bastante me esperando!)!!


Up we go! (Foto: Fatima Gonzaga)

O primeiro quilômetro foi feito em 30 minutos, então comecei a projetar a conclusão do trajeto em aproximadamente 2h15!  Mas foi só esse primeiro quilômetro que era um paredão.
Os demais trechos do percurso, embora sempre em aclive, eram relativamente corríveis (principalmente para quem estava aguado e louco para poder correr... em todo lugar que eu passava eu pensava "aqui dava pra encaixar um trotinho, hein?" rsrs).


(Foto: Fatima Gonzaga)

(Foto: Fatima Gonzaga)
Achava que o visual do percurso seria o tempo todo de tirar o fôlego, mas a verdade é que as trilhas eram em mata bem fechada, então não dava pra ter muita noção de onde a gente estava. Só dava pra saber que estávamos cada vez mais no alto.

Quando finalmente saímos da cobertura das árvores, meu desejo foi atendido! Olha essa paisagem!!




Dali pra frente o terreno ficou relativamente plano e senti uma vontade danada de correr... mas não corri!

Morrendo de vontade de correr nesse single track (mas me segurei!)

Só o cume interessa, e eu estou quase lá! rs

Continuei meu 'passeio no parque' por mais alguns minutos, cruzando com corredores vindo no sentido contrário (após cruzar a linha de chegada era necessário retornar pela trilha até a área de largada), até atingir a área de chegada, onde anotavam nosso número de peito e nos entregavam uma pulseira onde estava anotada a nossa colocação.

Área de chegada (Foto: Ultra Eventos)

Fiquei em 29º na categoria masculina, entre os quase 40 loucos que resolveram encarar essa prova.
Fiquei na área da chegada tomando uma coca cola gelada, comendo uns quitutes e conversando com o pessoal presente antes de iniciar meu retorno ao pesqueiro (a descida acabou levando mais tempo que a subida! Ainda mais porque a todo momento era necessário abandonar a trilha para dar passagem para os mais de 20 motociclistas que estavam brincando por lá).

Confraternizando (Foto: Ultra Eventos)

Com o amigo Nescau, da Ultra Eventos, que apoiou a Ritmo Certo nesta empreitada

Pelas informações divulgadas antes da prova, a chegada seria no cume do Pico do Itapeva, o que garantiria um ganho de elevação total de 1.200m no percurso. Na prática a chegada acabou sendo um pouco antes e, no total, não atingimos o acúmulo de elevação pretendido (mesmo se dermos uma margem de erro de 15% para a precisão do GPS, e considerando que meu Garmin não tem altímetro barométrico, a conta ainda não bate).

Olha só esse paredão no primeiro km!! (Segundo o aplicativo Strava, a inclinação chegou a 49%!! o.O)
Para o alto e avante! (Foto: Gilmar Bezerra)

Mesmo assim, a experiência valeu muito a pena. O lugar era muito bonito, a organização esteve impecável, a trilha estava demarcada de tal forma que era impossível se perder, e o percurso esteve bastante desafiador, mesmo para quem foi lá só pra andar! rs

Além disso, poderei contar pros meus netinhos que estive presente na primeira prova vertical do país, no longínquo ano de 2014! rs

A "lembrancinha" para quem concluiu o desafio dentro do tempo de corte
Também deixei minha assinatura na homenagem feita ao Pesqueiro Serra Azul
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Mais fotos do percurso aqui!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Entorse de Tornozelo - Grau III

Finalmente criei coragem pra escrever sobre esse assunto. Depois que (quase) tudo passa e você aprende um milhão de coisas é que consegue falar racionalmente sobre isso.

No dia 22 de março, corri a etapa Curtlo de Paranapiacaba (veja o vídeo aqui) e garanti o 3º lugar na faixa etária. 


Na semana seguinte, me inscrevi às pressas pra Igarata23k, que aconteceu no dia 30 de março, mais como um desafio pessoal do que por resultado.

Em abril, a prova alvo do 1º semestre, no Ushuaia, aconteceu no dia 06, e finalizei-a com dores nos iliotibiais e os posteriores quase travando em cãibra.

Voltando do Ushuaia, retornei aos treinos normais na JVM depois de 3 provas em finais de semana seguidos.

