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terça-feira, 29 de maio de 2018

Relato: Pedra Grande Training Day

Ué, como assim relato de um treino?

Pois é, relato de treino! Acostume-se! rs

Como já venho falando há algum tempo, tem treino que é melhor que muita prova por aí.

Posso falar com segurança que os treinos organizados pelos meus amigos Mutukas e Mantiqueira não deixam a desejar a nenhuma prova. Falo isso com tranquilidade.

Mas a exclusividade não é do pessoal do eixo Campos do Jordão/São Bento do Sapucaí, não!
Bem mais perto daqui de São Paulo, também tem gente trabalhando sério para trazer aos atletas muito mais do que um treino técnico em um percurso bonito.

Estou falando do pessoal do Pedra Grande Trail Runners, de Atibaia.

Os amigos Arthur e Mika, que encabeçam os PGTR, prezam muito pela experiência que cada corredor terá no evento além da experiência da corrida em si. Não se trata, simplesmente, de reunir os amigos e sair para treinar.

A preocupação começa bem antes: em oferecer uma estrutura adequada; em trazer gente nova para a modalidade; em educar "macacos véios" e iniciantes nas questões ambientais; em oferecer um kit bacana; em zelar pela montanha e pelos corredores; em disponibilizar staff fixo em pontos chave do percurso e staff "dinâmico" acompanhando pelotões em ritmos diferentes ao longo do percurso; em receber feedback e planejar para que o crescimento da modalidade seja sustentável; e por aí vai!

Tive a honra e o prazer de ser chamado para atuar como staff nesse último treino e deixarei aqui meu depoimento:

Uma semana antes do evento, o Arthur reuniu o máximo de membros do staff possível para um treino de reconhecimento do percurso. Começamos o treino com tempo bom e uns 4km depois o tempo fechou. Começou a cair uma bela de uma chuva, com rajadas de vento assustadoras (a estação meteorológica local chegou a registrar picos de 99km/h!). Por sorte, o grupo era de "macacos véios" e, com bastante responsabilidade, usamos aquelas condições adversas para apimentar nosso treino! rs






segunda-feira, 16 de abril de 2018

Desafio 28 Praias Costa Sul - 2018 - Solo

Com a infinidade de provas existentes no calendário trail nacional (com opções para todos os gostos, distâncias e bolsos), uma prova tem que ser realmente muito especial para que alguém decida fazê-la repetidas vezes.

O Desafio 28 Praias é especial assim. Essa foi a 8ª edição da prova e foi a nossa 6ª participação, então não dá pra negar que temos certo apego emocional a ela! rs

Originalmente, a prova não estava em nossos planos, pois nosso orçamento anda bem limitado e estamos apenas treinando bastante mesmo. Maaasss, fomos chamados para participar da "nano série" do Muito Interessante para o Desafio 28 Praias (assista o vídeo AQUI) e, de lambuja, ganhamos cortesia para participar da prova.

Aceitamos na hora, afinal, fazia tempo que não participávamos de provas e, como dito acima, temos mesmo um carinho especial por essa prova. Contudo, não alteramos nossa programação de treinos para a prova, isto é, o Desafio funcionaria como um treino longo para nós, e não como uma prova-sangue-no-zóio-faca-na-caveira.

Continuamos nossa programação normal de treinos, focados muito mais em endurance/resistência do que em velocidade/corrida ritmada e fomos para a prova sem nenhuma pressão, querendo apenas um treino longo divertido e cheio de amigos.

Como já virou tradição, chegamos em cima da hora para a largada, cumprimentei rapidamente alguns amigos que encontrei no funil, a Fabi começou a contagem regressiva, meu GPS finalmente localizou o satélite e lá fomos nós com destino à Praia Dura, dali a 42km.

Nunca vi a prova tão cheia! Tinha muito mais gente correndo a prova na categoria solo nesse ano do que nos anos anteriores.

Iniciei a prova com tranquilidade, sem querer forçar muito. Repetia para mim mesmo que aquilo nada mais era do que um treino de luxo (apesar de não gostar dessa expressão), que não tinha porque encanar com ritmo ou com ultrapassagens.


Mas a cabeça da gente é um bicho doido, né? Comecei a lembrar do tempo que eu havia feito em minha primeira (e até então) única maratona, nesse mesmo percurso, em 2016, e comecei a querer me comparar comigo mesmo...

sexta-feira, 23 de março de 2018

Divagando sobre o longo nosso de cada final de semana

Pedimos a licença de vocês para abrir uma exceção ao padrão desse blog e postar aqui uma divagação sobre nosso último treino longo (até porque, se formos esperar apenas para postar relatos de prova, o blog vai ficar muito tempo às moscas! hahaha).