No entanto, no dia 17 de abril, no início do treino, ainda no aquecimento/educativos na grama, meu pé esquerdo virou pra dentro, ouvi um TEC e, de dor, fui de joelhos ao chão. Não conseguia me mexer, e tinha a impressão de que qualquer movimento que fizesse, pioraria a dor. Fiquei naquela posição ingrata, com o pé esquerdo erguido pra trás, gritando de dor, até que os colegas perceberam que aquilo não era uma brincadeira e que a coisa foi séria e vieram me ajudar.

Chorei, gritei, não queria deixar ninguém encostar no meu pé, mas não conseguia fazer nada, no máximo virei de barriga pra cima e nem deitar no colchonete - que o Foca and Friends gentilmente cedeu - eu conseguia. Fiquei com as costas pinicando na grama mesmo.

Todos os amigos queriam me ajudar de alguma forma. O Virginio tirou meu tênis e meia e pegou a bike de um amigo pra chamar a ambulância, enquanto isso jogaram água gelada no meu tornozelo, uma amiga ajoelhada atrás de mim apoiava minha cabeça nas suas pernas, o Jacson mantinha conversa comigo pra tentar me acalmar, outra amiga ligava no hospital pra saber se atendia meu convênio, uma outra foi até a Run and Fun e conseguiu gelo. O Rogério do AdrianoBastos ajudou a me carregar do chão pro banco e me senti muito bem amparada. Em certos momentos a galera simplesmente se une.

A ambulância do HU me atendeu, imobilizou minha perna da coxa até o pé e, para que eu pudesse ser levada para um hospital que atendesse meu convênio, tive que preencher e assinar a recusa de atendimento para o HU, pois, segundo a socorrista, a espera naquele hospital era de 6 horas naquele momento.

O Jacson me levou até o hospital mais próximo que atendesse o meu convênio e a Juliana esteve junto comigo o tempo todo.


No carro do Jacson
Na sala de espera do PS
Enquanto isso o Virginio ligava para o Gabriel em casa (que não estava treinando por conta das dores pós Ushuaia) e avisou que eu tinha torcido o tornozelo e que já estavam me levando pro hospital.
Adivinha se na cabeça dele não passou “deve ter sido mais grave, se ela foi atropelada, claro que só vão dizer que ela torceu o tornozelo...”

Depois de o raio x mostrar que tava tudo inteirinho, restou imobilizar e voltar pra casa. O Gabriel já estava na sala de espera do hospital me aguardando. Véspera de feriado prolongado de Páscoa e eu de molho. :/

Juliana na saída do PS comigo.
É, isso no pé não foi legal...
Ainda teve mais uns vai-e-vem pro trabalho, atestado médico do meu ortopedista, laudo de ressonância magnética e então a empresa decidiu que o mais prudente seria eu me afastar do trabalho pelo INSS. 


Tentativa de trabalhar
E como consequência, o inchaço
A lesão foi caracterizada como entorse de tornozelo de eversão e o laudo da RM mostrou uma rotura completa do ligamento talofibular anterior. Resumindo, entorse de tornozelo grau III.

Fiquei 3 meses em casa. O primeiro mês sem andar. Ia da cama pro sofá-cama na sala e vice-versa. 
Me deslocava o mínimo possível e somente com uso do robofoot. 


Sofá-cama virou habitat natural
Só ia pro banho depois que o Gabriel chegava em casa pra me socorrer de um eventual escorregão. Passei a comer mal pra não ter que ficar em pé cozinhando, tomava pouco líquido pra adiar a ida ao banheiro, assisti tv aos montes. Filmes bons, ruins, pela metade, repetidos, bobos, desenhos e afins.

Lesionei no dia 17/04 e iniciei as sessões de fisioterapia no dia 12/05. Foram 30 sessões de fisioterapia (intensivas, na minha cabeça) às segundas, quartas e sextas feiras. Só perdi duas sessões por causa dos jogos do Brasil e a terceira porque o ortopedista atrasou o atendimento e não deu tempo de chegar na fisio.

As primeiras sessões foram muito chatas. Só analgesia, alongamento com muita dor, passava mais de uma hora praticamente deitada. 


Crioterapia (gelo)
Muito alongamento
Infravermelho
Tens 
Algumas sessões depois, já estava fazendo fortalecimento de tibial e panturrilha, sentada, com faixas elásticas, mas sentia que aquilo tudo ia demorar muito...



No dia 26/maio o ortopedista me liberou do martírio do robofoot e passei a usar uma tala, chamada de aircast, que eu poderia usar com calçado normal. Apelidei-a carinhosamente de ‘esgarça tênis’.


Aircast esgarçando meu Fuji Racer
A partir dessa semana eu finalmente comecei a enxergar uma luz no fim do túnel, pois o tempo de recuperação de uma lesão desse tipo leva por volta de 4 a 6 meses.

Neste momento eu comecei a cogitar passar pra frente algumas inscrições de provas que já tinha pago. A sorte é que foi bem fácil de conseguir isso e a melhor parte é que foi pra amigos, onde pude compartilhar de alguns momentos (Desafio 28 Praias) e da Golden Four que, uma semana antes da prova, parecia ingresso pra jogo da Copa, a procura tava infinitamente maior do que a oferta!

E então, após a liberação do robofoot, voltei ao trabalho, passei a fazer mais fisioterapia motora (vídeo aqui), MUITO exercício de equilíbrio e propriocepção e fui sentindo a melhora gradativa (vídeo do antes e depois). 

Até que chegou o dia de subir na esteira pra correr (leia-se: trotar) pela primeira vez. Estava ansiosa, mas muito apreensiva.
Já estava fazendo caminhadas na esteira, porém, até então, nada de acelerar a velocidade!

Subi na esteira e o Felipe (da Reaction Fit - excelente profissional, diga-se de passagem) foi acelerando a esteira de uma maneira bem gradativa. Fui andando cada vez mais rápido, mas com medo de soltar o trote. No momento em que soltei o trote e ele pediu pra ficar ao menos 30 segundos no trote, fui sentindo a dor do tornozelo irradiando pro restante do pé e, sim, chorei de dor. Pedi pra parar porque eu não ia aguentar.

O processo foi chato, porém, após mais uns minutos de caminhadinha, mais 30 segundos de trote. Num semi-choro cumpri o programado achando que demoraria uma eternidade para correr novamente...

A partir de então as próximas sessões foram mais tranquilas, com menos insegurança e mais esperança! Passei a realizar os exercícios e trotinhos (vídeo do trote) com menos dificuldade.

A prova alvo do 2º semestre (Bombinhas) estava se aproximando! Passei a trotar por mais tempo, recuperando também, gradativamente, o cardiorrespiratório.


Além de todo o processo andar/caminhar/trotar, eu ainda sentia dificuldades em articular o pé pra baixo e pra cima. Basicamente eu não conseguia subir e descer escadas confortavelmente.


Fui então fazendo exercícios de simulação de escadas incluindo instabilidade (vídeo aqui).


O próximo passo foi o deslocamento lateral e saltinhos (vídeo aqui).


E finalmente eu consegui trotar com pouca dificuldade (vídeo aqui)!


A dor ainda me acompanha (ainda mais pós-Bombinhas), mas faz parte da recuperação e um dia ela vai me largar, garante o fisioterapeuta.



Queria passar aqui um pouco do infortúnio que é uma lesão grave, principalmente pra quem treina regularmente. A endorfina some, surge uma insatisfação, decepção, sentimento de invalidez (principalmente por depender de outra pessoa pra tanta coisa), falta de esperança, quase depressão. O bom humor vai embora e a paciência também.

Depois de a lesão acontecer comigo, entendi a importância de não pular etapas, não acumular distâncias nunca antes testadas com frequência, de respeitar os sinais que o corpo nos mostra.

Entendi também que, SIM, eu consigo terminar uma meia maratona na semana que vem, mas que o meu corpo NÃO está preparado pra isso.

Um outro fator importantíssimo pra quem pratica corrida (ainda mais corridas de montanha em que há irregularidade de terreno) é o fortalecimento muscular. Você garante melhor rendimento e, principalmente, reduz as chances de se lesionar. Hoje eu percebo que se tivesse feito o fortalecimento do tornozelo com exercícios de equilíbrio e propriocepção, nada disso teria acontecido, ou teria, porém, com menor gravidade.


Respeite seu corpo, respeite suas dores, vá ao médico quando sentir qualquer desconforto. Não espere acontecer com você também!! Fica a dica!!