O treino longo do final de semana é o ápice do nosso ciclo de treinos, e é sempre aguardado com muita expectativa. Acredito que isso se aplique a todos - pois é, não somos tão diferentões assim! 


Não conheço ninguém assim, mas enfim...
Nesses treinos você tem a oportunidade de testar equipamentos e alimentação para provas futuras, conhecer locais novos (se você não quiser ficar dando voltas e voltas como um autorama, são horas e horas estudando mapas para tentar linkar trilhas e estradas diferentes e aumentar o percurso) e, principalmente, tem a oportunidade de se conhecer melhor.

Ainda que você esteja acompanhado no treino, após longas horas em atividade a maior parte das conversas serão dentro da sua cabeça. Você pode pensar em "nada" ou pensar em tudo, pode se dedicar a procurar vestígios de animais selvagens ou se dedicar a questões filosóficas (se uma árvore cai em uma floresta e não há nenhum animal ou humano por perto para ouvir, ela faz barulho?). 


Sapinho maluco avistado no treino

Consegue vê-lo?
E quando o assunto é treino longo, é inevitável encarar a questão: a partir de quando você pode chamar seu treino de longão?

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Tem treino que é melhor que prova

Tem treino que é melhor que prova... e o Mantiqueira Training Camp do último sábado foi um desses treinos!


Percurso lindo e proporcionalmente duro, pontos de apoio bem abastecidos, companhia agradável... Você sai do treino já querendo mais. Quer dizer, a cabeça sai do treino querendo mais. As pernas só estão querendo férias mesmo!

O bom é que depois desses quase 30km com 2 mil metros de desnível positivo acumulados, dá pra enfiar o pé na jaca nas festas de fim de ano sem culpa.

Bons treinos, boas festas e nos vemos no próximo ano!


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Relato: Insane TTRA Águas da Prata

Em setembro, logo no meu primeiro dia de férias, enquanto preparava um vídeo para divulgação do nosso cupom de desconto para a Copa Brasil Outdoor - Etapa Atibaia, dei uma topada com o dedinho no pé do sofá e fraturei lindamente aquele dedo.


Como a previsão era de ficar de molho por pelo menos 6 semanas para dar tempo do osso se consolidar novamente, foram para o ralo os meus planos de participar da Copa Brasil Outdoor em outubro, da Insane TTRA em novembro (cuja inscrição eu havia ganho num sorteio) e da Run Brasil Ride Botucatu em dezembro.

Para não ficar totalmente de fora do esporte enquanto me recuperava, acabei participando da Copa Brasil Outdoor como Staff em dois pontos do percurso (tirando o fato de eu ter tirado 25 carrapatos do meu corpo nessa brincadeira, foi uma experiência bem legal participar da prova como staff! O percurso estava lindo e o clima da prova estava bem parecido com o clima da CBO Pico das Cabras, que eu tanto gostei).

Algumas semanas depois da CBO Atibaia, fiz um novo raio X e o médico me liberou para voltar às atividades, de forma lenta e gradual. No mesmo dia eu decidi que iria participar da Insane TTRA, que contava com as distâncias de 7, 18, 25 e 45km. Segundo a organização, a diferença entre os 18km e os 25km era o perfil técnico da prova, com os 25km sendo mais exigentes.


Decidi que se ia até Águas da Prata (3h de viagem de SP), queria ir para ver a parte mais técnica, então decidi pelos 25km (os 45km, obviamente, estavam fora de cogitação por conta do tempo que perdi sem poder treinar).

Não parece muito... mas gráficos não mostram o terreno, né! rs
Como voltei a correr apenas 20 dias antes da prova, não consegui fazer nenhum treino na distância aproximada da prova, mas mesmo assim estava bastante confiante de que conseguiria terminar a prova bem e me divertir bastante no percurso.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mantiqueira Training Camp - Pedra do Baú


Está chegando mais um Mantiqueira Training Camp
Como um dos pentelhos que aparecem pra atazanar os meninos de São Bento toda vez, desde o primeiro evento, cabe a mim dar algumas dicas a você, sim, você mesmo que está indo pra SBS pela primeira vez.

Para começar, a primeira coisa que você precisa saber é que em São Bento não existe trecho plano. Ou você está subindo, ou você está descendo.
Para ir à padaria você provavelmente vai acumular uns 650m de desnível positivo. Deixe essa informação se fixar na sua cuca por um instante...
Tá vendo algum trecho plano aí?
Agora vamos lá.